Era
PROSSEGUIR
O que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. —Filipenses 3:7
Diz-se que “a bugiganga de um é o tesouro do outro”. Foi uma tarefa extremamente difícil um jovem ajudar seus pais a se livrarem dos “itens desnecessários” da casa, antes que eles mudassem para uma casa menor. Ele muitas vezes se zangou com a recusa dos pais de se livrarem de objetos que não haviam utilizado em décadas. Finalmente, o pai o ajudou a compreender que mesmo os objetos gastos, inúteis traziam à memória as lembranças de amigos íntimos e eventos importantes. Limpar a bagunça significava também jogar fora parte de suas próprias vidas.
A incapacidade de tirar dos nossos corações atitudes que nos trazem peso, correspondem, espiritualmente, à nossa relutância em se livrar das tranqueiras em nossos lares.
Por muitos anos, Saulo de Tarso ficou preso à justiça que conquistou obedecendo às leis de Deus. A sua linhagem e desempenho eram valiosos até que ele encontrou Jesus na estrada de Damasco num momento que o deixou cego (Atos 9:1-8). Face a face com o Salvador ressurreto, ele deixou para trás o seu estimado esforço próprio e mais tarde escreveu: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” (Filipenses 3:7).
Quando o Espírito Santo nos impulsiona a abandonar qualquer atitude que nos impeça de seguir a Cristo, encontramos a verdadeira liberdade se a deixarmos para trás. —DCM
Em Cristo temos liberdade para prosseguir. David C. McCasland
Logun é guia.
Estava eu perdido
Em meio aquela mata
Não sabia de nada
Era tudo confusão.
A mata era fechada
Nada eu enxergava
Nem pássaro cantava
Um menino pegou em minha mão.
Ele me levou a um lugar
Que eu me lembro bem
Lá, ouvia pássaros a cantar
Lá, ouvia roncos de trovão.
Lá, o corpo arrepiava
Lá, o tambor não se calava
Lá, o amor não se cobrava
E lá, tinha paz no coração.
Esse menino me disse seu nome
Ele se chama Logun Edé.
Esse menino me deu a vida
Esse menino me mostrou o candomblé.
Por isso, o menino é pai
Por isso, o menino é vida.
Por isso, eu vibro Orixá.
Por isso, Logun é meu guia.
Enquanto eu houver forças
Logun eu irei de louvar.
Pois, quando a mata se fechou
Logun Edé quem foi me buscar.
Locy locy, Logun eruawô!!
Acredito que ninguém tenha escapado das flechinhas
deste moleque abusado...
Era Eros ou Cupido?
EROS OU CUPIDO
Marcial Salaverry
Não sei se era o Cupido,
ou se era o Eros...
Mas é o mesmo moleque travesso
que faz estragos em nosso coração...
Eros para os gregos...
Cupido para os romanos...
Anjinho peralta para nós...
Não sei se por brincadeira,
mas faz alguma besteira,
quando suas setas não acertam
coração com coração,
e sempre alguém perde a razão...
Quando os alguéns se combinam,
é um anjinho bacana,
mas quando se engana,
é um capetinha pentelho...
Molequinho bandido,
vê se calibra essa pontaria,
e junta quem com alguem,
e não atrapalha ninguém...
Marcial Salaverry
A noite não era mais escura. Seus olhos tudo viam. Enxergava mais longe, ouvia sons distantes. O olfato. Talvez fosse esse o sentido mais modificado. Lembrava-se da primeira vez que o cheiro de sangue o encheu de gana.
Redirecionado
O Senhor era com José… —Gênesis 39:2
O pianista Leon Fleisher fez a sua primeira apresentação formal no Carnegie Hall com a Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, aos 16 anos de idade. Ele prosseguiu ganhando competições de prestígio internacional e tocou nas melhores salas de concerto do mundo. Com a idade de 37 anos, porém, Fleisher foi atacado por uma distonia, uma condição neurológica que incapacitou sua mão direita. Após um período de desânimo e retraimento ele se voltou ao ensino e à regência, porque, como disse, amava a música mais do que amava o piano.
Como reagimos quando nossos sonhos são despedaçados? Depois que José, o filho favorito de Jacó, foi vendido como escravo por seus irmãos (Gênesis 37:12-36), ele poderia ter-se entregado à comiseração e ao egoísmo. No entanto, José permaneceu fiel ao Senhor. Por quatro vezes em Gênesis 39 lemos que “o Senhor era com” José (vv.2-3,21,23), e suas ações revelaram sua fidelidade a Deus. Por causa de sua vida exemplar, aqueles a quem ele serviu no Egito, reconheceram a presença de Deus nele.
