Equilíbrio
Sou um todo feito de partes que se procuram e buscam se integrar. Algumas bem conhecidas, outras tão escondidas; equilibrando-se constantemente dentro de mim.
Estamos na vida para viver os extremos, os opostos. Quando um contrário nos toma demasiadamente, devemos ir ao outro, e quando o outro extremo nos puxa, devemos fazer força para o outro lado. Precisamos fazer isso até atingir um relativo equilíbrio e harmonia em nossa vida, pois somente com essa interação dos opostos, em níveis mais e mais profundos, é que conseguimos atingir a plenitude espiritual. A vida deve ser sempre um esforço no sentido de unir aquilo que está separado e separar aquilo que está unido, de ir para a direita quando estamos muito na esquerda, e voltar para a esquerda quando estamos muito à direita. Fazendo isso estaremos em harmonia com o “ritmo universal da vida” que aos poucos vai nos conduzindo ao infinito e à eternidade.
Equilibrando-me
Na correria do dia a dia
Tenho tentado me equilibrar...
Corda bamba...
Roda de samba...
Meu receio é não encontrar na roda da vida
Motivos que a vida irão justificar.
Correndo certo
Quando decidimos viver em paz algumas despedidas se revelam imediatamente,
aquilo que tem valor é refletido em sorrisos é enaltecido em poesias,
analisar a própria história trás reflexões sobre as perdas e ganhos, nos apresentam o equilíbrio,
o que nos limita nos impede de aprender, então salvar as memórias boas e sonhar com os recomeços pode ser mantido em segredo mais deve ser vivido,
entre o caos e a calmaria existe uma bagunça de sentimentos, se cobrar tanto talvez não seja o caminho, apenas abra janelas e aprecie o que cada uma tem a oferecer,
a prioridade para tudo começar a melhorar é não correr atrás de pessoas, corram atrás dos seus sonhos, corram atrás do que as faz bem sem ter que gastar o seu tempo atoa.
Eu x Eu
O bem e o mal, o medo e a confiança, a tristeza e a alegria, a raiva e o amor, vivem comigo todos os dias, busco sempre manter o equilíbrio explorando o que a de melhor em mim e mantendo preso na caixa o que me fará mal e aos outros.
Subindo as âncoras
Tua imagem preenche os meus olhos, sempre que isso acontece o meu coração responde com sensações de rejuvenescimento, acontecem reações que alteram o meu corpo, alteram o meu comportamento.
A tua imagem me deu uma certeza, tá na hora de subir as âncoras, pois é certo dizer que já achei o meu ponto de equilíbrio.
Exausto, jamais!
Nunca ficarei exausto. Sempre vou deixar fluir o meu pensar em você, dessa forma a minha adrenalina e um coquetel de sentimentos se manterão acesos alimentando cada vez mais o meu profundo desejo de amar a tua essência.
Mesmo na corda bamba encontrei o equilíbrio perfeito tanto para desviar dos raios de sol que queimavam a alma, quanto para desviar do tombo em direção ao precipício dos sem coração.
O que estava perdido achei, o que estava confuso foi tratado, o que um dia gerou dúvidas hoje tem identidade.
Rumos...
Uma história está sendo escrita sem saber se o rumo certo será feliz ou incerto,
os meus instintos gritam com muita fome e sede de viver essa paixão que habita em mim mesmo sem ter o direito de sentir culpa, o que me resta é apenas conviver com um friozinho na barriga,
esse pensar frenético cheio de energia e velocidade vem chegando de forma nua e crua derrubando muros altos de lutos anteriores construídos pelo meu próprio coração,
as vezes perder o equilíbrio pode ser o motivo central para se alcançar o tempo perdido que um dia nos sufocou, ou pode ser o ensinamento de como aprender a bater na dor, ou talvez possa ser a própria cura que através das nossas escolhas um dia venha a se revelar.
Talvez
Substituíveis sim, esquecidos talvez nunca.
Entre o mínimo e o máximo a uma pessoa, a um coração, então cabe a cada um saber levar na balança do equilíbrio.
As vezes o que se revela concreto pode ter reflexo, pode ser de vidro.
A neve é bonita e fria, um coração quente não esquece nunca mais da sua alma gêmea, já um coração nevado esconde seus sentimentos e se demorar bastante talvez consiga até faze-los desaparecer.
Nem excesso de sensibilidade que nos faça abandonar a razão, nem excesso de razão que nos faça abandonar o romantismo.
Nem muita emoção ao ponto de te fazer esquecer o raciocínio, e nem muito raciocínio que te torne insensível.
Em meio às sombras que dançam ao redor, o amor e o ódio travam uma batalha épica, como dois titãs colidindo em um campo de guerra. O amor, com sua aura radiante e gentil, tenta erguer-se acima das trevas, enquanto o ódio, com suas garras afiadas e olhos flamejantes, busca consumir tudo em seu caminho.
É uma luta que ecoa pelos recantos mais profundos da alma humana, onde as linhas entre o bem e o mal se tornam borradas e distorcidas. O amor clama por compaixão, perdão e redenção, enquanto o ódio sussurra palavras de vingança, crueldade e destruição.
Em cada coração humano, essas forças opostas se entrelaçam em uma dança perigosa, onde a linha que separa a paixão do desespero é tênue e frágil. Às vezes, o amor prevalece, iluminando o caminho com sua luz radiante e calor reconfortante. Mas outras vezes, é o ódio que triunfa, deixando para trás um rastro de ruína e desespero.
É uma batalha que se desenrola em silêncio, nas profundezas da mente e do coração, mas cujas consequências são profundamente sentidas em cada fibra do ser. Pois, onde há amor, também há ódio, e onde há ódio, também há amor, entrelaçados em uma dança eterna de dualidade e contraste.
E assim, a humanidade continua sua jornada através dos séculos, em busca do equilíbrio delicado entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas, sabendo que, no final, é a escolha entre essas forças que moldará o destino de todos.
ALMA IMORTAL
Trago comigo uma alma antiga
Uma alma outonal
Que dança bolero
Que rodopia buscando o equilibrio
Que a ninguém deseja o mal
Uma alma que aprendeu
Com o passar do tempo
De rodopio em rodopio
Que folhas secas
Não sentenciam o final
Benditas sejam as almas
Que seguem pela vida
Buscando a evolução
Sejam elas de qualquer estação
Valéria R. F. Leão
"A Paciência não é uma qualidade!
Ela é uma habilidade, é o ato consciente de preservar a Paz Pessoal frente a um desafio ou adversidade.
Como tal, é como qualquer outra, cuja prática nos amplia e naturaliza o domínio - ela não pode ser concedida, apenas merecida pelos nossos próprios esforços, sendo uma recompensa em sí!"
