Era

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ERA UMA VEZ, UM DIA DE DOMINGO

Éramos cercados pela paz e andávamos todos os domingos na floresta como se nunca fosse chegar ao fim, era o nosso momento de paz, você me dizia que aquela era a nossa paz e sorria alegremente em mais um belo dia.

No asfalto das ruas de outros dias lutávamos para encontrar qualquer pessoa que pudesse ser semelhante à nossa paz, até encontramos um sentimento parecido com o amor, mas como todo sentimento não era nada demais e com o tempo tudo acabou e nada era como a nossa paz, eram sentimentos breves que se passavam e chegavam ao fim, não era como um amor, era apenas um sentimento bom que terminou brevemente, mas continuamos a nossa jornada.

Na floresta trocávamos toda facilidade que tínhamos apenas para um pouco mais de paz, tranquilidade, simplicidade, admirávamos as flores, as cores, compartilhávamos amores, bondade, luz, felicidade, carinho e o amor de verdade, nos sentíamos bem e era o que precisávamos para viver livremente desprendido das dores, das vaidades, dos horrores e maus desejos do coração humano.
Eu acordei e resolvi-te ligar, mas percebi que você não estava bem, te convidei para caminhar na floresta para tentar-te apresentar novamente o nosso mundo e te fazer lembrar toda parte boa que já tínhamos experimentado e tudo o que já tínhamos realizado, saímos para andar, paramos e sentamos no meio do nada envolvido por uma bela paisagem e começamos a lembrar todas as decisões que nos fizeram chegar naquele momento; observávamos tudo em nossa volta e dizíamos que grande obra de arte têm aqui, certamente era uma das partes mais linda do código, a natureza.

Éramos aqueles que acreditávamos que a verdadeira paz não tinha fim e que o tempo não existia, andávamos nas madrugadas, parávamos sentávamos na calçada, quando eu te observava, você sempre estava vencendo o mundo, correndo contra o tempo se esquivando de todo absurdo do sistema, ficamos mudos por um tempo, você me ligou e me disse vem para cá, terminávamos a madrugada admirando a luz do dia, pensávamos se realmente o que desejávamos era o bem ou apenas a grana, abrimos mão da grana de muita grana, nos outros dias de semana você que olhava da câmera e sempre chamava para terminar o dia do seu lado deitado na cama, eu me esquivava, mas sabia que os seus braços eram o meu abrigo.

Hoje é domingo, olha que linda a luz do dia

Hoje é um dia de domingo diferente os nossos dias de domingo, hoje não existe tempo e nossas viagens atemporais tentam nos levam ainda para mais distante das condições e limites do tempo, os nossos dias de domingo nem existem por aqui, os dias nunca existiram aqui. Ao mesmo tempo que estamos tão próximos e conectados estamos distantes como o passado e presente e futuro, a nossa facilidade é que em cada viagem que realizamos temos acesso ao que chamamos de dimensão sem limites, o passado, presente, o futuro, as galáxias, os universos, todas as realidades estão ao nosso alcance e mesmo se ficássemos distante, poderíamos escolher qual o melhor momento para se conectar e manter as nossas tradições de domingo tentando assim ainda seguir alguns padrões normais de vida.

A vida e que beleza é a vida; em uma escala de tempo infinita conhecemos o sol e alguns de seus seguidores, mas não ficamos muito tempo por lá, foi apenas uma viajem; até porque os seguidores do sol não se interessavam muito pelas outras dimensões e viviam condicionados ao tempo. Todo esse pensamento nós já tínhamos abandonado e sempre desejávamos ir ainda mais além. A vida fora das condições do tempo nos entregou de presente uma percepção totalmente nova de todos os conceitos que já se havia falado, uma nova resposta, um novo caminho, uma nova realidade, não tinha limites, o que era impossível dentro das condições do tempo era natural e normal na dimensão que não existia o limite.

As dimensões, navegar em meio a dimensões ocultas, ter acesso a tudo e perceber que o tempo não tinha mais nenhum domínio sobre nós, nos deixava ainda mais interessados pelas possibilidades infinitas dentro de um universo, quando colocávamos isso em uma escala infinita e pensávamos nas outras viagens lembrávamos que a parte mais significativa era puder experimentar o amor e paz que lutávamos todos os dias para encontrar no asfalto das ruas de outros dias.

