Encontros Inesperados
METADES
Do inesperado
Deu-se o encontro
E fez-se o encanto
Que desfez-se em sonho
Que de tão impossível
Chegou ao fim
Não deixou metades
Porque nada estava inteiro
Só deixou desejos
Só deixou vontade
Só deixou saudade
Em mim...
“Tantas coisas não podemos programar
Um sorriso,um aceno,um olhar
Num encontro inesperado vi nascer
O desejo de estar perto de você.
Eu queria,então,poder adivinhar
O que passa em sua mente,
Com você eu poderia até voar
Eternamente.”(Dato)
Abra-se ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações.
Confie e percorra a sua própria existência.
Eu e você seremos encontro inesperado,
daqueles entre os mais esperados,
de tanto que já sublimamos um ao outro dentro de nós.
Seremos chuva de granizo,
paixão avassaladora,
desejo que faz perder a razão,
(re)encontro em loucura divina.
Amor para ser vivido na raiz de nós dois,
destes que muda tudo de lugar...
capaz de devorar medos, tabus, neuras
e transformar.
Que assim seja amor...
Seja você quem for....
VINTE E TRES
Viestes a mim de longe passado
Inesperado encontro e chegada, aguardado.
Noutros tempos, outros mundos... percorremos.
Te encontrei ou me encontrastes, aqui, bem aqui.
Em meio as letras, dos poemas que escrevi.
Em inebriante sublime reencontro, um amor chamado conforto...
Temos de tudo um pouco, temos muito.
Rumos cruzados, vidas vividas.
Em resumo... dois seres, em apenas um coração.
Setembro que chega, mas que marca, desde 2015 anos atrás.
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Obs: Pegue todos os números acima escritos/dígitos individualmente e some.
Edmilton Pedroso
22/09/2015 - 22:50h
Predestinadas
*Ju Assunção*
De um encontro inesperado
aconteceu o inevitável
Uma amizade da qual o laço tornou-se inabalável
Dividimos o amor e a dor
pelos animais
Trocamos experiências e vivências
Em meio ao caos e às diferenças
Tantas experiências vívidas, compartilhadas
quiçá até roubadas
Mas que nunca serão mensuradas
Experiências trocadas
Com várias gargalhadas
Mesmo em momentos complicados
Agradeço por sempre estar ao meu lado
Nossa história jamais ficará no passado.
Uma lealdade que nasceu ali
Daquele simples sorriso, que só nos fez unir!
A felicidade é um caminho sinuoso que nos leva a encontros inesperados. Não importa o quanto dure uma felicidade, nem tampouco a distância que ela percorre para unir dois seres, que o destino apontou para viverem uma só criatura...Criatura.
Em meus sonhos
Você apareceu, um encontro inesperado.
Olhares que se reencontraram, elo de energias como imãs.
Um sentimento novo, sem explicação.
Nossas almas se encontraram, profundamente.
Agora sei que existe, onde estará?
Talvez só em meus sonhos.
( Edileine Priscila Hypoliti )
( Página: Edí escritora )
Nada é em vão, nem tampouco, um inesperado acontecimento, e um encontro inusitado é por acaso; tudo que nos acontece tem uma razão, modus operandi, uma lição, uma exortação, um precioso legado, presente valioso ofertado por Deus.
Mãos entrelaçadas,
abraço apertado...
um encontro
num dia inesperado!
Toda magia envolvida,
um calor que invade...
desejo, paixão e coragem.
Inesperado o encontro de um amor que ascende em meia uma noite silenciosa, dois corações feridos que encontrão em si o amor que faltava em seus corações uma nova chama um novo recomeço.
Um Encontro Inesperado
O sol se punha no horizonte da praia deserta na Nova Zelândia, tingindo o céu com tons dourados e lilases. O som das ondas quebrando na areia e o cheiro de maresia enchiam o ar. Eu estava ali por acaso, buscando um momento de paz para reorganizar os pensamentos e me conectar com algo maior, um hábito que aprendi a cultivar nos últimos anos.
