Era
Pequena Magia
No coração a melodia tardia de quem canta uma canção
A sinfonia era apenas a desculpa da solidão
Ninguém matava,ninguém morria
Era amor ao soar livre e ilusão
A mente cansada e esquartejada
Uma hora sorria,outrora chorava
A noite passada ela vivia e se apegava
Dançava calada e no silencio observava
O mundo inteiro que a rodeava
A pequena magia que o aroma exala
Ascendendo a chama que a queimava
Docemente amava...docemente amava..
Sinto falta daquele tempo em que domingo era o dia perfeito para se fazer crônicas, aquele mesmo tempo onde tudo rimava com maior requinte.
Para quem um dia se titulou como "O poeta dos sonhos", hoje desempregado dos versos por realidade, essa situação um tanto quanto ultrajante me deixar mais que inquieto, deixa-me pávido com esse real mundo capaz de destruir o mais imutável dos sonhos.
Poeticamente falando, seria quase impossível voltar aos úberes tempos de sonhador convicto, até porque já estou naquela fase onde começa a cair a ficha literalmente.
Sonhar é tão bom, mais ter ao achar que poderá se tornar realidade é melhor ainda e se pudesse eu ter o dom de volta ao tempo, aproveitaria mais, festejaria de menos e gozaria mais as oportunidades que me foram concedidas com tanto amor e ardor na peleja.
Não que me falte gratidão à cara, pelo contrário sempre fui grato a tudo e todos, por menor que tenha sido o ato. O fato é que faltou penhor e os excessos foram tantos, no final desdenhei o pouco que me restou.
Vontade de sonhar ainda me restou, porque nunca é tarde para tentar nem cedo demais para ser feito, duvide sempre do destino, poise só assim serás capaz de viver sem essa hesitação em tomar a decisão da sua vida.
Quero voltar atrás, posso? Bom, eu quero que esqueçam tudo: quando disse que eu era só metade. Que eu era parte de alguma coisa. Que eu era parte de palavras. Que eu era atalho. Sozinha. Nublada. Sem rima. Sem refrão. Sem conceitos. Sem pal
adar. Sem lábio. Sem beijo. Sem nada! Esqueçam. Por favor, esqueçam.
Eu sou a poesia completa. Eu sou a rima perfeita. Sou todo e qualquer refrão. Sou acordes. Sou inteira. Sou homem. Sou mulher. Sou o que eu quiser ser. Sou poderosa. Sou mãe.
Foram-se as palavras, restou o sentir!
Eu sou a batida de dois corações.
O CINEMA DA CIDADE
Bastava dá uma olhada
No outono a derrubar,
Uma flor pequenininha
Era o motivo do choro.
Que eu já não a amava mais
Que não falava de flor
Que reprimia os poemas
E deixava o sol se pôr.
Que a chuva me derretia
Que a noite me acovardava
Que tanto lhe prometia
E na hora lhe falhava.
Mas chamei a bela
Pra saí um dia
Tanta energia, esta demonstrou
Na hora marcada
No velho cinema que
A cidade aos trapos
Viva preservou
No lugar mais lindo
Foi romance findo
Ela terminou.
cansado
Eu era só mais uma mente brilhante,
mas um dia cansei da mesmice de minhas cóleras,
mergulhei nos balsamos dos teus braços
fui tão profundo que me faltou ar
emergi....
passei as mãos em meus olhos, reparei.
não há coisa melhor do que errar e ser humano, só pra continuar errando.
Bom assim, que toda vez que regresso, encontro abrigo em teus braços. #fikadika
Você me disse algo, mas pude vê em seus olhos o quanto aquilo era mentira. Que medo é esse? Prefere a fuga que se entregar pra mim.
AMANDO-TE...
Vivemos os sonhos dos deuses
onde a ilusão era permitida.
Éramos um vulcão em erupção...
com desejos ardentes.
Abraçados como laço de fita.
Juntos com nossos sussurros.
Desejos incontidos...
Fomos amantes do acaso...
mas permanecendo o amor.
Você é meu raio de sol... é minha luz!
Aquecendo e me conduzindo...
amando-me a cada dia.
Eu amando-te a cada segundo.
Eu tinha uma mala que levei comigo ao sair de casa.Era nova,sem arranhões e brilhava..Estava dentro dela a ingenuidade a inexperiência e o Medo que tanto temo.Ao passar dos anos a mala nova foi ficando desgasta,com ranha-duras profundas,felizmente já não era mais a mesma.Então a mala voltou para sua casa,dentro dela tinha a força de vontade,a experiência,sonhos e desejos...sabes o medo? Ainda tem porém menos aparente,menos notável menos Existente.