Quando retornamos da nossa viajem e novamente nos submetemos as condições do tempo lembramos que era apenas mais um de nossos dias de domingo; afinal o tempo não existia.


Resende, 21 de novembro de 2019

Inserida por meuspensamentosBruno

O objetivo da ciência era reviver e cultivar um estado perpétuo de admiração.

Inserida por pensador

Estou pronta, ao menos era o que eu achava.
Mas, não... Não estou!
De alguma forma deveria expressar o que sinto.
Não consigo.
As palavras me fogem... E é isso...

Inserida por Venusle

A amarga verdade era, e sempre foi, que a ciência é escrava do dinheiro.

Inserida por pensador

O espaço era extremamente inclemente. No espaço não existiam problemas pequenos. Cada minúscula rachadura que passava despercebida tinha o potencial de se transformar em um buraco escancarado, faminto por vidas humanas.

Inserida por pensador

Quando eu fui criança. Parte II

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Próximo à minha casa veio morar uma mulher. Ela era sozinha. , Bem nova, ruiva.. A casa ficava sempre fechada, mesmo com ela la dentro. Havia um homem, com cheiro de erva doce, que sempre aparecia por ali. Vez ou outra, ele brincava com os meninos que se encontravam por perto da casa. Ele tinha um carro preto, bastante bonito.
Uma tarde, quase noite, a janela se abriu e a mulher do cabelo ruivo me chamou e perguntou se eu podia ir até o Grande Hotel buscar comida pra ela? claro que sim>--"disse eu"-- então ela me deu uma marmita, uma não, cinco ou seis, montadas numa alça. E lá fui eu, sem antes ligar o motor do meu cavalinho caminhão, freio a ar..,Cheguei no restaurante, dei aquele monte de marmitas pra uma pessoa e fiquei esperando, do lado de fora a preparação. Assim que me entregaram as marmitas, liguei o cavalinho caminhão e saí. Entrei pelo jardim, contornei a fonte luminosa,( coisa linda de se ver, pena que desmancharam) entrei à esquerda, passei ao lado do coreto,( desmancharam, também) e comecei a descida para minha casa que era perto da casa da mulher misteriosa. Mas aquele cheiro maravilhoso que exalava daquelas marmitas. Vixe! Que tentação. ;
Naquele tempo, o seminário estava em construção. Eu conhecia bem a obra.Vivia brincando por ali. Entrei, coloquei as marmitas no chão e abri todas as panelinhas. Fiquei olhando para aquelas comidas maravilhosas. A maioria era comida comum; arroz, feijão, salada, maionese, ovo etc., mas na última estava a tentação: carne com batata. Era de lá que vinha aquele cheiro maravilhoso. Com muito esforço e lutando contra o desejo, fechei as panelinhas e sai rápido dali. Entreguei as marmitas para a mulher misteriosa, Ela perguntou se eu podia fazer aquele serviço todos os dias? me pagaria no fim de semana. Sim!! Claro, que sim!. Segundo dia, o mesmo trajeto. Peguei o jardim, fonte luminosa, coreto, descida para casa e .... Seminário. Aí, aconteceu... . Abri todas as panelinhas, cheirei e comi uma batata. Terceiro dia., mesmo trajeto. Seminário. Cheiro de bife com cebolas, abertura das panelinhas uma cheirada e lá se foi meio bife. Não aguentei. a metade sumiu como num passe de mágica e de lambuja comi mais umas duas batatas. Infelizmente nunca houve o quarto dia, ela não mais me chamou e o homem, com cheiro de erva doce, não mais brincou com
os meninos da rua, principalmente comigo. (I

Inserida por IvoMattos

Se o jornalismo não reconhecer a essência de seu papel diante da Era Internet, caminha a ser uma profissão deveras dispensável.

Inserida por carlos_alberto_hang

Eu tinha tudo o que precisava para começar. O destino era cheio de ironias. Aprendíamos sobre a vida quando enfrentávamos a morte; revivíamos o amor quando o enterrávamos; e reconstruíamos sonhos quando eles já estavam despedaçados. Foi preciso perder o medo de machucar os outros para que eu encontrasse minha coragem em algum lugar escondida dentro de mim.

Inserida por benoliveira

Choveeer...lembrei..você era o poeta que perfumava as poesias que fazia pra mim no jardim do amor...
Seus poemas até hoje é meu alimento saudável.
Tu ês o jardim que me nutri.

