Era
esse plano muito bem-detalhado do qual eu era uma peça, assim como estava destinada a ser uma peça nos Jogos Vorazes. Usada sem consentimento, sem conhecimento. Pelo menos nos Jogos Vorazes eu sabia que estava sendo um joguete.
EU acredito em PapaiNoel...
sou de uma época em que colocar o sapatinho na janela era sinal
de um bom presente...era nessa mesma época que a magia povoava os sonhos de todas as crianças de onde morava e era só encantamento a espera de papai noel.
éramos oito lá em casa...
e não tinha tanta janela pra colocar tantos sapatos...
e era uma concorrência um tanto louca e cada natal
e fazíamos uma espécie de sorteio pra vê quem colocava o sapatinho na janela.
e era sempre eu a contemplada...
e todos os outros sapatinhos ficavam espalhados pelo chão da casa...
dormíamos cedo porque acreditávamos que papai noel só entraria pela porta se estivéssemos dormindo já que lá em casa não tinha chaminé.
então fechávamos os olhos e logo chegava o sono...
e pro meu desencanto, em todos os natais vividos na minha casa, ao amanhecer, via todos os sapatinhos enfeitados de presentes menos o meu...
me entristecia e com os olhos arregalados de espanto via a festa das minhas irmãs ao abrir os presentes e eu a contemplar o meu sapato vazio.
ai em lugar das lágrimas que não saiam dos olhos vinha a esperança de um novo natal...e o meu sapatinho continuava lá a espera do presente.
Parte do que pensava era sonho, devaneio, (e ela sabia) mas ainda assim era forte o bastante para fazê-la seguir adiante.
Corpo bonito alma feia.
Seus olhos caramelos eram belos.
Seu cabelo grande e cheiroso era formoso.
Seu sorriso era brilhante e contagiante.
Seu corpo era em formato de violão.
Mas sua alma é falsa cheia de podridão.
Calada permanecia, ocultada em si mesma. Já não era ela, nem outro. Só era algo que não sabia dizer o quê.
Era difícil acreditar nas pessoas otimistas demais, porque bem la no fundo sabíamos que ninguém era realmente assim, mas era bom pensar que poderíamos estar errados, E eu mais do que nunca gostaria de estar.
A menina
Ela era muito pobre e toda sua vida morou na roça. Filha de agricultores tinha sempre o mínimo por ser humilde de posses. Na época do natal desde pequenina perguntara diversas vezes ao seu pai porque eles não compravam uma árvore de natal ainda que pequena, pois estava cansada de todo ano correr nos arredores do sítio e pegar o galho de qualquer árvore pra enrolar algodão naquele graveto seco e ainda apanhar pedrinhas e enrolar no papel de bala brilhosa pra transformar em bolinhas de natal reluzentes e pendurar no graveto em forma de arvore.
Anos atrás chegara tingir barbante e colar na parede em formato de arvore para evitar o trabalho de colher o velho graveto. Mas a menina insistia e perguntava "Mas, papai, não é tão caro uma árvore; compra nem que seja uma pequenininha". E aquele pai de ganhos poucos se viu no impulso de deixar de comprar algo pra comer e comprar a bela árvore.
E numa bela tarde de dezembro aquele pobre agricultor cansado depois de arear seu cavalo entra em casa com uma pequena caixa, chama a filhinha e diz meu amor eis aqui seu presente. Como que em transe aquela criança que perceberá logo de cara o que era saltando em gritos, arregalando os olhinhos em estado de euforia deixou rolar uma lágrima de alegria por ver que seu pai havia lhe comprado em fim a árvore de natal tão sonhada.
Mas e o resto das coisas? Perguntou a jovem mãe. O pai disse o dinheiro não deu, e quando eu vendi as coisas que levei da roça o que recebi foi suficiente pra comprar o presente de nina. Mas vamos deixar de comer por causa de uma arvore? E, o pai parou pensou e disse; quando vi aquela árvore e lembrei dos olhinhos de nina me pedindo aquele presente, sem entender o porque de não poder! Eu não resisti. E apliquei todo aquele dinheiro na árvore. Valeu a pena de ver sua alegria e seus olhos em quase que sem acreditar naquela árvore, só isso pagou e me deu felicidades. O resto, vamos nos virar, pois nada paga uma felicidade onde alguém ver que o impossível não existe se fazemos tudo e pelo Amor e alegria de algo que se quer mais que tudo.
Por isso quando queremos muito algo e esse algo nos arremete a outro algo que aparentemente parece impossível não medimos esforços em fazer esse alguém feliz. Porque felicidade não tem preço. E o bom é ser feliz.
