Era
Para os olhos, a previsão era de chuva. Mas, da fé, nasceu um arco-íris! O choro dura uma noite, sim, mas a alegria, ah, essa vem pela manhã. E por mais que demore, sempre amanhece!
Era o que ele estudava. "A estrutura, quer dizer, a estrutura", ele repetia e abria a mão branquíssima ao esboçar o gesto redondo. Eu ficava olhando seu gesto impreciso porque uma bolha de sabão é mesmo imprecisa, nem sólida nem líquida, nem realidade nem sonho. Película e oco. "A estrutura da bolha de sabão, compreende?" Não o compreendia. Não tinha importância. Importante era o quintal da minha meninice com seus verdes canudos de mamoeiro, quando cortava os mais tenros, que sopravam as bolas maiores, mais perfeitas. Uma de cada vez. Amor calculado, porque na afobação o sopro desencadeava o processo e um delírio de cachos escorriam pelo canudo e vinham rebentar na minha boca, a espuma descendo pelo queixo. Molhando o peito. Então eu jogava longe canudo e caneca. Para recomeçar no dia seguinte, sim, as bolhas de sabão. Mas e a estrutura? "A estrutura", ele insistia. E seu gesto delgado de envolvimento e fuga parecia tocar mas guardava distância, cuidado,cuidadinho, ô! a paciência. A paixão.
No escuro eu sentia essa paixão contornando sutilíssima meu corpo. Estou me espiritualizando, eu disse e ele riu fazendo fremir os dedos-asas, a mão distendida imitando libélula na superfície da água mas sem se comprometer com o fundo, divagações à flor da pele, ô! amor de ritual sem sangue. Sem grito. Amor de transparências e membranas, condenado à ruptura.
Ainda fechei a janela para retê-la, mas com sua superfície que refletia tudo ela avançou cega contra o vidro. Milhares de olhos e não enxergava. Deixou um círculo de espuma.
Olhei para o céu e vi uma estrelinha. Percebi que aquela estrelinha era ela: a minha amada, a minha garota, a minha Medson.
[Para a vida inteira.]
E eu que imaginava que ser adulto era deixar de fazer as coisas de criança. Ô dó!!! Como criança se engana.
"Não era isso, não tinha nada que ser assim...
Passei a olhar ele sem que saiba,
E a desejá-lo sem que percebas.
Ai, meu Deus do céu, isso parece até, que acho pouco
O castigo que mereço. Que anseio é este, que me domina?
Que me revira os pensamentos? E me dá vontade de ousar
E arriscar o pouco que temos... Na verdade, nada.
Nada Deus... Só olhares, só o som de uma voz,
Quem vive um amor, ou uma paixão assim? Por que,
Parece falta de opção querer tanto aquilo, ou melhor
Aquele a quem não podemos ter? Esse sentimento
Guardado, me dá um nó na garganta, me dá uma falta
De ar... Isto não é bom. As coisas não vão bem,
Tudo o que eu queria era que eu fosse dele, e que ele
Fosse meu, parece tão difícil fazer um pedido desses
Para o próprio Deus... E tudo começou porque quando
Ele me Olhou, eu olhei também... E uma cumplicidade
Dessas do tipo sem querer... Que culpa tenho eu?
E tão Pouco ele também?! Não foi nada de mais, não foi
Nada de mais, foi só o lindo olhar que ele tem,
Que me fez todo este mal...
Todos os dias o olho, mas saudades é pouco meu bem...
Saudades de alguém que não pode ser meu."
O meu rio de contos
De belezas naturais,
Era o mais bonito
De todos mananciais,
Hoje agonizando
Em coliformes fecais...
Trecho do poema . Água Preta - o rio
Da minha infância.
Continuação
O contra o encontro a contração
A era o eros a erosão
A fera a fúria o furacão
O como o cosmo a comunhão
O pré a prece a procissão
O pós o póstumo a possessão
A cor a corte a curtição
Amor a morte a continuação
Minha ex terminou comigo porque disse que eu era muito infantil... Respirei fundo, fui até a casa dela, toquei a campainha e saí correndo :) kkkkk
"Libertar" era uma palavra imensa, cheia de mistérios e dores.
....quando eu era criança minha mãe dizia que nasci para ser uma princesa. Então o que eu faço com a minha vagina real é problema meu!
Poderíamos ter transado
Eu tinha aquela peça íntima vermelha
Era no dia dos namorados, lembra?
Você notou, mas não tirou
Então não diga que eu não quis
Madruga de domingo,
Cigarros e vodka não faziam mais efeito.
