Encontro entre Amigos
Bom dia!
Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
em sua imensurável força
que o tempo não poderá levar
Entre brisas e tons divinos cantam os pássaros, enquanto o Sol, em seu esplendor, ergue-se no horizonte para mais uma jornada de luz e cor por este caminho infinito do céu. É a criação artística perfeita...
Enquanto isso, no fundo, entre as colunas colossais, a estátua da deusa Ísis pensativa, cobria o rosto hierático com um véu que ninguém jamais havia levantado.
A distância entre a visão elevada e o frenesi pecaminoso é muito curta.
[EVENTUAIS OPOSIÇÕES ENTRE CAMPOS HISTÓRICOS]
É digno de nota o fato de que algumas das 'dimensões' - os campos históricos que se referem aos enfoques que são trazidos a primeiro plano nos estudos historiográficos - podem começar por ser construídas na história da historiografia por contraste com outras, por vezes gerando certas oposições mais marcantes, até que em seu desenvolvimento posterior certas interfaces possam ser estabelecidas ou retomadas. De certo modo, a História Social e a História Econômica do século XX começaram a ser edificadas a partir de um contraste com a velha História Política que se fazia no século XIX – e isto resultou no provisório abandono de alguns objetos por estas novas sub-especialidades (por longo tempo, declinariam na prática historiográfica profissional do século XX a biografia de personalidades políticas importantes e a história das grandes batalhas, temas que depois retornaram nas últimas décadas do século XX). Em suma: o caleidoscópio historiográfico sofre os seus rearranjos. E estes rearranjos são eles mesmos produtos históricos, derivados das tendências de pensamento de cada época e das suas motivações políticas e sociais. Os paradigmas acabam sendo substituídos uns por outros, por mais que tenham perdurado, e trazem a seu reboque novas tábuas de classificação.
[trecho extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.21].
[ASSOCIAÇÕES ENTRE CAMPOS HISTÓRICOS: O EXEMPLO DA HISTÓRIA DA MORTE]
Os campos históricos associam-se uns aos outros, de acordo com os vários temas e recortes de pesquisa histórica. Podemos considerar, como exemplo, a História da Morte. Um historiador que esteja preocupado em coligir informações sistemáticas a respeito de uma determinada população historicamente localizada – ou, ainda mais especificamente, sobre os níveis e tipos de mortalidade desta população – estará realizando uma História Demográfica de caráter ainda descritivo, em que pese a sua importância para estudos posteriores. Poderá dar a perceber – através de gráficos construídos com informações cuidadosamente extraídas de fontes seriadas – aspectos relativos à idade média com que costumavam morrer os indivíduos deste ou daquele grupo social, os tipos de morte que mais freqüentemente sofriam (oriundas de doenças, de envelhecimento ou de violência social), os bens que costumavam testar para seus herdeiros, os valores monetários que eram habitualmente despendidos nos seus enterros, os tipos de destino que tinham seus corpos (cremados, enterrados, engavetados), a qualidade da madeira empregada nos ataúdes, a presença ou não de epitáfios, a ocorrência de extrema unção, ou sabe-se lá quantos outros aspectos que poderiam compor um panorama informativo sobre a morte na sociedade examinada.
Este seria obviamente um grande panorama descritivo, objeto possível de uma História da Mortalidade no sentido em que esta pode ser definida precisamente pela recolha deste tipo de informações. A “Morte” propriamente dita é contudo um fenômeno social. Ela gera representações, comoções, expectativas espirituais para os que irão partir e expectativas materiais para os que vão ficar. A incidência de um determinado número de mortes através da Peste Negra, comprovada para períodos como o do século XIV, pode ter gerado na época um certo imaginário, ter produzido transformações na religiosidade, ter modificado formas de sociabilidade, ter dado origem a novos objetos da cultura material (como as velas de sétimo dia ou os caixões da madeira menos nobre para atender à demanda de um número crescente de mortos). Um enterro pode ser examinado no que se refere a certos usos sociais, como por exemplo a presença de carpideiras ou a ocorrência de determinado tipo de discursos de despedida, ou ainda a forma de luto e resguardo oficialmente aceita que a viúva deverá observar para não correr o risco de transgredir as normas aceitas pelo grupo.
Os ritos, costumes, tabus, sentimentos, carências e representações gerados pelo fenômeno da morte são obviamente objetos de uma História Social, ou podem ser também objetos de uma História Cultural, de uma História Econômica, ou mesmo de uma História Política (dependendo da importância simbólica do morto). O historiador da Morte que pretenda fazer uma história que não seja simplesmente informativa ou descritiva, mas também problematizada, certamente encontrará caminhos para estabelecer conexões entre as informações numéricas ou padronizadas trazidas pelas técnicas da História Demográfica e as inferências sociais e culturais. Dito de outra forma, ele se empenhará em realizar não só uma História da Mortalidade, mas também uma autêntica História da Morte.
[trecho extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.23-24].
"Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã filosofia"... é não, my dear Shakes?
Somos todos formas misteriosas guiadas pelo tempo pelo suave, forte, incontrolável vento!? Estamos mesmo à mercê do que o vento faz?