Inserida por EdivaniaSantos670

De tanto querer ser relevante girou o tambor, e o que era frustração e angústia se tornou apenas pontinhos vermelhos espalhados na parede.

Inserida por joasellion

E nos perdemos tanto
Que a gente nem sabia
Se era meia-noite
Ou o sol do meio-dia

Se era o fim da linha
Ou se era um novo rumo
Se era mar aberto
Ou deserto profundo

Se era um vagar no mundo
Ou um som que se ouvia
Se era tu de novo
Ou eu que te queria

E de pensarmos tanto
A gente nem sabia
Que reluzindo a noite
A lua protegia

Inserida por pensador

Um dia eu sonhei com o tal príncipe encantado. Ele era como nos filmes de cinema, montado no seu cavalo branco e cheio de ternura. Mas eu cresci e entendi que ser príncipe vai muito além. Ser príncipe não é apenas ser amável em um gesto isolado que se espera de uma sociedade machista. Ser príncipe é entender que que o lugar das mulheres é onde elas querem, que sua roupa não as definem, que o seu "não" vale mais do que o seu "sim". Que homem bom é homem que ama, cuida e respeita a cima de tudo.

Inserida por DeizeRocha

"Ser justo ou injusto com eles não faz sentido: eles não existem". Era preciso dar uma alma a essa matéria, criar-lhe uma vontade. (...) "Há que empurrá-los", pensava, "para uma vida forte que traga sofrimentos e alegrias, mas que é a única que conta"

Inserida por dia_marti

De tanto procurá-la, encontrei-a.
Era a tal da felicidade.
Depois, perdi-a...
Entre a minha casa e o trabalho.

Inserida por pretobom

Essa era a última coisa que eu pensei que fosse acontecer...

Inserida por AyshaBarbier

Cantar o hino nacional era um saco! Achava bonito o da bandeira, o do marinheiro, o resto era maçante. Levavam tão a sério que se cantava errado e ninguem corrigia: "Japonês" da pátria filhos.. ", "Se o "Senhor" dessa igualdade, conseguimos conquistar com "braço" forte, em "terceiro", oh liberdade... ", "A paz queremos com fervor, a guerra "somos causador"... ". Nada imposto presta. Quando as coisas começarem a melhorar cantarão naturalmente sem se aperceberem, hinos cívicos, atirei o pau no gato, etc... Como quem canta embaixo do chuveiro. Rirão a toa, consequentemente, se orgulharão disso aqui. O povo quer ver resultados, o resto virá por acréscimo.

Inserida por Fg7r85

A menina que vivia de aparência

Para todos que haviam ela era feliz , e sim aparentemente ela era feliz ou pelo menos buscava ser.
Essa menina aparentemente vive uma boa vida, tem uma família e amigos incríveis e podemos até dizer que sim, ela foi feliz um dia, um dia, um dia que para ela parece tão distante que sobram apenas pequenas lembranças de felicidade, hoje ela não vive ela sobrevive, ela está presente fisicamente mais não de alma e coração ela está todos os dias lutando, lutando consigo mesma , com sua mente e com os fantasmas que ali habitam.
Mas mesmo com essa guerra contra o seu próprio eu a menina sorri e tanta fazer com que as pessoas sintam a felicidade que ela não sente mais.

