Era
Era preferível as minhas
loucuras quando eram
só loucuras...
Do que o meu
equilíbrio que te
faz tão mal...
"Um dia, tudo era filosofia
noutro surgia uma tal de alquimia
e de repente razão e fé haviam
se tornado inimigas mortais. "
Era simples como piscar os olhos ao acordar, mas tão complexo como algoritmos tecnológicos são para uma criança de mais tenra idade.
Quanto mais eu tentava criar teorias e teses que teriam como objetivo serem supostamente capazes de descrever o que era tudo isso, percebia que era e que se tornava cada dia mais profundo, tão profundo a ponto de se tornar cada vez mais impalpável e mais distante de uma possibilidade de descrição.
Quanto mais eu parava e refletia no “ sentir a essência daquele sentimento”, mais percebia o quanto era sutil, simples e natural SENTÍ-LO, mais me acostumava com a ideia de que tal sentimento, simplesmente... Estava ali. Passei a me habituar a olhá-la e apenas SENTIR... Sentir isso que chamamos de “ coração “ ( pode se dizer um coração abstrato, não ? ) se inundar de vontades clichês como dizer “ eu te amo “ mesmo sem amar, visto que “ amor” é uma palavra muito forte, e você sempre escutou isto de meus lábios, tendo como intenção apenas transparecer minha admiração e vontade de dedicar meu carinho.
Os dias foram passando, e aos poucos e sutilmente, percebi que nos pequenos detalhes, havia indícios da importância que sua presença teve em minha vida, na forma como lidava com minhas crises ( você conheceu minhas crises... Aquelas, que eram geradas pelo meu lado racional extremo... Penso, penso, penso, e me perco numa realidade paralela criadas por diversos “ e se ... “ ),no jeito como as pessoas riam... Elas poderiam ter a risada mais angelical e agradável sonoramente, mas nenhuma superaria a sua gargalhada sincera e estrondosa após uma piada momentânea. Dentre todas as minhas duvidas, e de tais duvidas, mesmo sem perceber, te apresentei entrelinhas, muitas delas, a minha única certeza é que de uns tempos pra cá, seu sorriso e o som do seu riso diminuíram significativamente o encanto de todos os outros.
Acho que foi esse seu jeito instável, porém previsível. Sempre mudando, nunca me deixou cair no tédio. Com algum artifício desconhecido, me atraía como um ímã, quase que me obrigando a adaptar-me a suas fases. Sempre amei suas fases. Por causa delas, sempre gostei de relacionar-te à Lua, sempre sujeita a mudar de acordo com o clima, ambiente e situações. Achava divertidamente meiga sua feição quando ficava nervosa por motivos completamente irrelevantes. Dava vontade de fazer o que dizem por aí, “ colocar em um potinho “ e te abraçar pra sempre.
Poderia ter dado uma chance à sua chance. Mas por algum motivo minha alma tem e sempre teve pressa. Tive que ir. Sempre sujeito a partir, mas mesmo assim, deixei um pedaço meu contigo e peço-te por favor, cuide dele pra mim.
Com os dias, fui percebendo que esse amor é como um incêndio. Meu cérebro era o local, minha razão os bombeiros. Não sei onde, nem quando começou esse sentimento, não sabia, portanto, aonde se encontrava o foco do fogo... Não sabia como controlá-lo, a razão, meu maior artifício, não teve sucesso em sua busca nem em seu combate.
O impalpável sentimento foi se instalando cada vez mais intensamente, a ponto de parecer algo físico e tocável. Cada vez mais, aquele sentimento puro foi – felizmente- consumindo o meu ser.
Por mais que use verbos e cite situações no passado, na intenção de dar a entender que superei tua ausência – que no atual momento nem chegou a acontecer( creio que estou em uma de minhas crises, em que raciocino demasiadamente) – eu, você e qualquer um que raciocine minimamente, sabe que não podemos mentir para nós mesmos. Podemos tentar omitir, mas apenas tentar. E por mais que eu tente, tenho total e plena consciência do porque meu coração-abstrato palpita mais feliz e mais intenso quando te vejo, ou quando simplesmente, penso em você, e porque meu coração-literal/concreto pulsa mais rapidamente quando chega, me abraça e me deixa sentir o teu perfume, afundando meu rosto em seu pescoço, na maioria das vezes coberto por teus cabelos quase negros.
E a noite a lembrança do seu olhar ímpar, não me deixa dormir de imediato, mas me faz pegar no sono, com um sorriso sincero e sereno nos lábios.
MONOTONIA
Era
uma
noite
tão
monótona
como
esta.
À
espreita
de lampejos
para
a construção
do verso,
debrucei-me
sobre
a angústia
das horas!