Com um livro em mãos e os pés descalços afundando na areia fria, caminhei sem pressa. A solidão era acolhedora, mas naquele momento senti uma presença. Olhei para frente e, para minha surpresa, uma figura familiar caminhava na direção oposta, aparentemente tão absorta quanto eu em sua própria jornada interna.
Era ele.
Chris Martin.
Por um instante, o mundo pareceu desacelerar. Meu coração disparou, mas minha mente entrou em negação. Não pode ser ele... pode? A blusa branca de meia estação, a touca que ele parecia usar sempre nos momentos mais descontraídos... era como se ele tivesse saído direto de uma memória minha.
Ele notou minha presença, parou de caminhar e sorriu. Um sorriso calmo, quase tímido, como se também estivesse surpreso com o encontro. Sem pensar, murmurei:
— Você é real?
Chris soltou uma risada baixa, quase cúmplice.
— Depende... Você é?
A resposta desconcertante quebrou minha tensão inicial, e acabamos rindo juntos. Ele se aproximou devagar, como quem não quer invadir o espaço alheio, e perguntou:
— Gosta de caminhar no fim do dia?
Balancei a cabeça afirmativamente, ainda tentando processar a situação. Ele parecia tão simples, tão humano, que minha mente parou de vê-lo como o ícone intocável do Coldplay. Ali, era apenas um homem contemplando o mesmo pôr do sol que eu.
— Isso me ajuda a organizar os pensamentos — respondi, ganhando coragem. — Acho que você entende bem isso, não é?
Chris assentiu, seus olhos claros brilhando à luz do crepúsculo.
— É como música. Tudo se organiza melhor quando estou em movimento.
Por algum motivo, senti que podia ser honesta com ele. Não era o tipo de momento que se repete na vida.
— Nunca imaginei que um dia te encontraria. Sempre pensei que, se isso acontecesse, eu ficaria muda.
Ele arqueou a sobrancelha, curioso.
— Mas não ficou. Isso é bom. O que você diria, se tivesse a chance?
Minhas palavras pareciam presas, mas finalmente consegui dizer:
— Eu escreveria tudo, como sempre faço. Porque acho que só escrevendo consigo expressar o que sua música significa para mim.
Chris ficou em silêncio por um momento, o olhar profundo como se tentasse decifrar cada palavra minha.
— Então, por que não começa agora? — disse ele, tirando algo do bolso. Era um pequeno caderno. — Sempre carrego um. Pode escrever aqui.
Peguei o caderno hesitante e olhei para ele, tentando entender o que aquela cena significava.
— Isso não é real... é?
Chris apenas sorriu.
— Talvez a gente devesse parar de pensar no que é ou não real e só... viver o momento.
Nos sentamos ali, na areia fria, e por um instante o mundo pareceu parar. Comecei a escrever, ele observando com uma paciência quase infinita. Quando terminei, entreguei o caderno de volta, minhas mãos tremendo levemente. Ele leu em silêncio, o sorriso suavizando ainda mais suas feições.
— Você entende — ele disse, por fim.
— Entendo o quê?
Chris guardou o caderno, seus olhos encontrando os meus como se enxergasse algo que nem eu sabia que existia.
— O que eu sempre tentei dizer, mesmo sem saber como.
A noite caiu ao nosso redor, e as estrelas começaram a surgir, brilhando como testemunhas silenciosas daquele encontro inesperado.
E pela primeira vez, não precisei de respostas. A presença dele ali era tudo que eu precisava para entender que algumas conexões não precisam ser explicadas; apenas sentidas.
E é graças aos encontros inesperados dos velhos amigos que eu fico reconhecendo que o mundo é pequeno e, como sala-de-espera, ótimo, facílimo de se aturar...
Ciclos
Histórias diferentes
Encontros inesperados
Fatos inimagináveis.
Tempo que passa
E e se registra de tempos em tempos
Com marcas visíveis.
Encontros e desencontros
Meses e anos
Alegrias e decisões.
Vida que permite sonhos
E trabalha por caminhos desconhecidos
Memórias sem fim
De um amor insubstituível.
Anjo é o arquétipo do homem que sonho; amiúde, o encontro em lugares inesperados; de joelhos, embevedecida, ao seu lado.