Tudo era vazio, sem graça... Frio.
Seu perfume no quarto
E nós dois abraçados
Na varanda curtindo a linda Lua
E o céu estrelado.⭐
Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro.
Conto: Noite quente de Verão
Era uma noite quente de verão, as estrelas brilhavam intensamente no céu e a lua cheia iluminava suavemente o quarto onde Kayra se encontrava. Ela estava deitada na cama, com os lençóis cobrindo apenas parte do seu corpo nu, enquanto a brisa suave que entrava pela janela acariciava sua pele. Seus pensamentos estavam todos voltados para ele, o homem que ocupava cada espaço do seu coração.
Kayra fechou os olhos e suspirou profundamente, lembrando-se do sonho intenso que tivera na noite anterior. Era como se ele estivesse ali, acariciando-a com suavidade, despertando sensações que ela nem sabia que existiam. Ela podia sentir na ponta dos dedos a textura da sua pele, o calor do seu corpo junto ao dela, o toque dos seus lábios nos seus...
Um sorriso involuntário surgiu nos lábios de Kayra ao recordar cada detalhe daquele sonho. Ela sabia que aquilo não passava de uma ilusão, mas a intensidade das emoções que ele despertara dentro dela era real. Ela ansiava por ele, por sentir novamente todo aquele desejo e paixão que pareciam consumi-la por dentro.
Com um suspiro, Kayra sentou-se na cama e olhou ao redor do quarto, que ainda guardava vestígios dele. O perfume que ele usava ainda pairava no ar, fazendo com que ela fechasse os olhos e inspirasse profundamente, como se assim pudesse trazê-lo de volta para perto dela.
Ela pegou o celular e viu uma mensagem dele, que dizia: "Estou a caminho, meu amor. Mal posso esperar para estar nos teus braços novamente." Seu coração acelerou de emoção e ela sentiu um calor invadir todo o seu ser. Ele estava voltando, para saciar toda a sede de amor e desejo que ela sentia por ele.
Kayra levantou-se da cama e foi até o espelho, observando-se com um misto de ansiedade e expectativa. Ela queria estar perfeita para ele, queria que ele a desejasse tanto quanto ela o desejava. Então, tomou um banho demorado, cuidando de cada detalhe do seu corpo, deixando a água quente relaxar todos os seus músculos tensos.
Depois, escolheu um vestido sedutor, que realçava as suas curvas e a fazia sentir-se ainda mais feminina. Ela passou maquiagem suave, realçando os seus olhos e os seus lábios, e arrumou o cabelo de forma delicada. Estava pronta.
Quando ele finalmente chegou, Kayra mal conseguiu conter a emoção que a dominava. Ela correu para os braços dele, sentindo-se como se estivesse no lugar onde sempre pertencera. Ele a abraçou com força, como se quisesse fundir seus corpos em um só, e Kayra suspirou de felicidade.
Eles se olharam nos olhos, mergulhando na profundidade das emoções que os uniam. Os lábios dele encontraram os dela num beijo apaixonado, que parecia selar o pacto de amor que existia entre eles. O tempo parecia parar, enquanto se entregavam um ao outro, compartilhando cada sensação, cada toque, cada suspiro.
E assim, naquela noite de verão, Kayra e o seu amado viveram momentos de pura paixão e entrega. Eles se amaram com intensidade, sem reservas, fazendo com que o mundo ao seu redor desaparecesse, deixando apenas o amor que os unia.
E quando finalmente se entregaram ao sono, abraçados e saciados, Kayra soube que aquele era apenas o começo de uma história de amor que duraria para sempre. Ela adormeceu com um sorriso nos lábios, sabendo que ele estaria sempre ali, para acalmar a sua alma e saciar o seu coração com todo o amor e desejo que ele nutria por ela.
À Distância de Um Suspiro
Era só uma conversa no sofá. Café na mão, assunto solto. Mas quando nossos joelhos se encostaram, o ar pareceu ficar pesado.
O jeito como ela mordia o lábio me fazia esquecer qualquer frase. Tudo virou vontade de aproximar, de provar, de perder o rumo.
No fundo, sabíamos: se a gente se encostasse de verdade, não teria mais volta.
A minha vida era uma m*rda daquelas que não descem com descarga.
Era ainda capaz de exibir na pele torturada as marcas dos cigarros acesos, principalmente nos seios e nas coxas, numa espécie de sedução pelo avesso, pelo ideológico, não pelo estético, mas isso só na intimidade mais absoluta, quando estivesse descartada qualquer possibilidade de ser enquadrada em algum tipo de exibicionismo.