À DERIVA
Desbravei todos os mares
na minha grande embarcação,
minha amada era o meu guia,
dona do meu coração.
Uma longa tempestade
levou meu barco ao fundo.
Poseidon tirou-me a metade:
zarpei perdido no mundo.
Hoje,
quando alvorece o dia,
ancorado na janela,
no mar de gente que passa
em vão procuro por ela...
tão bela..
E quando avança a tarde,
fundeado na janela,
o meu peito ainda arde
no vazio que há dela.
A noite já distancia...
Aportado na janela,
navego a vida vazia
no meu barquinho sem vela.
Teve o sonho roubado e acordou despedaçado.
O coração era confete pelo chão.
Descobriu que o mundo é carnaval e sentimento é fantasia que a gente cria.
Era pão com manteiga!
todo dia.
Lembro da vergonha do meu irmão indo levar na escola,
Lembro da minha vergonha em não ter outro no cardápio.
Porém, mais forte que isso vem a lembrança
da barriga vazia.
do coração cheio de carinho que transbordava
e deixava tudo gostoso,
A D. Zorméia usava Qually,
mas a gente não.
Entre o carinho e o amor
Existia a dificuldade.
E foi ela que me fez ser melhor,
Me ajuda a ensinar
Uma molecada que reclama
também do pão.
(Hoje com carne, com linguiça).
Será que nessa prosa,
O pão que foi vítima?
Talvez não,
nesse caso
Na minha miúdez
Insisto em dizer
que o egoísmo é o grande vilão.
O que se tem de graça,
É sem graça para alguns
Ah ... mas quando lembro disso
Percebo que não foi de graça
Esse conhecimento.
A barriga doeu, o olho marejou
Pra poder ensinar.
Se a gente aprender o valor disso meu amigo,
A qualidade de gente que a gente forma
Pode até melhorar.
Livro: Porque os casais brigam
Esta história de amar alguém já era, é conversa de pessoas frustrada, infeliz que não amou ou ganhou muitas decepções pelo caminho.
Era um amor avesso, do lado errado...
Mas era um amor de alma, um "amor amado", que se foi com a madrugada, e por isso durou para sempre.
(Fernandha Franklin)
A grande jornada.
Eu já não sou quem eu era.
Um longo caminho eu percorri.
Uma estrada que com pés não pode ser trilhada.
Uma jornada cujo início e fim no mesmo lugar se deram.
Eu já não sou quem eu era.
Monstros assustadores tive que enfrentar.
Barreiras gigantescas tive que transpor.
Desafios indigestos tive que engolir.
Eu já não sou quem eu era.
Lugares inóspitos tive que visitar.
Segredos ocultos tive que desvendar.
Conselhos insalubres tive que digerir.
Eu já não sou quem eu era.
Prazeres viciantes tive que abandonar.
Certezas infundadas tive que esquecer.
O que antes era importante, agora deixou de ser.
A busca pela realização de mim mesmo.
À uma grande aventura me levou.
Mas ao ponto de partida somente cheguei.
Pois a pergunta e a resposta no mesmo lugar eu achei.
E sem se quer ter que sair do lugar.
Todas as respostas eu encontrei.
Pois nada se deu quando para fora eu olhei.
Mas tudo se fez quando para dentro eu voltei.
A verdade só enxergada quando fechados são os olhos.
Quando assim o fiz, o caminho para o meu sucesso eu enxerguei.
Pois finalmente descobri, quem eu deveria deixar de ser.
Para vislumbrar, quem eu deveria me tornar.
Hoje eu já não sou quem eu era.
Por uma grande transformação eu passei.
Onde se quer um fio de cabela se alterou.
Pois aquele quem ser eu queria.
Dentro de mim sempre morou.
Hoje, quem sempre eu quis ser agora sou.
E graças a isso, aqui estou.
Nascia alguém que cresceu morto seu nome era X, ele acoradava cedo para estudar, ele disse que era para aprender a trabalhar
Um dia ele cresceu ele cresceu muito irritado, não aproveitou os preseres, fez um currículo para vender sua alma ao diabo
X começou a trabalhar, X preparou para se aposentar
ia todo dia todo engravatado, ele era funciorio do diabo, comprou casa e carro, casou e se aposentou, já estava cansado e da vida não desfrutou...X então morreu e os prazeres da vida, nada o aconteceu....o diabo então levou desde o dia em que cresceu, sua vida já terminou....
Ela era palavra pura,
Que ele ouvia como um primeiro olhar.
A poesia o fez virar-se em sua direção.
Percebendo no balanço dela, o do seu mundo!!!
Ele sentou-se para ouvir mais.
