Era
Aquilo que era pecado no passado continua sendo pecado hoje. Tentar suavizar o Evangelho para não ofender a geração presente não fará com que ela se livre do julgamento vindouro.
Davi tinha plena consciência de que aquele que o conduzia ás águas de descanso era o mesmo que o conduzia pelo vale da sombra da morte, mas o caráter do Pastor era o mesmo: Bondoso e Misericordioso. Por isso, ele estava satisfeito nas águas de descanso e não temia o vale da sombra da morte. Ele confiava em seu pastor.
Percebi como era impossível esclarecer os leigos em qualquer verdade exceto se as Escrituras estivessem claramente postas diante de seus olhos na língua materna.
William Tyndale
Pastor Anglicano
Quando Jesus nasceu, Seu propósito não era ser um carpinteiro; mas durante 30 anos Ele desempenhou esse trabalho que não nasceu para fazer sem reclamar. O que precisamos aprender é que, Deus pode usar alguns trabalhos que não nascemos para fazer, para nos preparar para algo maior. Foi assim com José, foi assim com Gideão, foi assim com Davi, foi assim com os discípulos, e pode também está sendo assim com você.
Quando o Cristianismo estava surgindo, o foco era em Jesus Cristo e em seu reino — não na teologia. Para ficar claro, existem doutrinas fundamentais que os cristãos sempre consideraram essenciais à fé. De algum modo, porém, as coisas vistas como essenciais cresceram de umas poucas frases para uma longa lista de princípios teológicos, muitos deles desconhecidos dos primeiros cristãos.
Arminianismo Brasil
A maioria dos teólogos judeus era capaz de identificar com correção muitas profecias do Antigo Testamento sobre o Messias vindouro. No entanto, quando o Messias finalmente chegou, não conseguiram reconhecê-lo. Aliás, eles acabaram condenando-o à morte. Tinham muito conhecimento, mas pouco entendimento. Nunca enxergavam o grande quadro. Em contrapartida, milhares de judeus que pouco sabiam acerca das complexidades da lei não tiveram dificuldades para reconhecer que Jesus era o Messias quando ele apareceu.
Calvino era tão fanático por Agostinho que nunca reconheceu as heresias de seu guru espiritual; Agostinho nunca ensinou a salvação somente pela Graça; mas ensinava uma salvação hibrida de boas obras através dos sacramentos, começando com a regeneração pelo batismo infantil, salvação via igreja romana e pelo uso da força até a morte. Mas essas heresias não passaram despercebidas pelo Lutero maduro que escreveu: “no começo, eu devorava [os escritos de] Agostinho, mas quando [...] entendi o que era realmente a justificação pela fé, descartei-o”.
Marcelo Rissma - Timothy George, Teologia dos Reformadores (São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1993), p. 70.
O Cristianismo atual não é nem sombra do Cristianismo da era apostólica de tão corrompido que está.
Católicos e calvinistas sempre tiveram a mesma opinião ao pensar que a essência do cristianismo eram suas confissões de fé, e não um relacionamento de amor leal e íntimo com Jesus e com o próximo. Estavam em total acordo ao defender que igreja e estado deveriam se unir e que era correto perseguir, prender, torturar e matar todos aqueles que não concordassem com suas doutrinas.
Judas poderia ter sido um eleito? Claro que sim! Para isso ele deveria ter feito o que era capaz de fazer com a Graça divina que todo ser humano recebe da parte de Deus.
Ele era quando todas as coisas que tiveram início começaram a existir. Coisa nenhuma tem existência sem Deus.
Os contemporâneos de Agostinho tinham uma percepção comum com nossa era, que muitos dos erros de Agostinho estavam apoiados em sua relação com o maniqueísmo.
"Na opinião de Juliano, Bispo de Eclano, todos os erros teológicos nos quais Agostinho se permitiu enredar, a respeito do pecado original, batismo infantil, livre escolha, etc., vêm de uma falha fundamental: a aceitação da teoria maniqueísta do tradux peccati."