Amamos a Deus mais do que aos nossos próprios sonhos? Embora José deva ter chorado a perda de seu passado e do que sua vida poderia ter sido, o Senhor o dirigiu a um chamado que ele jamais imaginara. Hoje, o Senhor anseia por nos conduzir. Estamos dispostos a permitir que Ele nos redirecione?
O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. —Provérbios 16:9 David C. McCasland
O samurai inglês
…nesse tempo eu era copeiro do rei. —Neemias 1:11
Crê-se que William Adams (1564–1620) tenha sido o primeiro homem inglês a chegar ao Japão. O shogun japonês reinante, afeiçoando-se a Adams, fez dele seu intérprete e conselheiro pessoal, nos assuntos das potências orientais. Com o tempo Adams foi brindado com duas espadas de distinção de um Samurai. Isso demonstrou o quanto os japoneses reverenciavam Adams. Como prestou bons serviços ao seu rei estrangeiro, foi também recompensado com maiores oportunidades de influência.
Séculos antes outro homem em país estrangeiro também teve influência sobre seu rei. Neemias era um copeiro do rei persa Artaxerxes (Neemias 1:11). Na corte real, o copeiro devia testar o vinho antes de ser dado ao rei, para protegê-lo de envenenamento. Essa posição, porém, significava também que ele tinha os ouvidos do rei como um conselheiro de confiança. A integridade de Neemias, seus dons administrativos e sabedoria fizeram dele um confidente para seu governante, o que abriu caminho para a reconstrução dos muros de Jerusalém.
Como Neemias, cada um de nós também recebeu uma esfera única de influência. A criação de filhos, o trabalho na comunidade ou na igreja e o emprego são esferas onde podemos exercer um efeito benéfico sobre outras pessoas. O Senhor colocou alguém em sua vida a quem você pode influenciar?
Um pequeno exemplo também pode servir de grande influência para Cristo. Dennis Fisher
Caminhada na lua
Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si. —Gênesis 5:24
O documentário À Sombra da Lua conta a história de Charlie Duke, um dos astronautas da Apollo 16 enviados à lua em 1972. Enquanto a nave de comando orbitava pela lua, Duke e outro astronauta pousavam o módulo lunar Orion em sua superfície. Após três dias realizando experimentos e recolhendo amostras de pedras lunares, a tripulação da Apollo 16 voltou à Terra em segurança.
Mais tarde, Charlie passou por uma transformação espiritual. Ele disse que essa transformação começou quando seu amigo o convidou para um estudo bíblico. Depois da reunião, Charlie orou a Deus: “Eu entrego a minha vida a Ti e se és real entra em minha vida.” Experimentou então, uma paz indescritível. Foi algo tão profundo, que começou a compartilhar sua história com outras pessoas. Charlie lhes dizia: “Minha caminhada pela lua durou três dias e foi uma grande aventura, mas minha caminhada com Deus dura para sempre.”
A Bíblia nos fala sobre outro homem que caminhou com Deus. “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (Gênesis 5:24). Sua caminhada espiritual com Deus era tão íntima que Ele o levou diretamente para o céu (veja Hebreus 11:5).
Podemos aprender uma lição com Charlie e Enoque. Para os cristãos, não importa onde nossa jornada nos leve, nossa caminhada com Deus durará para sempre!
Mantenha seus olhos fitos na eternidade, caminhando diariamente à luz de Deus. Dennis Fisher
Ela queria confiar nele, tentou confiar nele, mas não via como isso era possível, diante de tanta instabilidade. Além do mais, nenhum homem era digno de confiança.
Um verdadeiro herói
Convém que ele cresça e que eu diminua. —João 3:30
Louis B. Neumiller era conhecido por sua humildade, integridade e compromisso com qualidade. Era presidente da Companhia de Tratores Caterpillar entre 1941–1954 e conduziu os fabricantes desse equipamento de remoção de terra através dos desafios da Segunda Guerra Mundial a uma verdadeira expansão global. No livro O Apogeu do Capitalismo (Editora Campus/Elsevier 2008), os autores Mayo e Nohria descrevem a liderança de Neumiller como “um sucesso sem fanfarra”. Sua marca de grandeza, eles ressaltam, foi ter retirado sua identidade do negócio e “ter deixado a companhia tornar-se a heroína, ao invés dele próprio tornar-se o herói.”
Vemos a mesma qualidade de abnegação em João Batista, o dinâmico pregador que declarou, repetidamente, sua missão de preparar o caminho para o Messias. Quando os seguidores de João preocuparam-se por Jesus estar batizando pessoas e as multidões seguindo-o, João respondeu: “Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. Convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3:28,30).
Estamos exaltando Cristo ao segui-lo ou buscando honra para nós mesmos? Ao invés de nos desapontarmos quando nossa contribuição passa despercebida, deveríamos ficar felizes, porque nosso maior privilégio é exaltar o Senhor. Ele é o herói!