E o coração palpitava mals e bons sentimentos, mas era certo que nenhum deles me satisfaziam. A única coisa que amenizava toda aquela angustia era saber que nada era real, ou muito menos que nada do que fosse dito se tornaria concreto, Não que eu fosse cego sobre as adiversidades, mas sim otimista sobre nossa capacidade.
“Ela mostrava ser forte sempre. Mas o quarto, a almofada e o lençol sabiam que ela não era nem o terço que mostrava ser. Na verdade, toda noite ela desabava o peso do dia em lágrimas. Ser forte requer muito esforço.”
O ERMITÃO APÁTICO
Era noite, era dele
e com ele
a vontade que lhe possuiu
partiu, decidiu
quem intentará?
Suas causas, por ele
Jamais esquecidas
Por fim decidido
Ninguém o mais viu.
Sem dinheiro
Sem prestígio
Sem vontade no viver,
era a doce
Que o mantinha
Como ele quis contar
Até que rompeu-se o dia
Foi-se a linda melodia
Quando a outro viu a amar.
Amargos são os cravos
Tão destemperados
Desce a força acaba
Este paladar
São como espinhos
Este teu caminho
Quem o ajudará?
Sei dessa dor que se aloja
É amarga a expressão
Grita um pranto de soluço
Entalado, quer sair
E a ferir, a decepção.
Quem era amante partiu
A espera de algum lugar
Foste a vida tão hóstil
Desistiu e decidiu
Ir pra nunca mais não voltar.
QUATRO ESTAÇÕES
Era primavera, eu liguei pra ela, pra falar das belas flores que eu comprei
sem nenhum apreço, perdi o endereço, já nem sei o preço que eu ali paguei
mesmo assim perdido, um pouco aturdido, ali estarrecido á ela entreguei
e saí sozinho, pelo meu caminho, lembrando o carinho que eu não ganhei.
era um outono, eu no abandono, não me via dono da minha alegria
fiz um julgamento, no meu pensamento, que outra vez sedento eu não mais seria
eu saí pra fora, o coração agora, não contava a hora, da noite e do dia
como a moinha, espalhada sozinha, e em cada folhinha que no chão caía
chegou o verão, o meu coração, teve a sensação de querer voar
naquela aventura, deixar toda agrura, e de alma pura o mundo ganhar
fiz minha bagagem, comprei uma passagem, no mundo selvagem eu fui me lançar
mas deu tudo errado, eu fiquei de lado, e agora parado sem saber voltar.
enfim, este inverno, que parece eterno, não me dá um terno para me vestir
tô na beira rio, com fome e com frio, meu fone sumiu e eu não mais vi
quero ir embora, me levar pra fora, mas não vejo agora razão de existir
não aos olhos teus, sim as mãos de Deus, nos sentidos meus... eu sobrevivi.
Eu sempre achei que meu amor por você fosse pequeno demais,Hoje eu vejo que pequeno era voce,e meu amor grande demais para voce suporta..
No passado eu tinha um coração
Que era branco puro e alegre
Não era afetado pelo mal da nação...
Um dia veio alguém sorrindo
Pintou ele de vermelho paixão
Pena que ela só estava se divertindo...
Saudades de quando era lindo meu coração
Qualquer coisa o fazia sorrir
Tudo me causava uma forte emoção...
Após o certo alguém o abandonar
Ele apodreceu
Por falta de quem o amar...
Preto, é a cor dele hoje em dia
Mas ainda sonho
Com alguém que ressuscite minha alegria...
Mas há vantagens de ser preto meu coração
O vermelho já não pode domina-lo mais
Com uma ilusória paixão...
Somente branco pode o restaurar
Um branco puro, pacifico e calmo
Fazendo-me capaz de amar...
Eu era a música que você nunca deixou terminar tocar.
Era o “pra sempre” que você não quis conhecer.
Era o amigo que você tanto duvidou que existisse.
Era o baú para seus desejos secretos.
Eu era o lenço para suas lágrimas.
E poderia ser o motivo do seu sorriso.
Eu era a timidez que escondia um “eu te amo” não dito.
Sendo esse “eu te amo” o mais verdadeiro de todos.
Eu era o futuro prometido.
E poderia ser a companhia para suas madrugadas solitárias,
Eu era o motivo de você nunca ser esquecida.
E você, a razão das minhas lembranças.
Eu poderia ser o término da sua procura,
E o início de uma felicidade sem fim.
Eu poderia ser a resposta de suas preces.
E você, o meu eterno amor.
E eu achava que ser feliz era pra sempre. Que todos os dias seriam rosa-choque e que a vida era feita de algodão. E quando as cortinas se abriram, revelou-se um palco de tristezas, onde o maior drama não era ser infeliz, mas acreditar que a felicidade nunca mais me daria o papel principal.
E no final eu percebi que voce não era quem eu pensava, e que eu gostava de quem eu pensava que você era.
