Encontro entre Amigos
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.
DEUS NÃO É AMOR
1. O amor é uma relação direta entre humanos (e requer provas e atitudes).
2. Deus não se relaciona diretamente com seres humanos (não há provas de fala direta).
3. Logo, Deus não é amoroso (ou não há provas do amor divino).
Do equilíbrio perfeito entre caos e ordem emerge a metaordem: o verdadeiro motor da evolução humana.
Substracionismo: o agnosticismo que suspende o juízo entre matéria morta e matéria proto-consciente.
Filhos
Somos pontes
entre eles e os céus.
Cuide com Amor e lei .
Isso basta e interessa!
Forme gente de bem ,
Isso vale a pena, e presta!
O resto a vida cuida
de completar a festa!
Entre o "nunca é tarde para recomeçar" e o ''um dia será tarde para recomeçar'' existe o tempo.
É ele quem decide qual das duas frases faz sentido em cada história.
“As decisões mais difíceis não acontecem entre o certo e o errado, mas entre duas razões que não podem ser ignoradas.”
Hoje o meu silêncio fez mais barulho que o mundo.
Sorri entre vozes,
mas por dentro havia um quarto vazio,
onde nem a minha própria companhia
conseguia afastar a sensação de ausência.
É estranho sentir-se só
quando há tanta gente por perto.
Mais estranho ainda
é duvidar do próprio lugar no coração de alguém.
Talvez eu não precisasse de respostas,
apenas de um abraço que dissesse,
sem palavras:
"Você importa. Sempre importou."
Enquanto esse abraço não chega,
guardo a esperança de que até os dias mais nublados
não conseguem apagar a luz
de quem nasceu para iluminar a vida dos outros.
Dentre as diferenças entre vitoriosos e perdedores, duas delas são: não desistir de insistir e aproveitar cada oportunidade como se fosse a última.
A amizade e o carinho entre pessoas sinceras são como retas paralelas destinadas a sempre se encontrarem no infinito da eternidade.
Encruzilhada
Afrodite fica em dúvida,
entre o lenhador e o rei.
Entre o homem da madeira
e a divindade do vulcão.
Entre o que constrói lentamente
e o que explode quente.
Ela fica contente,
e contida do não saber,
na dúvida da escolha.
Querendo amar os dois,
e sem saber se pode.
Ela se sente humana e não mais Deusa.
E nesse momento,
de tormento e escolha,
fecha a rolha da Ambrósia
e adentra inteira a encruzilhada.
Roga e pede a grande mãe,
sabedoria e pudor.
Mas,
sua alma é de torpor,
furor,
calor,
amor.
Inteiro e verdadeiro.
Pulsante,
sedutor.
Ela quer ir tal qual o vento,
tal qual nuvem,
alada,
fazer ninho em dois corações.
E tornar o lenhador um rei
e o rei,
um lenhador.
Tornar os dois inteiros
e seus,
amantes,
diamantes,
sacerdotes
e machos.
Mas ela ama
e tem medo,
de magoar algum.
Porque sabe,
embora sem entender,
que não pode ser dividida.
E por que não?!
Dividida,
divindade,
de verdade!
Correr em veias de dois corpos ao mesmo tempo,
era só o que ela queria...
Pulsar dois corações!
Duas orações,
que chegam a ela juntas,
no éter,
em duas canções,
lhe pedindo amor
e ela quer dar
e tem para oferecer,
mas,
parece que no mundo real tudo é tão difícil...
Talvez o Deus a dividisse,
mas e o lenhador...?!
E, como essa dúvida gera dor,
ela faz sua mala
e volta para o Olimpo.
Sozinha.
Natasha Treuffar
O homem que se julga conhecedor de todas as coisas é o mais cego entre os homens, pois adora o ídolo do próprio eu.
- Ketty Williams