Inserida por vitoria_silva_23

ENTRE DEUSES E DEMÔNIOS

by Clarete Bomfim

Proteu era uma divindade marinha, pastor dos rebanhos de seu pai, Poseidon. era visto como profeta por ter o dom da premonição, mas não gostava de comentar os acontecimentos futuros. Sempre que um humano se aproximava ele fugia, assumindo a forma de criaturas marinhas monstruosas e assustadoras.
Reza a lenda que, um dia, sorrateiramente, Proteu acende uma tocha no fogo do sol do Olimpo e o devolve à humanidade, contrariando a vontade de Zeus. Sua vingança veio, primeiramente em forma feminina. Os deuses criaram a primeira mulher - Pandora - que foi enviada à terra, levando uma caixa onde estavam guardadas todas as desgraças que assolariam a humanidade. Não satisfeito, ordenou que Proteu fosse acorrentado no alto do monte Cáucaso, na fria e ventosa região da Cítia. Todos os dias, ao nascer do sol, uma águia viria comer seu fígado, lentamente, bicada por bicada, que voltava a se regenerar durante a noite.
Como divindade, Proteu era imortal, por isso o castigo seguiria por toda a eternidade. Mas seu castigo terminou anos depois, quando foi salvo por Hércules, que, após realizar os doze trabalhos propostos por Zeus, matou a águia e o libertou das correntes, substituindo-o no castigo por Quiron, o centauro.
E como a lenda de Proteu, da mitologia grega, tem relação com o filme "O Farol" do diretor Robert Eggers?
Nota-se o entrelaçamento entre a realidade e a mitologia. Muitas são as referências emprestadas ao filme - Winslow vivido por Robert Pattinson, almejando descobrir os segredos que habitam o último andar da construção, bem como as tarefas exaustivas realizadas por ele (os doze trabalhos de Hércules). Thomas Wake (Willem Dafoe) tendo vivido naquela terrível e solitária ilha por tantos anos, funciona como uma extensão da deidade marinha intitulada Proteu. Sem falar nas visões ilusórias de Winslow (monstros marinhos e sereias) e as gaivotas (o sentido de sua presença na ilha e sua atuação no final do filme).
"O Farol" traz a mesma atmosfera de suspense angustiante e complexo de outro sucesso do diretor - "A Bruxa" (2015). é um filme lento que traz muito mais do que mostra. A forma visual incomum incomoda o público, com tela quadrada "apertando" a cena, com referência ao lugar onde estão, que é muito apertado. Com uma fotografia escura, em preto e branco, remete o público à um mergulho completo na insanidade mental do personagem e com imersão nos momentos mais íntimos.
O terror apresentado na narrativa é marcado por planos longos, ambientação úmida e cenas com alucinações cercadas de mistérios. Foge do padrão do uso de uma trilha sonora tradicional em volume crescente culminando num grande susto.
O tempo realmente não é importante naquele lugar. A interpretação de intensa entrega de Pattinson e Dafoe, faz o público experimentar sensações de instabilidade emocional e desgaste, visto que eles não se entendem - ora se amam, ora se odeiam. Difícil entender a mentalidade deste dois guardiões de um farol. Afinal, que tipo de pessoa aceitaria este tipo de trabalho?
O autor fez uma longa pesquisa sobre a vida dos faroleiros, utilizando estórias reais na narrativa, vividas por estes homens, em situações de extremo estresse gerado pelo isolamento. Utilizou-se também de referências cinematográficas como o machado no filme "O Iluminado" (1980) de Stanley Kubrick, as gaivotas que lembram o filme de Alfred Hitchcock - "Os Pássaros" (1963). A composição do personagem Thomas Wake foi baseada no filme de 1941 "O Lobo do Mar", uma adaptação do livro do mesmo nome, escrito por Jack London, dirigido por Michael Curtiz. Não há espaço para a improvisação, pois foi utilizada a linguagem de marinheiro da época, não permitindo a infidelidade ao roteiro.
A produção demorou quatro anos para ser finalizada. A locação aconteceu em uma ilha isolada, com gaivotas locais, sendo que três delas foram adestradas para atuação em takes específicos. Foram utilizadas câmeras antigas (1905) para que as imagens geradas proporcionassem ao espectador a imersão na época da narrativa e se sentisse no lugar mais desconfortável do planeta. A música intrigante e a fotografia densa, usando perfeitamente as sombras, a câmera claustrofóbica e a manipulação da narrativa com aumento da tensão e forma crescente, proporcionam uma experiência sensorial única e inexplicável. Já que o público não consegue distinguir: alucinação - sonho - realidade. Ele sai do cinema com um olhar próprio para cada acontecimento ali representado.
É um filme de muitas camadas e de terror psicológico, onde "ela" (o farol) é o terceiro personagem desta história de fundir o cérebro, em uma dualidade de sentimentos sobre ele - amá-lo pela temática e produção audaciosa, primorosa e original - ou odiá-la pelo mal-estar que nos proporciona. Quer um conselho? Assista de mente aberta e com o coração em paz. Se estiver vivendo algum problema emocional, espere mais um tempo...

Inserida por ClareteBomfim

Lembra daquele moleque que evitava encontrar com vc, ele tinha muitos medos e uns desses medos era de vacilar com você e não poder oferecer tudo aquilo que você merece, pois ele sabia que tu é uma mina responsa.

Inserida por gabriel_lopes_8

Ela era tão gata, que todas as vezes que tentavam derrubá-la ela caia de pé.

Inserida por ednafrigato