Efêmero

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Eu sou efêmero. Escutei essa frase, ela é muito forte. Efêmero significa: tramsitório, temporário, passageiro - Mas geralmente usamos no sentido de pouca duração. O que escutei dizia em um contexto do ser humano ter uma duração, sua finitude. Pensei bem a respeito, a frase pode fazer sentido em relação à nossa existência; contudo, depende da referência do que seria essa "pequena durabilidade". De qualquer forma, pode ser importante nos lembrar disso, para ressignificar nossos horizontes, mas só de vez em quando para não nos afetarmos dolorosamente.

Efêmero foi a tua passagem,
Atemporal foi o que deixastes como recordação.

Entre portais


Um aventureiro de almas,


Visitante efêmero de corações,


As vezes invisível, mas sempre presente,


Nas minhas passagens pelos portais das vidas, deixei uma muda atemporal em cada uma delas.

Quem renuncia ao que passa para viver o que permanece não perde; apenas troca o efêmero pelo eterno.

A construção do eu pois eu é simplicidade efêmero diante ser eu.
Para poucos serei eu mais na continuidade do relativismo eu transpoem sentido de ser diante paradoxo da imensidão.
Servo do espelho moral tem varias indagações... o espaço ganha nova realidade pois definitivamente os fragmentos fragis parecem ser pequenos lampejos.
Mais o eu pode ser outra variante buscando ser eu peffeito diante o reflexo do lago aonde morreu afogado.
A beleza pode ser linda no caótico universo.
Nas elipse do sol muda orbita mundo ganham cor diante tela do computador depois para tela dos celulares.
Sentir o espaço muitas vezes sentir seu coração pulsando ate no último momento de vida.
Os gases no espaço formam nuvens para os quais semente do universo se espande um dia claro sera o amanha numa simulação para os quais fotontons sejam base da vida.

Carruagens de defruste marcam desejo efêmero.
Transcende ou sou coveiro da minha essência entre olhos perdidos abandonados pela imensidão.
Vago sob vassalos de minha críticos de minha fala, mortos pelo sentimento de existir.
No silêncio de meias verdades estou olhando o profundo eu no sentido do meu ser...
Meus labios tremem de frio pois a madrugada fria demonstra o luar como sua vitima voraz exclama os ares da neblina. Numa constante sou vento frio que levou suas experiências verbais ate a cova do destino.
Bem estar caindo num copo de cerveja quente pois amargo se contrasta no profundo do esplendor do amanhecer.

Tangente no Efêmero
​Tangente no efêmero o sujeito busca ida a outros patamares em outro país para se divertir a que custo?
Pensar e pensar pois ser fora desde da população se acha grande se diz deus, mas nada é: o epílogo do próprio eprifácil desnaturado da existência.
Sois a corrupção dos dias atrozes.
Lamúrias e farpas o negacionismo.
Furtivo como a serpente esboço sorriso falso.
Sendo esses atos de mundo esquecido por Deus aproveita da ilusão, torna-se fugaz.
Tangente seria a corrupção ativa soma da alienação alheia.

Efêmero viver
(Mauro 1Evaristo)

Você se cobra perfeição
Num mundo de imperfeitos (Sei não!?)
Por certo poderia mudar o olhar
E parar de tanto se cobrar.

Você se cobra acertos
Num mundo pra lá de imperfeito,
Poderia olhar com mais compaixão,
Lapidamos todos no mesmo chão.

Você se cobra tanto acertar
Que esquece de com afeto olhar
Os que estão a volta de você

Todos estão cada um a seu modo lutar,
Olha só, nesse efêmero viver
Faz mais quem sabe agradecer.

feradapoesia.blogspot.com

“Nada fere mais do que o efêmero que parece eterno por um instante.”

“UMA FLOR GELADA SOBRE O MEU TÚMULO”
Não me tragas rosas incendiadas pelo entusiasmo efêmero dos homens.
Deposita apenas uma flor gelada sobre o meu túmulo.
Uma flor silenciosa.
Pálida como os corredores da memória.
Imóvel como os sinos abandonados das catedrais esquecidas pelo tempo.
Certas almas não morrem de uma vez.
Vão tornando-se inverno lentamente.
Primeiro calam os sonhos.
Depois os afetos tornam-se semelhantes a retratos cobertos por poeira.
Por fim, o coração aprende a respirar na penumbra, como uma criatura antiga escondida sob as ruínas da própria esperança.
Quero uma flor fria porque o mundo aqueceu demais as próprias máscaras.
Os homens sorriem com os dentes enquanto apodrecem moralmente por dentro.
Abraçam apenas por conveniência.
Pronunciam virtudes como atores fatigados diante de um teatro decadente.
E aquele que observa demais termina condenado à solidão das inteligências melancólicas.
Sobre meu túmulo não coloquem discursos.
Nem orações repetidas sem sentimento.
Nem lágrimas produzidas pelo remorso tardio.
Apenas uma flor gelada.
Talvez um lírio branco tocado pela geada da madrugada.
Talvez uma camélia cinzenta semelhante às lembranças que nunca conseguiram morrer completamente.
Porque existem tristezas que ultrapassam a matéria.
Dores que não pertencem ao corpo, mas ao espírito cansado de atravessar séculos humanos repletos das mesmas misérias morais.
O homem evoluiu as máquinas, porém continua primitivo nas emoções.
Construiu cidades luminosas, enquanto conserva abismos dentro de si.
E quando a noite cair sobre minha sepultura, talvez o vento compreenda aquilo que ninguém compreendeu em vida.
Que certas almas não desejavam aplausos.
Desejavam apenas autenticidade.
Um único afeto sem artifícios.
Um único olhar sem mentira.
Um único amor capaz de sobreviver ao frio metafísico deste mundo.
Então deixai sobre mim a flor gelada.
Ela será mais sincera do que quase toda a humanidade.