Ela era palavra doce,
Que o fez lembrar-se de sonhar.
E sentiu na sonoridade das rimas, o primeiro beijo.
Ele resolveu escrever também,
E entre as palavras dela,
Mandou-lhe as suas.
E ela, que era palavra seduzida.
Recebeu palavras arrebatadoras,
Cadenciando, na ofegância dos sentidos,
Palavra amor.
(Lina Marano - Palavra Amor)
Não me deram Jesus de Nazaré porque sabiam que a liberdade era perigosa. Sabiam que eu não me apegaria mais aos rituais, dogmas, tradições, mas seria feito filho de Deus pelo sangue da cruz. E isso não é uma condição baseada no que eu faço por Ele, no que eu produzo para Ele, mas está exclusivamente baseado no que Ele fez por mim.
Não me deram Jesus de Nazaré porque sabiam que eu não me encantaria. Sabiam que eu ia desgostar da cultura gospel assim que lesse a bíblia e que, pela graça, seria feito um discípulo de Cristo que entende a profunda identificação com Jesus, todo sofrimento que isso me causaria e mesmo assim continuaria feliz porque Jesus de Nazaré é tudo, absolutamente, que eu tenho e nada me tira Dele e nem Ele de mim.
Não me deram Jesus de Nazaré porque sabiam que a culpa não seria um argumento. Sabiam que quando viessem jogar meu pecado contra mim, não me prenderiam, não me aprisionariam, não me emocionariam e nem arrancariam nada de mim. Cristo me mostra que é somente contra Deus que eu peco e somente na paz do Seu sangue que eu encontro paz. Não tenho espaço, tempo e nem porquê de me aprisionar ao passado, o Santo Deus aplicou a sua ira contra o meu pecado na cruz de Cristo e agora pela graça posso andar sem me aprisionar, lamuriar e culpar, mas ando na leveza de quem descansa somente em Jesus, que vivo está até hoje.
Não me deram Jesus de Nazaré porque sabiam que eu ia perguntar. E quem nos nega Jesus também não gosta de perguntas. Eles gostam de convicções, gostam de segurança e não conhecem as profundas escuridões e lamentos que me são frequentes diariamente. Não me deram Jesus porque o próprio Jesus perguntava, confrontava e vivia em coerência. Enquanto a gente não vive da mesma forma, mas exclusivamente sem entender nem o porquê fazemos o que fazemos, da forma que fazemos e quando fazemos. Esse é um bom resumo da igreja evangélica do Brasil.
Não me deram Jesus de Nazaré porque Jesus ia me transformar, e o nome do jogo hoje não é transformação, mas alienação. Não querem gente nascida de novo, que profetize contra injustiça, pratique a justiça e sinalize o Reino. Querem gente que joguem pedras, concordem com as regras, submetam-se ao controle caladas, que paguem os dízimos, as ofertas e banquem as campanhas de oração. Gostam dos frequentadores de templo que não querem missão, mas palestra motivacional até a próxima programação regada a emocionalismo barato e Jesus apenas como desculpa para sacralizar o evento.
Não, não me deram Jesus. Não, não te deram Jesus. E não é fácil encontrar um lugar onde você vai encontrá-lO realmente. Até porque, Jesus é bem desconhecido pela maioria dos produtores da igreja evangélica brasileira. Eles não me deram porque não o tinham. Eles não o darão a você porque não o têm. Se O tivessem, não falariam de outra coisa. Seus seminários não seriam sobre curas, mas sobre a CURA. Não ensinariam sobre Batalha Espiritual, mas sobre em quem habita a plenitude da divindade. Não ensinariam a prosperidade, mas a ser contente em toda e qualquer situação.
Mas com Jesus não cabe marketing, só compromisso. Não nos dão Jesus de Nazaré por medo de nós tornarmos discípulos e, com isso, terem menos adeptos da religião e o seu mercado.
Não me deram Jesus de Nazaré, mas Deus insistiu em se revelar, e me desculpem, até existem inúmeras maneiras de Deus falar, mas a maneira principal de Deus revelar-se é em Cristo. E não, não existe uma forma mais adequada, uma teologia mais aprimorada, um ensino mais elaborado, existe a simplicidade da caminhada pessoal, íntima e integral com o Cristo, que anda com todos, sem distinção, ama a todos quanto consegue e sinaliza em densidade extrema o reino dos céus.
Que Deus nos livre e que Cristo nos chame ao discipulado a cada dia. Em nome de Jesus.
Em amor e pelo amor.
Ela vivia sonhando, ela amava sonhar
Seus momentos favoritos era pôr-se a deitar,ao fechar os seus olhos,vivia num mundo,em qualquer lugar!