Hoje o vento está de bom humor... um leve rumor entre as árvores a denunciar sua presença. Quase imperceptível... invisível... brincando com tudo o que é bem visível. Não fosse o pra lá... pra cá levemente das folhas... mostrando o vento a brincar... eu nem saberia que ele está lá... a me observar... constantemente indiscretamente.
Mas... e amanhã!? Quem garante que ele não se comporte como um gigante? E ele vai assim se comportar - já há milhares de exemplos pra confirmar. Destruindo tudo, tudo mudando de lugar.... Cansou de brincar, quer, agora, tudo esculhambar... jogar... uma luta com você, comigo lutar.
O vento no tempo soberano a reinar!
Acho que não... acho que o vento se engana quando pensa que está no controle da situação.
Agora... uma coisa sei que há: limitação... total. Há uma limitação em todos nós... só vamos até um ponto... que a nós é permitido... um pouquinho mais!? Acesso Proibido!!
Preocupo-me com isso? Não, claro que não.... Estou mais preocupada em procurar em mim o que está fora de lugar.... na calada da noite... tento-me em mim mesma da melhor maneira minha alma arrumar...
Delicadamente junto meus pedacinhos e com cola bem resistente me ponho a colar...
Outro dia amanhã vai chegar... E eu!?
Bem, eu... eu estarei bem pronta pra por mais um dia caminhar!!!
E de novo, e de novo, e de novo....
... e fim
Entre o desejar e o alcançar, há o árduo trabalho de mergulhar em si, reconhecer virtudes e limitações, acolher tudo isso, ressignificar, e seguir em frente. Seja paciente com você. Acolha-se...
Sabe qual a diferença entre pessoas ?
Não existem diferenças
Cadê um tem seu estilo de vida, sua escolha, sua opção
Temos que respeitar o modo de viver de cada um
Faça você a sua parte, seja você feliz do seu jeito
De o seu melhor sempre
Seu melhor bom dia, seu melhor sorriso
Porque a felicidade é uma escolha, só escolha a sua e seja feliz.
O dia é como uma canção, única e especial , que ,entre palavras e melodias, nos provoca uma sensação real.
Ter o controle sobre ela é ser sobrenatural.
Ou, na verdade, estaríamos nós esquecidos do nosso poder real?
Entre perdas e danos,
escrevia poemas a rodo
no livro de sua vida,
um desengano
Enganou-se sozinho,
pleno de ilusão,
nunca teve, nunca foi seu
aquele coração
Não soube distinguir
qual era a verdade,
nem perceber que ela
tinha-lhe apenas amizade
Entre a loucura e o caos..eu escolho o caos .. loucos somos todos nós... sou apaixonado na desordem ...no conflito, na perturbação do sono , na guerra , na bagunça, na nossa confusão.. toda vez que nós brigamos e voltamos... o ato de fazer amor ... depois daquele ódio todo ... pra mim é o melhor ..não há cama que aguente...não há fogo que se apague ..não há chama que cesse .. o ato da reconciliação é o mais gostoso ... na vida de um casal apaixonado ..
A diferença entre o leigo e o ignorante não se dá pelo conhecimento, mas por aquilo que faz no seu entendimento.
O conflito entre ética e sexualidade, em nossos dias, não é uma mera colisão entre instintividade e moral, mas uma luta para justificar a presença de um instinto em nossas vidas e para reconhecer neste instinto um poder que procura sua expressão, e com o qual, manifestadamente, não se pode brincar e que, por isso, também não quer se submeter às nossas bem-intencionadas leis.
Existe uma grande diferença entre seres vivos e seres humanos.
Seres vivos são todos os organismos que possuem um conjunto de elementos existentes em sua composição, que não existem na matéria bruta, até mesmo as bactérias (ainda que microscópicas) são considerados seres vivos, porque eles podem duplicar-se e apresentam variabilidade genética.
Ser humano é uma espécie viva evolutiva que se difere das demais por possuir inteligência, razão, sentimentos, indulgência, piedade, amor, compreensão, benevolência e senso humanitário.
Os seres humanos também constam entre os animais com características celulares que os permitem ser uma das espécies com maior tempo de vida, mas estão perdendo esta característica valiosa que é viver, os humanos estão esquecendo de viver suas vidas porque estão mais preocupados em ter ao viver . Na busca pelo "Ter", estão esquecendo de viver, contudo as consequências são funestas. A saúde é perdida pelo caminho da ganância e da soberba e depois nem todo fruto da ganância e da soberba poderão trazer de volta a saúde que perderam.
Assim a vida se vai em um sopro e restam apenas fragmentos da soberba enterrados sob resquícios de lembranças daquilo que um dia foi vivo.
Lembre-se, sua saúde é seu maior tesouro, não existe nada no mundo mais importante e mais valioso que ela.
Muitos correm atrás de tesouros mundanos porque pensam que só assim serão felizes, mas enquanto estão nesta corrida perdem sua saúde e depois dela perdida nem todo tesouro existente no mundo trará de volta o seu maior tesouro que é sua saúde.
Sua vida se vai e os tesouros mundanos ficam. Viva por sua saúde, seja feliz por sua saúde, não espere nada para estar bem.
Viva em função de sua saúde, pois sua vida depende dela. Esqueça todo resto, simplesmente viva, viva…
A morte é uma tinta
escrita nesta folha
são as letras, as palavras
de sangue seco, entre linhas
pontos presos, num labirinto
que jazem já sem vida.
