Efêmero
Fotografar é...
Fotografar é capturar o instante,
O efêmero momento que passa voando,
E prender no papel, num gesto constante,
A memória que o tempo vai desfiando.
Fotografar é ver além do óbvio,
É espiar a alma que vive escondida,
Transformar luz e sombra em alívio,
Na imagem que guarda o sopro da vida.
É mirar o mundo com olhos atentos,
Desvendar a beleza que muitos não veem,
Revelar os segredos guardados nos ventos,
Os detalhes sutis que poucos retêm.
É fazer da lente um portal do tempo,
Eternizar o riso, a lágrima, o olhar,
Transformar cada clique num monumento
Do instante que insiste em se eternizar.
É dar voz à cena que em silêncio grita,
Ouvir a paisagem que ninguém escuta,
Captar o caos e também a harmonia
De um mundo repleto de luta e ternura.
Fotografar é tocar o invisível,
Sentir na pele o que está além,
É tornar visível o intangível,
Descobrir o que o olhar comum não tem.
É roubar um pedaço de eternidade,
Guardar o agora, para sempre, talvez,
E ao revermos a imagem, em outra idade,
Reviver o passado, a infância, o que já fez.
É um ato de amor e também de coragem,
Desnudar a alma em cada registro,
Contar a verdade, mesmo que a imagem
Nos mostre as rugas, as marcas, o visto.
Fotografar é uma dança de luz e sombra,
Uma busca constante, quase um ritual,
É deixar que o coração assombre
Cada imagem, tornada essencial.
Pois fotografar é, no fim das contas,
Sentir a vida em sua impermanência,
E, com um clique, manter as pontas
Entre o fugaz e a persistência.
É ver o mundo como um milagre raro,
Guardar na lembrança o que é difícil segurar,
E perceber, por um instante tão claro,
Que a vida é breve — mas vale eternizar.
Não raro, testemunha-se o amor efêmero e a liberdade ilusória, tecendo um escudo de mentiras contra a voracidade do mundo.
Em um efêmero instante, se me fossem concedidos meros 10 segundos para articular as profundezas do afeto que albergo em relação a ti, e, por um lapso mais prolongado de 10 minutos, a oportunidade de persuadir-te a permanecer ao meu lado, eu proclamaria que uma década de existência é manifestamente insuficiente para abarcar a plenitude da minha ânsia de tua presença. Com ânsia, ansiaria por possuir uma dezena de vidas, a fim de repetidamente experimentar a intensidade de meu amor por ti em um ciclo ininterrupto.
Numa fugaz e efêmera fração temporal de mero decênio, a tentativa de condensar a essência de minha devoção para contigo revela-se uma empresa hercúlea. Tais segundos, contados em escassos dedos, são ínfimos diante da vastidão do sentimento que me devora, como se, em seu íntimo fulgor, ousasse desafiar a própria natureza efêmera do tempo.
Nos protraídos minutos que se estendem como fios da meada, desejo persuadir-te a compartilhar deste mesmo anseio que me consume. Dez anos, quebrados em seus ciclos perpétuos, apresentam-se como um escasso tributo à voracidade de minha paixão. Seriam apenas o início, quando meu desejo, voraz e insaciável, almeja, na verdade, dez vidas, dez oportunidades para, de forma ininterrupta, celebrar nosso amor em uma dança cíclica e eterna. Afinal, o amor que professo transcende os limites do efêmero e busca a imortalidade nos anais de nossas existências entrelaçadas.
Casulo Efêmero
A alma, imortal e etérea,
Em casulo se abriga, exulta,
Como se na terra, efêmera,
Preparasse a sua volta.
Como o casulo que se forma,
A vida passa, se transforma,
Deixa marcas e ensinamentos,
Nos corações, em sentimentos.
E ao deixar a casca vazia,
A alma alça voo, serena e livre,
Deixando um legado para os seus,
Que ao longo da vida gerou e viveu.
Deixa para trás a morada,
E segue com a alma lavada,
Pois viveu plenamente, deixando marcas,
Nas almas tocadas, nas vidas abarcadas.
Borboleta que encanta, brilha,
É a alma que agora voa, trilha,
Transformada pelas asas do amor,
Em um ser de luz, com cheiro de flôr.
Assim, a morte não é fim,
É uma nova fase, um recomeço,
A alma livra-se do casulo enfim,
E segue sua jornada com apreço.
Que possamos entender a mortalidade,
Como uma oportunidade de crescimento,
Aprender, deixar saudade,
E viver cada momento com sentimento.
