Era
Profissão poeta
Pensei em viver de poesia
mas nunca ouvi falar que ser poeta era profissão
e nem que escrever versos pudesse ser ofício de alguém.
E se ser poeta e escrever versos compusessem uma profissão
- a de ser poeta - quanto ganhariam?
Qual seria sua remuneração?
Ele teria os mesmos direitos trabalhistas que os outros trabalhadores?
Teriam direito a fundo de garantia por tempo de serviço,
vale transporte com seis por cento de desconto em folha,
vale refeição e alimentação,
plano de saúde e dentário,
participação nos lucros da empresa e festa para funcionários no natal?
A ele pra que serviriam esses benefícios?
E se tivesse direitos exclusivos devido ao estresse do exercício de seu ofício
quais seriam?
Subsídio lápis, subsídio papel com linhas e margens, auxílio borracha?
Já imagino até a cena:
O poeta na linha de produção de poesias
os milhares de versos se entrelaçando na esteira e ele pensativo,
tentando dar conta de todo aquele volume de ideias encaixotadas
seguindo em sua direção, uma a uma incessantemente.
Todas aquelas palavras desconexas, se acumulando no chão ao caírem da esteira
formando à revelia de sua vontade poesias sem sentido
em poemas disformes, sem métrica, sem rima.
Mas pra quê rima, métrica, forma, título...se a poesia pode ser livre?
Se você pode ser livre também!
Livre dos rótulos, das formas conformadas e das fôrmas sociais.
Arrumei um emprego informal!
Agora sou poeta, mas não em tempo integral, só quando quero.
É verdade que não tenho carteira assinada, nem INSS
mas ando feliz a beça com esse meu novo ofício.
Oque sinto por ti e tão intenso, que me esmaga por dentro, o homem de lata não sabe o quanto era sortudo de não ter um coração!
A unica coisa que sempre desejei em minha vida era paz!!! Mas onde podemos encontrar a paz? Pois uma foto, um comentário, uma virgula errada pode trazer um desconforto sem volta, a vida que temos e muito simples e cada um tem o direito de viver a sua vida da forma que escolheu, hoje sigo meu caminho e vivo apenas agradecendo ao próximo segundo!!!! - LABJ
Era arrogante. O arrogante mais lindo que ela poderia conhecer. O bom humor que tinha a encantava. A sua risada era música do tipo que ela ouvia: perfeita no som, insubstituível no timbre, e havia verdade em sua própria melancolia. Irritante, chato, sem graça por vezes, mas era nessas vezes que ela entendia quem era aquele arrogante. ''É muito arrogante mesmo!'', resmungava sempre que podia, sempre que ouvia sua voz irritada no ar, repreendendo alguém, ou até mesmo, o seu silêncio que nada falava, mas tudo resmungava. Seus olhos brilhavam até com a luz de um visor de celular, quão bela era aquela arrogância visual. Mas o que ela poderia fazer com aquele arrogante? Nada. Absolutamente nada. Ele não à pertencia, já foram amigos algum dia, hoje são apenas estranhos. Dois belos e arrogantes, estranhos.
Eu só queria voltar no tempo... pro início de tudo... era melhor nem ter vivido tudo isso pra ter terminado assim. Eu não teria subido naquele ônibus... no máximo eu teria perdido algumas horas e não anos da minha vida. Melhor esperar um ônibus numa parada e ter a certeza que ele vai chegar, do que esperar anos pra nada.
Aquele cheiro adocicado
Juntamente com o amargo
Era a solução perfeita
Feito pela nega cor de escravidão...
A nega de todo dia
Que trata a casa com alegria
Era á algum tempo escravidão
É a pele mais pura e envolvente
Cor do Brasil
Morena dos meus cafés da manhã
De todos os dias
Canta pela casa ou assobia
Hoje, a mais bela canção...
Era um domingo cinzento, pássaros há voar nos céus de Montevidéu, logo chegaria a tarde e com ela acompanhava se
A noite, do topo do morro eu via uma população com casacos
De pele de animais, esperava alguem, mas acho que ela
Esqueceu que alguem estava há lhe esperar, por fim a noite
Veio e com ela o frio intenso, agasalhei me e acendi um
Cigarro, você chegou, era 19h34 horário local, você disse
Que não sabia oque queria e também não queria mais saber,
Eu queria ver como tudo é lá fora, mas você ainda não me deixa entrar, com medo de também querer, mas se é isso que
Você quer, eu posso tentar ser feliz lá fora, tenho alguns
Cigarros, casaco e uma bota.
