Era
Inegavelmente Linda ver sem ter que conquistar como deixar Viver
já vi antes ainda era meu sonho me roubando do meu lugar o seio de sua própria mãe !
Nas caladas das noites eu chorei, sem dormi cartei uma linda música que me apaixonei, era assim a vida de um pensador sem trilha.
Me perguntaram o que era amor, eu respondi: Amor é você sorrir, cuidar, e ficar feliz com a felicidade do outro e levar uma soco no estômago, mas ainda assim continuar amando. Me chamaram de Louca...Aí eu Disse: Pois é, amar é loucura para quem se acha normal e não sabe amar. Que eu ame sempre, pra sempre e sempre até o fim dos meus dias.
___Dani Andrade
Ele tinha lá seus encantos e o que eu mais gostava era a sinceridade, simplesmente me encantava à forma com que ele dizia tudo o que queria de uma forma livre e suave, tem nos olhos toda a sua essência e nos cabelos cacheados toda a sua loucura.
O cangaceiro não era um elemento autossuficiente, que obtinha a subsistência apenas assaltando, sequestrando e extorquindo a população.
Sonho
Ela era cheia deles
Os carregava em uma pequena sacola
E adorava compartilha-los
Memória
Onde guardava as suas lembranças
com sabedoria
Até mesmo as que não tinha
O hábito de recordar
Saudade
Não podia (ainda) lidar com a tal
Mas aprendeu a conviver
Com o vazio no coração
De algo que ainda não havia vivido
Amor
Não fazia ideia do era,
Contudo, já tinha ouvido falar
Algumas vezes por outras pessoas.
Essas, acreditava a moça,
Também não tinham noção nenhuma
Do que era
Quem era Maria
Maria cheia da saudade
Caminhava descalça pelo parque
Esperando um amor.
Era bela feito o céu ao entardecer.
A julgavam pelos seus inúmeros amores
A coitada não era a culpada.
Se gostava de namorar, o que importava?
O que valia pra ela era os prazeres que eles a proporcionavam
Os sentimentos inusitados, as alegrias...
E as dores?
Essa parte ela não fazia questão de expor
Guardava pra si.
Sorrateira consquistava os corações dos rapazes.
Se fazia feliz.
Desperdiçava,
Diziam as más línguas
O seu tempo com esse "tar de armô".
Ah, mas não era Amélia não
Parecia com a Capitu do Machado.
"Com olhos de cigana obliqua e dissimulada".
Maria era mulher,
feita de poesia cantada.
Mas poesia do que mulher.
[...]ela o amava, mas ele não se importava. Afinal ele não era obrigado a se importar, mas para ela bastava ele saber que o amor dela era somente dele.
____Dani Andrade
Se foi amor eu não sei, mas me acalmou, me fez bem, isso já era o suficiente pra mim, um peito para repousar minha cabeça cansada. Por que acabou? Talvez pelo mesmo motivo que começou, o desejo era maior que o sentimento.
LIVRE DA SAUDADE
Dei um sumiço num sentimento
que me consumia por dentro
era uma tal de saudade
que mesmo sem maldade
dentro de meu coração
fazia baldeação
Deixava vestígios evidentes
com marcas muito carentes
em seguida ia embora
e pra voltar não tinha hora.
Até que percebi enfim
o que ela queria de mim
era me prender a um passado
que eu já havia abandonado
deixou uma pequena cicatriza
pelo menos agora eu sou feliz...
mel - ((*_*))
Alguns eram quietos
Outros eram levados
Um falava muito
Outro era calado
Quinze eram ao todo
E gostavam um dos outros
Eram unidos
Quase irmãos
Mas às vezes brigavam
Rolavam até no chão
Um dia os garotos cresceram
Então o sonho acabou
Não podiam acreditar
No que a vida os reservou
Tiveram que acordar
Abraçar a realidade
Perceberam que a vida
Não é tão boa de verdade
Um morreu
Outro, bem!
Não se sabe
O resto sumiu
E um está na marginalidade
De vocês amigos
Sinto saudades
Mesmo não sabendo
O que é felicidade
Mas por favor
Não percam a fé
Pois haja o que houver
Nós sempre seremos
Os Meninos da Casa de Nazaré
Mas as palavras que uma pessoa pronunciava quando estava embriagada era como se estivesse prenhe – palavras apenas na boca, que pouco tinham a ver com o centro secreto que era como uma gravidez.
Nota: Trecho do conto Devaneio e Embriaguez duma Rapariga.
...MaisUm dia quando era criança ousava, corria sérios perigos, e no meio disso tudo me divertia. Podendo hoje expressar que tive uma infância magnífica, por ter vivido tantas coisas. E depois de uma certa idade até me questiono como ainda estou viva por inúmeros perigos que corri sem saber. Andei pensando e acho que o erro do adulto é saber demasiadamente das coisas e das suas consequências, e com isso descobrir o medo e viver em torno dele.
A glória me fez pensar que eu era um Deus, a derrota me fez pensar que eu era um verme, mas a arrogância. Ah sim! Ah arrogância! Essa me fez eu me sentir humano outra vez.
Na floresta escura avistei um clarão. Olhei ao longe. Era minha alma que me dava uma direção, com as luzes da oração, pedia-me insistentemente para que eu confiasse em meu coração.
Tudo nasce de um sonho,
de uma atitude arrojada
e o que era escuro resplandece,
o que tendia a desabar, fortalece.
Basta um simples gesto
e a vida fica mais bonita...
Renasce a esperança, tempo de acreditar,
o sorriso retesado se abre
num riso escancarado,
a contagiar...
Nos olhos, um brilho exagerado...
“Acenderam o farol do mundo!”
Cores vivas se expandem...e acrescem...
Retocam os vazios desbotados,
combatem a apatia indolente
que, de repente,
se apodera da gente.
Uma nova visão, um novo agir,
postura irreverente,
um mundo diferente...
E o coração pulsa novamente.
A vida se cobre de flores,
exala amores, revê valores,
despreza padrões, ignora tradições,
derruba fronteiras, tremula bandeiras...
Um toque de clarim se ouve:
“ O mundo recomeça!”
Se nesse dia me perguntassem o que eu era, eu não saberia responder...
Se hoje me perguntarem, eu ainda não saberia responder...
Mas hoje posso dizer absolutamente, o que eu quero ser, e que tenho a certeza de estar a caminho disso !
Afrenia
Não sei se era dia ou noite,
Não havia consciência temporal.
Só depois percebi; muito depois.
Mas aí tudo já se perdera.
Primeiro desceram de mim
Os noventa e seis rios soberbos
Das doze geleiras capitais,
Fundidas sob um fulgor magnífico.
Depois, multiplicaram-se, estes rios,
Em centenas de capilares azuis,
Nervosos e densos (pulsantes),
Rugindo no tapete de finas listras.
Agora é o caos; uma convergência vã,
Incerta, desprovida das certezas eternas.
Perderam-se os pontos cardeais, todos,
Inútil pensar; nada mais importa.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