A PIPA E A FLOR
Era uma vez uma pipa.
O menino que a fez estava alegre e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca...
Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto...
Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.
- “Vocês não me pegam, vocês não me pegam...”
E enquanto ria sacudia o rabo em desafio.
Chegou até a rasgar o papel, num galho que foi mais rápido, mas o menino consertou, colando um remendo da mesma cor.
Mas aconteceu que num dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá num quintal, uma flor. Ela já havia visto muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos...
Quem não entende pensa que todos os olhos são parecidos, só diferentes na cor. Mas não é assim. Há olhos que agradam, acariciam a gente como se fossem mãos. Outros dão medo, ameaçam, acusam, quando a gente se percebe encarados por eles, dá um arrepio ruim elo corpo. Tem também os olhos que colam, hipnotizam, enfeitiçam...
Ah! Você não sabe o que é enfeitiçar?!
Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só...
Pois é, o enfeitiçado não pode mais fazer o que ele quer, fica esquecido de quem ele era...
A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa! Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias...
E assim, resolver mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarzinho, ao lado da flor.
E deu a sua linha para ela segurar. Ela segurou forte.
Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:
- “Florzinha, me solta...” E a florzinha soltou.
A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no não. E teve inveja da pipa.
Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela... Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E ela flor, sozinha, deixada de fora.
- “Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo aqui comigo...”
E à inveja juntou-se o ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicações de tudo. E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor aos poucos foi encurtando a linha. A pipa não podia mais voar.
Via ali do baixinho, de sobre o quintal (esta essa toda a distância que a flor lhe permitia voar) as pipas lá em cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início...
Essa história não terminou. Está acontecendo bem agora, em algum lugar... E há três jeitos de escrever o seu fim. Você é que vai escolher.
Primeiro: A pipa ficou tão triste que resolveu nunca mais voar.
- “Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”.
E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.
Segundo: A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos...
Terceiro: a pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou a linha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas.
Antigamente
O tempo sobrava
Era preciso medi-lo?
A calma quebrava
A métrica injusta
Dos segundos
Porque não havia outro tempo
Senao o intento
De imaginar que o tempo
Não passaria nunca
O tempo passa depressa.
Quando me dei conta, aos 18 eu já era mãe.
Aos 45, minhas filhas já estavam adultas.
E aí veio a solidão da síndrome do ninho vazio.
Aos 46, me tornei avó de uma princesa. 👑
A vida é assim: pessoas vêm e vão, aparecem e desaparecem.
Por isso devemos nos amar antes de exigir o amor de qualquer pessoa.
A gente vem só e parte só.
Ninguém sabe se viverá um século ou não.
O que se sabe é que nunca sabemos como ou quando iremos partir.
Então devemos nos despedir das pessoas sempre como se fosse a última vez,
e com o melhor que temos para oferecer.
Van Escher 🦁
Era um momento de tranquilidade e descanso, aproveitavam um dia ensolarado com o céu abençoando nossa terra. Surgiu um beijo que fora de costume, mas com sabor indescritível... os amantes se assustaram e as afirmativas foram unânimes referente ao sentimento do contato das bocas. Como num conto, surge mais uma peripécia do amor e o melhor beijo do casal deixou um grande gosto de despedida.
essa estaçao, era tao linda,
hoje vc quer partir
estaçao ficará vazia sem locumutivas
nao posso fazer nada pra empedi-la de partir
doi
pra nao ver a amizade sendo disfeita,
fecho os olhos turvos.
porque so de saber ja doi! viu!
vc nunca percebeu, eu amava-te tanto...
Banco do meu Jardim
Num banco ao lado de um toco,
Que um dia foi jatobá,
Esta era de muita idade,
Dela ficou saudade,
acabou -se em uma tempestade,
Deu lugar a um lindo e florido manacá
Sentados naquela
Bancada
Em noites de lua cheia,
ofuscada pela nuvem branda que a margeia
Quase a gente não a via,
Lá tinha muita magia
Eu e minha amada,
Para que falar de vida alheia.