Seu medo era maior que o seu amor. Quem sabe se você estivesse ao meu lado, segurando minha mão, nosso amor teria sido mais forte que tudo ou não. Nunca iremos saber...
Nosso futuro é incerto, não sei o que há de vir, só sei que tentarei descobri o que era aquilo que um dia eu senti!
A inutilidade de aprender a escrever
Quando eu era jovem queria muito aprender a escrever, para quem sabe um dia tornar-me um escritor. Bem... este sonho já abandonei a bastante tempo pois descobri que além de escrever faz-se necessário talento e isso não se aprende , ou a pessoa tem ou não tem. Agora com o passar dos anos me pergunto para que precisamos aprender a escrever? Em tempos de internet, poucas são as expressões que precisamos conhecer para nos comunicarmos, basta publicar em um determinado micro blog algo como: @cariocasumare #umidiotaem140caracteres e se obtivermos como resposta alguma coisa semelhante a \ô/\ô/\ô/\ô/, kkkkkkk ou asussausuausuausas, quer dizer que conseguimos nos comunicar. (seja lá o que signifique o que foi dito ou entendido)
Mas, saber escrever é inútil e tal inutilidade já foi vista até pelo principal fabricante de softwares do mundo, pois hoje compramos um micro computador relativamente bom, com processadores de ultima geração, com uma invejável velocidade de emulação, mas principalmente e o mais importante, com a plataforma do maior fabricante já instalada, por aproximadamente mil reais, inclusa na instalação a importantíssima e gratuita ferramenta de navegação na internet, todavia como escrever é pura vaidade de uns poucos mortais, para se obter o editor de texto deste mesmo fabricante, na sua versão mais completa, teremos que desembolsar outros mil reais. Estão certos, já dizia o poeta “... navegar é preciso...” escrever não é preciso.
Tenho pena dos jornalistas que todos os dias executam um árduo trabalho para escrever seus artigos, informar sobre fatos ocorridos no mundo ou em suas cidades, procurando sempre diversificar o vocabulário, temas etc., para não parecerem monótonos ou repetitivos, usando das técnicas de redação que aprenderam nas faculdades ou na pratica da redação de um antigo jornal, cada vez menos terão público para entender o que foi passado como mensagem, seja contextual ou subliminar.
Profetizo com certa tristeza o fim dos literatos, pois quem restará para entender seu linguajar prolixo, as nuances de suas minuciosas descrições de fatos ou personagens, a sutileza dos temas, a profundidade do enunciado. Entristeço-me quando vejo as letras de musicas que substituíram nos rádios as do Noel Rosa, que primavam pelo humor, a poesia complexa de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a música critica de Gonzaguinha e Chico Buarque, bem como a cornisse refinada de suas letras ou da maestria da cornisse do Mestre Cartola, hoje substituídas por letras simples em rimas pobres de uma cornisse explicita e sem graça, cantadas em versos desconexos que forçadamente se juntam sem fazer o menor sentido.
Ainda me ressinto dos professores de minha juventude, que, diga-se de passagem, eram excelentes, pois naqueles tempos ser professor na maioria das vezes era vocação e não falta de opção, eles insistiram para que eu aprendesse a ler e escrever, contrariando a veia boemia que então existia em mim, eles fracassaram em ensinar-me a escrever, mas mataram o boêmio e o transformaram em um cínico de humor mordaz e duvidoso, com o qual hoje sou obrigado a conviver e que volta e meia me enfia em confusão por ter sido mal entendido. Também... Bem feito! Quem mandou se meter a escrever?!
Descobriu que era forte, mesmo estando ao chão. Fortaleza vem de dentro para fora, é questão de ter opinião.
Lembro como era bom compartilhar minha felicidade com os amigos, falar pelos cotovelos sobre alegrias que soavam até ofensivas àqueles que não entendiam o que se passava no interior de um corpo em festa.
