Era
No começo tudo era um brinquedo, mas com o passar do tempo descobri um segredo.
Amar não é brinquedo, não se brinca com o coração pois quando o brinquedo quebra acaba a diversão.
Ai vem o sofrimento, a dor do esquecimento de amar e não ser amada, querer e não ser querida.
E ainda temos que ver no futuro uma esperança de que no presente tenhamos a lembrança de que um dia fomos amados.
Ao longo da história, o conhecimento ser ergue e cai, reflui e flui. O que antes era conhecido é esquecido novamente, perdido no tempo, às vezes durante séculos, apenas para ser redescoberto eras depois.
Era por isso que chamavam de tentação - ela nunca se apresentava como algo feio, morno ou inofensivo; não, vinha sob o disfarce de sentimentos gloriosos e uma sensação de total retidão, mesmo quando estava errado.
IMPOSTO EMBUTIDO NAS CALCINHAS
Juvenal era um cara que só trabalhava duro. O coitado tinha mulher, quatro filhos, um cachorro e um papagaio. O dinheiro não dava para nada. Para complicar tinha o raio do imposto no meio do caminho. Era como um pedregulho! Tomava o café da manhã já pagando imposto. Já não passava manteiga no pão. Pra quê? Vinha recheado de imposto!
Um dia a mulher falou:
- Preciso comprar umas calcinhas, as minhas estão puro trapos. Não dá para viver assim homem!
Ele respondeu:
- Mulher, calcinhas pra quê? Anda sem calcinhas! Andar sem elas não paga imposto, agora se você comprá-las elas virão etiquetadas com impostos, e você nem vai perceber. Não aguento mais pagar impostos. Comida tem imposto, diversão tem imposto, assistir televisão tem imposto... Para onde vai esse bendito imposto. Já sei. Vai para o Senhor Impostor! Ele deve ser o mais rico do mundo. O Senhor Impostor pega todos os impostos e ri da cara da gente! Ele come pão recheado de caviar.
E continuou o homem a falar:
- Já estou pensando até no imposto da funerária quando você morrer.
A mulher olhou espantada para o marido! Ela iria completar cinquenta anos, mas ainda era jovem e vistosa. Como pensar em morte? Gozava de boa saúde. O raio de homem! Estava doido! Só porque precisava de umas míseras calcinhas?
Pensou:
Juvenal está ficando maluco! Ou quer que eu morra. Vou ter que andar sem calcinhas só para economizar impostos para pagar o meu funeral? O homem enlouqueceu de vez!
Muito braba chamou o marido e falou:
- Escuta aqui Juvenal, que história doida é essa? Quer que eu morra logo? Assim paga logo o imposto do funeral e fica livre?
O homem respondeu:
- Mulher pare de falar e pense. Na vida são impostos para tudo! Tudo vai para o Senhor Impostor. Dizem que ele faz melhorias para a população, mas é mentira! Fica com tudo para ele. Eu já não uso cuecas e qualquer dia vou andar nu. Assim, não pago o imposto embutido na roupa. Que mal tem andar sem calcinhas? Ninguém vai saber. Só se contar.
O homem estava tão revoltado de dar dinheiro para o Senhor Impostor que havia uma completa recessão em casa. Todos estavam tendo que se abster de algo. Agora chegou a vez das calcinhas, ora!
Gritava com todos:
- Economizem água, economizem luz, comam menos, não comprem roupas novas, nada de celular aqui, só duas horas de televisão por dia, nada de ventilador ligado!
Juvenal estava tão estressado que teve um piripaque.
Foi parar em um hospital público, é claro, não tinha plano saúde. Será que o Senhor Impostor fazia alguma melhoria no hospital? Que nada!
Juvenal morreu por falta de medicação! E a mulher teve que se virar para pagar o funeral. Lá foi o imposto embutido no que tanto o homem já estava preocupado.
E assim, a mulher teve que se virar com uma magra pensão. Os cortes em casa pioraram ainda mais.
Coitada! Passou a andar sem calcinhas.
Eu era a chance de um recomeço,
Mas você não quis seguir em frente...
Foi só seu antigo amor voltar
Pra você me esquecer completamente
Só fui útil quando foi conveniente
Você só me quis enquanto estava carente
Pra mim, você era como o mar, o mar mais profundo, que eu queria tanto nadar, mas era tão raso, que eu não conseguia mergulhar, mas mesmo assim, eu não conseguia respirar.