Que a borboleta de cada alma,
Deixe rastros profundos na história,
E que a morte, não seja só um trauma,
Mas uma passagem para a eternidade da glória.
O exercício do poder é efêmero; logo o narcisista circense voltará ao casulo do ostracismo para viver a sua insignificância.
A paixão pela fotografia permite enxergar o mundo com outros olhos, valorizar o efêmero e eternizar momentos que, de outra forma, se perderiam no tempo.
O sentido da vida que muitas vezes buscamos no nosso efêmero viver, não está onde pretendemos chegar, mas no caminho que percorremos até ele.
O sempre é uma pena, pois, limitado pelo tempo, torna-se efêmero, cai na areia com leveza mas deixa-se levar pelo vento.
No efêmero palco da existência, o dia de viver desvela-se como uma dádiva única: o hoje. É na efervescência desse momento presente que tecemos a trama das nossas experiências, entrelaçando sonhos e realidade. Assim, o hoje se torna o epicentro da nossa jornada, o lugar onde a vida pulsa com vigor.
O amor, esse sentimento intrínseco à nossa essência, também encontra sua morada no hoje. Cada batida do coração ressoa a melodia da afetividade, convidando-nos a mergulhar nas profundezas desse oceano emocional. Nesse dia, os laços se fortalecem, e a beleza das relações floresce como um jardim em plena primavera.
Contudo, a complexidade humana traz consigo a necessidade de reconciliação. O hoje se torna o cenário propício para o ato nobre de perdoar e pedir perdão. Nas interações intrincadas da vida, reconhecer nossas falhas e estender a mão da compreensão é um gesto de coragem. O perdão, qual bálsamo para a alma, liberta-nos das amarras do ressentimento, permitindo-nos avançar com leveza.
Portanto, que cada nascer do sol nos lembre da preciosidade do hoje. Que cada batida do coração ecoe a sinfonia do amor. Que, no palco efêmero da existência, o perdão seja o protagonista, transformando o hoje em um eterno presente de oportunidades para viver, amar e reconciliar-se.
Na dança intricada entre o efêmero e o eterno, a morte não é apenas um fim, mas um eco que ressoa na eternidade da beleza que deixa para trás em um toque celestial ao ato final...
Em um mundo que muitas vezes busca reconhecimento efêmero, a verdadeira essência da existência revela-se na simplicidade de trabalhar por uma causa, não por aplausos passageiros. Cada passo em direção a um propósito mais amplo transcende a busca incessante por aprovação externa. Viver a vida para expressar, não para impressionar, é adotar uma filosofia que vai além da superfície. Ao dedicar-se a uma causa significativa, somos chamados a contribuir para algo maior do que nós mesmos, desafiando a lógica das aparências e desvendando o poder intrínseco. Nesse caminho, descobrimos que a verdade não reside nos aplausos fugazes, mas na ressonância duradoura que nossa contribuição deixa no mundo. Trabalhar por uma causa é, portanto, viver com um propósito duradouro, enquanto viver para expressar, não para impressionar, é abraçar a liberdade de sermos genuínos em nossa jornada pela plenitude.
“O homo sapiens, esse ser efêmero e inquieto, transcende sua mera corporeidade para se tornar um arquiteto da própria realidade. Os pensamentos, essas partículas sutis de consciência, desdobram-se como constelações no firmamento da mente, traçando órbitas invisíveis que guiam nossa jornada. Quod enmim est erit semper, ecoa a voz ancestral de Hermes, inscrita nas tábuas do tempo, sugerindo que a essência subjacente à tessitura do universo permanece inalterada, como um mantra cósmico entoado pelos deuses. Somos sombras projetadas na caverna platônica, imitando o arquétipo oculto, ou espelhos que refletem as verdades arcanas que residem no âmago de nossa psique. E assim, em um ato de alquimia mental, somos mais do que matéria e carne; somos pensamentos cristalizados, forjados na fornalha do ser, materializados em uma dança efêmera de átomos e significados.”
Chegar lá é algo efêmero, que só se mostra o início de uma fase mais importante ainda, cheia de responsabilidades. Quanto mais desafios complexos, melhor!
A vaidade e a soberba produzem sucesso efêmero, todavia, a humildade sempre será o pilar do êxito perene.
A beleza é imortal, transcendendo o superficial e o efêmero, envolta na sacralidade de tudo que nos rodeia.
Sou feita de emoção não razão mas jamais, deixarei-me dominar pelo efêmero, pela ilusão!
Flávia Abib
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