Engano
Em momentos decisivos precisamos parar um pouco e buscar entender o que realmente queremos para o amanhã, é importante enxergamos o nosso potencial, entendendo também que essa leitura de nossa capacidade pode denotar um engano. Porque existem capacidades que nunca foram exploradas e só saberemos que a temos quando realmente precisarmos utiliza - lá.
Dentro de cada um de nós existe uma grande escuridão, um vazio muito grande, cheio de angustias, medos, fragilidades e não há nada nesse mundo que consiga preencher essa lacuna, somente alguém externo a tudo isso pode fazê-lo.
Não precisa falar nada
apenas vá!
Deixa assim ficar,
sem despedidas,
nem mais mentiras
apenas o vazio deixado pelo engano,
e o tempo necessário para a ferida cicatrizar.
Siga o seu caminho
Eu sigo o meu
Só não temos o direito
de nos enganar-mos mais.
Sentimentos não serão passageiros se forem reais. As vezes nos enganamos com nossos falsos sentimentos. Não somos culpados. Talvez a vida tenha nos cruzado num momento inoportuno, ou apenas não era pra ser...
Já que preferiu
Me afastarei.
Atrás de você
Eu não correrei.
Pois com sua frieza
Eu me assustei.
O título de trouxa
Na minha testa eu estampei,
Nos alertas dos meu amigos
Eu não acreditei,
Já que a mão no fogo
Por você eu coloquei.
Me queimei.
Pois mais uma vez
Eu me enganei.
Mais uma vez
Eu deixei
Você entrar
Como assim?
Se eu já sabia
Onde isso ia chegar
São apenas círculos
E você é sempre você
Indefinido
Incoerente
Insuficiente pra mim
Ele era o meu príncipe,
Que de encantado não tinha nada,
Seu cavalo era negro como a madrugada,
Seu manto era falso,
Seu cetro a própria iniquidade,
Pior que sapo,
Sapo é bicho,
Não tem consciência,
E ele, sabe o estrago que fez...
Tudo que eu o confiava,
Com suas mãos quebrava,
Assim como meu coração,
Minha inocência,
A nossa aliança que você enganosamente me deu, era só minha,
Casei sozinha,
Você sabia,
Teu dedo da aliança ficou preto,
Da cor da tua alma vazia de engano vasto,
Quem ama, não abandona,
Você foi de longe minha maior vergonha,
Príncipe desencantado,
Me derrubou do cavalo.
Em terras de frustrações nos tornamos prontos para vencer batalhas ou para sermos massacrados pelos elas.
Você não sabe o que é passar sete anos na prisão. (...) Me enganaram. Me usaram como brinquedo. Mas vão pagar por cada dia que fiquei preso.
"Uma das questões mais complexas para se encarar nesta realidade humana, é o fato de que pessoas vivem de enganar os outros, seja para ganho próprio ou por falta de caráter, pois para mim, um dos piores sentimentos que um ser senciente pode sentir, é o de ser enganado por alguém em quem você acreditou".
DISCORDE
Eu quitado estava e nada mais queria
O anseio ansiado a mim face a face
E como um outro alguém te amasse
Te amei, duradouro: - que bom seria!
Tinha cheiro, vontade, me parecia
Que nesse amor o querer, guiasse
E que só a força da paixão falasse
Se teve aperto, também teve alegria
Mas, temporão desmantelou o sonho
A ofuscante graça, era mais um engano
Se um dia compus, não mais componho
Vejo, enfim, que em um afeto profano
Se o dístico ao ardor não for inconho
Discorde é o desencontrado quotidiano
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02, outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela voltou aos planos acusando-o.: "O senhor matou meu rato!" Oxi! Entendeu nada. Chamou ela pra, inconsolável, sentar num canto e se explicar afinal o que ela tava querendo. Aconteceu pra surpresa dele, depois da devida confusão, digo, explicação, que o tal rato era na realidade um hamster e ela queria realmente uma vítima, um remédio pro bichinho doente. Pobrezinho...
Nessa fusão de ideais
contenho intentos reais.
Fechados por repressão,
escapam-me por afoita respiração
os desconfortos da ansiedade.
Tudo se espreme,
cai o véu da verdade,
de um amor que
resiste em segundo plano.
Ignoro a dor.
O que torna tudo mais insano.
A verdade não é sempre bonita; é às vezes feia mesmo, pois ela expressa a realidade da vida ou da existência das coisas. Quem se esforça para ser sempre bela, é a mentira, e, até certo ponto de sua existência, ela consegue ser, utilizando o engano como maquiagem.