As vezes tudo o que eu queria era um aconchego nosso
Aquele sem ócio, só com brilhos do teu olhar
Que me apega, que me aperta, que me cega
Mas um dia eu te tenha quem sabe eu
Te lembro que a vida é feita de transtornos imediatos
De sopros falsos
Que nos levam ao sul
E se lembra: a gente ia pro norte
Pra que eu ter um par de asas
Se eu posso voar com os pés no chão
Eu te digo outra vez que tudo o que eu queria era um aconchego nosso.
Nós dois éramos amor. Eu era uma rosa negra e você era um floco de neve, mas erámos incapazes de coexistir, porque as flores não podem florescer no frio.
No entanto, quando acabou, a verdade ficou mal interpretada.
De repente eu era um espinho da rosa que te feriu até sangrar.
E você, com um toque gélido que me tirava a vida e me deixava sem ar.
Criamos falsos retratos um do outro,
para tornar tudo isso um pouco mais fácil de lidar. Mas a verdade sempre ficará...
Ressoando através de todas as mentiras e todos os sonhos que tornaram pesadelos.
Nós éramos... ambos: beleza, pureza, fragilidade, amor.
Nós... apenas não fomos feitos para dar nosso amor um ao outro.
E agora nós dois sangramos, porque a parte mais difícil: é aceitar que não fomos predestinados a sermos um do outro.
No fundo já sabíamos...
As flores de primavera não vingam no frio do inverno.
Era uma vez uma pessoa cheio de planos, cheio de saúde, cheio de idéias mas em um certo momento da vida dele, ele ganhou um balde de água fria. Ele romântico, carinhoso, prestativo, entre outras coisas acho que isso não foi o suficiente e a pessoa que ele gostava mesmo assim escapou das mãos dele.
Não sei o que acontece com esse Mundo, coisas que no passado seriam tão ligadas ao caráter, índole da pessoa, sendo visto por muitos como um ponto ou vários positivos. Acho que hoje em dia as pessoas preferem as pessoas que não valem nada e que não dão a atenção mais que deveriam... Talvez eu devesse fazer isso??
Será que devemos mudar nossa essência por causa dos outros ? Mudar tudo o que nós aprendemos com os nossos avós, pais e mudar por causa de uma sociedade que está cada vez mais egoísta ou materialista ??
Vontade às vezes de desistir de tudo e deixar acontecer e parar de lutar, parar de insistir e imaginar que poderia dar algo certo,parar de tentar sempre ser o bonzinho e ser mais "fdp" mas eu saberia que estaria deixando de ser Eu.
Acho que as pessoas deveriam valorizar mais o sentimentos dos outros, dar mais atenção com quem realmente se importam com ela (e), está faltando muito isso hoje em dia, pessoas que realmente se preocupam e dão valor a pessoa que ela é no seu dia e dia e não o que a pessoa tem em bens materiais....
Apenas um desabafo..
Era fácil
Olhar para si
E rir de escárnio
Era bom não descobrir
Aquilo que
Muitos dizem sentir
Era confortante saber
Que eu poderia ser
O que quer que fosse
Era legal
Deitar a cabeça
No travesseiro e o teto olhar
Era a melhor coisa
Simplesmente imaginar
Tudo que não viria a existir
Era boa a sensação
De não viver
Uma forte emoção
Era prazeroso viver
Sem o saber
Que ecoa em meu ser
Como você era no mundo PRÉ-PANDEMINA? Você tende a manter o mesmo perfil comportamental. Uma nova fase não é necessariamente uma mudança, um aprimoramento ou evolução. É ilusão acreditar que você melhorou seu digital mindset por ter se adequado ao inevitável. Provavelmente o seu modelo ainda seja o de esperar para que as mudanças aconteçam. Adequação não é adaptabilidade.
foi aí que entendi que não era verdade aquilo que me diziam sobre a saudade, porque parecia que quanto mais o tempo passava, mais eu sentia falta dele, foi aí que eu entendi que não fazia sentido aquela história de superar, aquela velha história de seguir em frente. adiantaria eu bater de frente com o meu próprio coração? foi aí que eu entendi que ele estaria sempre ali nos livros, nas canções, no café fresquinho pela manhã ou em um fim de tarde ao admirar o por do sol. o tempo pode passar, mas faz questão de não deixar algumas coisas irem embora com ele.
A incerteza criou uma atmosfera que era inebriante, selvagem e emocionante. E o conhecimento deve ter pairado no ar de que alguns daqueles jovens sorridentes não voltariam para casa.