Feliz felicidade, feliz Natal.
Minha esposa Dominique perguntou-me se eu achava que ela era a minha alma gémea, eu respondi que não, ela,para mim era a minha companheira para a vida,minha melhor amiga,minha amante,aquela que me completava.
Nunca simpatizei com a expressão "alma gémea",acho uma coisa sem profundidade.
Eu acredito que minha "alma gémea", (ou "companheiro de alma,soul mate",como se diz em Inglês) é a primeira pessoa que eu vejo todas as manhãs quando acordo, meu próprio rosto no espelho da casa de banho , ali, olhando para mim, está uma pessoa que pensa como eu, concorda comigo em tudo que eu digo e ás vezes até parece realmente impressionado com certas coisas que eu faço, age como eu durante todo o dia, e diz-me tudo o que eu gosto de ouvir,assim como um "yes man", eu acho que eu ia ficar entediado e fartava-me depressa se tu fosses assim.
A alma gémea é,supostamente, uma pessoa que diz coisas bonitas, um marido dedicado,um companheiro para a vida, é uma pessoa que diz coisas bonitas, faz coisas bonitas, e vive pelas coisas certas .Lembra-te,ações não enganam o coração, eles são reais. As pessoas justas e reais são sempre julgadas por suas ações, pela maneira como eles vivem.
Eu prefiro a designação "parceiros de vida", que é o que nós somos, nós não compartilhamos uma alma, nós compartilhamos uma vida, uma vida muito gratificante e feliz, até agora ...
Michael Hayssus, Diário De Uma Traição
Parecia até competição para ver quem de nós dois era o mais orgulhoso...e resultado disso é que hoje nem nos falamos mais...
Deitei-me mais cedo hoje, não pra dormir.
Liguei o computador, escolhi um filme pra assistir.
Era de uma garotinha muito linda de cabelos dourados encaracolado, ela cometeu um grande erro por vingança e durante toda a sua trajetória no filme, alguém a convence do contrário, que ela poderia sim fazer uma coisa boa. Nem que fosse para o orgulho de seu irmão caçula, Victor.
Foi um bom filme Annie.
Mas agora, deitada em minha cama desforrada, exatamente como eu gosto, eu senti uma vontade absurda de escrever alguma coisa, nem que fosse só um torpedo pra minha tia lá do interior da cidade, agradecer pelo bolo que ela nos enviou mais cedo pra comemorar o natal.
Ela nunca deixou passar uma data comemorativa, uma das poucas na família.
Minha mãe até comemoraria, se não fosse o seu pavio curto sempre a nos irritar.
Se não fosse os 20% de bateria no celular... maravilha então!
Aquele pequeno sobro
Que ponderou - se em mim,
Era o sentimento,
Que lástima a vida tinha roubado
Reviveu!
Enxergar com vistas de temperança
É caminhar sem medo de amar
Apreciar sem medo de criticar
Sonhar sem medo de morrer
O sobro vinha da terra que um dia
Me sufocava com ar de desespero.
Te agradeço terra.
Pois renasci,
Do buraco que me enviei um dia.
Vivemos em uma Era em que o certo é "errado" e o errado é "certo".
A vitima se faz de "coitado".
O bandido tem "DIREITOS HUMANOS".
O POLICIAL É CONDENADO POR FAZER SEU TRABALHO.
O fim dos tempos!
Foto, tua
Hoje eu vi uma foto tua
Da sua face,nua e crua
Era mais uma
Foto tua
E não era só você
Mas em ti, não deixei de reparar
Tínhamos tantos sonhos
Por que,deixamos de sonhar?
Se tu, me encontra
Faz como que,houvesse um desencontro
E desvia o olhar
Ah, que martírio,que inferno
Te amar.
Não era a minha intenção ser bom, nem muito menos mau, mas isso faz parte do ciclo, quando queremos ser justo
De todas las funciones, la del político era sin duda la más pública. Un embajador o un ministro era una suerte de lisiado que era preciso trasladar en largos y ruidosos vehículos, cercado de ciclistas y granaderos y aguardado por ansiosos fotógrafos. Parece que les hubieran cortado los pies, solía decir mi madre. Las imágenes y la letra impresa eran más reales que las cosas. Sólo lo publicado era verdadero. Esse est percipi (ser es ser retratado) era el principio, el medio y el fin de nuestro singular concepto del mundo. En el ayer que me tocó, la gente era ingenua; creía que una mercadería era buena porque así lo afirmaba y lo repetía su propio fabricante. También eran frecuentes los robos, aunque nadie ignoraba que la posesión de dinero no da mayor felicidad ni mayor quietud.