Honrá-lo é uma marca da grandeza.
Cristão verdadeiro é humilde o suficiente para permitir a grandiosidade de Deus em sua vida. David C. McCasland
Havia crescido
e era definitivo:
já tão banal o forte gosto
da aguardente
de velhos tempos coisa alguma
nem o corpo
também a pele manifesta seu devir
extingue-se, camaleoa
de máscara em máscara
o bruto corpo da árvore castigada
ao cair das folhas.
Cresci
perdi castelos e pudores
perdi sorrisos, sim
perdi favores
deixei aos sóbrios a vitória
sobre o tempo
ganhei silêncios & temores
ganhei revolta
quando mais queria calma
ganhei suor e não o pão
ganhei o Ar
a plenitude do hemisfério
a anarquia nos trópicos
ganhei perdi
ganhei & perdi
uma metralhadora de espantos
em eterno ir e vir
Sonhei com uma cidade submersa
que desconhecia luz e era habitada
por estranhas criaturas fluorescentes
que sentiam fome e amor,
mas sobretudo fome, e adornavam
as almas com cantos de guerra e
silêncios rompidos à chibata
mas havia alma e isso bastava
porque na superfície nós não tínhamos
nem isso, e o sonho desdobrava-se
num turbilhão de imagens em
que eu via o amor ser inventado
e escurecer e as trevas eram tudo
e eu dormia e desesperadamente
sabia que ninguém viria coroar
minha agonia porque acordávamos
todos os dias e quem quer que
quisesse viver teria de saber
que aqui não se sonha, não,
não se sonha sem custo
e o meu custo, tão doce e terrível,
era a loucura daquela cidade
que já desaparecia outra vez
e a insuportável luz volvia
com a realidade e tudo
o que se podia fazer era secar
os olhos e observar o sol dormir
atrás do mundo
A sim como nos olhos do lince, os meus também podia refletir toda emoção do que era está livre... do que era viver a natureza.
Lá eu estava, eu podia vê-la, eu podia senti-la. O vento recaia sobre os pinhos; e as montanhas pareciam tocarem o azul celeste do céu. Eu estava finalmente a onde sempre sonhei está.
Maribela era baixa
Tortos eram os seus dentes
Um dia ela foi subir escada
E tava toda contente
Uma coisa ela não esperava
Do cabra que lhe deu uma corrente
Quando ela abriu a porta
A roupa de outra ela viu
Seu coração se quebrou
E de seu olho uma lágrima caiu
Dele ela não queria explicação
E com isso a pirua indiscreta sorriu
"Mas o que é isso? "
Perguntou Maribela
A pirua do nada se levantou
E partiu pra cima dela
E quem se divertia com a cena era Jair
Parecia uma novela
Aí lembramos daqueles dias em que sonhávamos acordado... Onde tudo era fantasia; sonho que não queríamos que acabasse.
Agora sob a sombra dos dias; somos vencidos pelo tempo. E, olhando para o passado, vemos as marcas que denunciam nossa fragilidade em nossos rostos.
Princípio
Bom... estou pensando
Mas não achei a resposta ainda
Era para ser simples e fácil
Mas a verdade é complexa
Talvez apenas , o meu próprio eu entenda
Um sorriso preenche o meu rosto
Um olhar focado no que vejo
É , me aprofundei de mais
Naquela época , em sentimentos
Que fizeram tudo parecer incerto
Mas, com novos olhos enxergo
Preciso acertar e não errar
É só isso , nada mais nada menos
Dar continuidade ao equilíbrio
Ser mil vezes mais sensato
Viver e não existir
Agir e não apenas cogitar ações
Sentir emoções , mas não se perder
No mar do impulso
Onde a maré alta viria a me afogar
Nem tudo compreendi
Mas aprendi com o passado
E somente não serei igual
As minhas versões
Que destruíram o que estava construído
Amor e alegria
Melancolia e solidão
Paz e sorrisos
Ansiedade e decepção
Tudo isso faz parte
Mas ... no entanto
A calmaria reinará no meu coração
Minhas palavras serão pensadas
E proferidas as escolhidas
Para me comunicar, sem nada quebrar
Eu ainda era Bambina
Quando fomos àquela rua
Na época só queria
Ser completamente sua
Não respeitei meus limites
E não conhecia o meu corpo
Mas ainda assim acreditava
Que eu te veria de novo
Os anos passaram
E com o tempo eu cresci
Mas até hoje penso
Em um dia te ter aqui
Não seria má ideia
Tomar um café ou uma cerveja
Para reconhecer alguém
Que tanto te deseja
(Bambina)