O POEMA DA LIBÉLULA — A EPIFANIA DO ÁTOMO EFÊMERO.
Do livro: Evoca-me.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No pântano ancestral da matéria escura,
onde a podridão medita em seu mistério,
nasci da lama, informe criatura,
sob o silêncio lúgubre do cemitério.
Meu corpo é apenas química transitória,
um breve incêndio em célere agonia;
sou fragmento da cósmica memória,
um sopro condenado à entropia.
Minhas asas, de translúcida estrutura,
são pergaminhos frágeis da existência;
nelas a Vida escreve a desventura
da carne submetida à decadência.
Eu sou a flor microscópica do nada,
um hieróglifo orgânico do destino;
uma sombra biologicamente iluminada
peregrinando pelo azul divino.
Enquanto danço sobre a água adormecida,
ignoro a foice oculta do momento;
cada segundo é uma gota perdida
no vasto oceano do esquecimento.
Ah! Se pudesse interrogar o vento
sobre o princípio e o fim da criação,
talvez ouvisse o fúnebre argumento
da eterna decomposição.
Porque tudo que respira está marcado
pelo selo invisível da partida;
o verme aguarda o corpo fatigado,
como a noite aguarda a luz vencida.
Homem! Não desprezes minha pequenez,
nem julgues minha vida insignificante;
também possuis na íntima nudez
a mesma origem mineral e agonizante.
És pó que pensa, és matéria embelezada,
um pensamento preso à argila fria;
uma centelha brevemente despertada
no imenso laboratório da Harmonia.
E quando meu voo cessar sobre o lago,
e minhas asas perderem seu fulgor,
voltarei ao silêncio sem estrago,
ao ventre universal do Criador.
Pois nada morre na vasta arquitetura
do Cosmos, onde a transformação governa;
a morte é apenas outra assinatura
da Vida em sua marcha sempiterna.
Assim,sou pequena libélula esquecida,
sobrevoando o abismo da existência,
Talvez uma lágrima breve da Vida,
chorando luz na face da consciência.

O reconhecimento público é efémero.

Breve encanto efêmero, distante oculto e vazio.
De tanto te esquecer, lembrei do meu caminho.
É triste ser o desatento, é frio respirar o ar alento.
Estou Caído, deixado por alguém desconhecido.
Ferido, viciado, mas não quero ser interrompido.

Inserida por joao147pedro

Felicidade para mim nada mais é do que um estado efêmero de plenitude, a satisfação momentânea baseada via das vezes por causas supérfluas; mais do que isso, uma palavra para preencher nosso anseio.

Inserida por izomedeiros

Dependendo do modo em que você se entrega as pessoas,a confiança pode ser um efêmero.

Inserida por RafaelSouzahn

No efêmero tempo da vida
Histórias acontecem
Por vezes parecem eternas e reais
Entretanto descobre-se que
De uma insana fantasia se passava

Nos amores ocorrem desencantos profundos e decisivos
Capazes de transformar a mais serena das águas
Em caudalosos rios,
Movidos pela recusa do amor não alcançado.

Inserida por moonsoul

Cecília Meireles

Mortes, perdas, tristezas
Uma vida de incertezas
Com o efêmero e com o eterno.

Do silêncio e da solidão a infância
O mundo fantástico dos livros
A fuga, a busca, a imaginação.

Do encontro dos dois mundos
Cria a consciência e a sensibilidade
Da real transitoriedade de toda a compreensão da vida e da humanidade.

Aprende a maturidade e a individualidade
Com muita distinção e louvor foi professora, pedagoga, jornalista e pintora
Entre línguas, literaturas, músicas, folclores e teorias de educação.

Na literatura a sua infância, suas viagens e situações circunstanciais
Eleva-se na poesia primitiva
Que poesias! Puras, belas e verdadeiras.

Pungente de lirismo transfigurador
E terno de lirismo espontâneo
Simples sonetos de complexos simbolismos
Impregnados das pessoas, dos costumes e dos idiomas.

Uma poesia atemporal
A procura pela musicalidade
Deixa o doce encanto
Do mistério do canto das poesias
A vaga existência e a razão do ser humano.

Inserida por danielliokamura

Não devemos nos aprisionar na dor, nem na alegria
Aprendemos que na vida tudo é efêmero
E nada é constante
Um dia de cada vez, a vida vai passando
As coisas vão se modificando dentro e fora de nós
A gente aprende a lidar e aprende a esquecer
E aprende que existem felicidades que guardaremos para sempre
E existem cicatrizes que nunca sararão
E que diante de qualquer coisa que seja
Sempre haverá outro dia para tentar
Até que se chegue o ultimo suspiro

Inserida por lusantiago3

As pessoas se deixam cegar pelo efêmero e, invariavelmente, acabam descobrindo tarde demais que apenas o que é verdadeiro permanece...

Inserida por priscilaaoliveira

Algumas pessoas crescem após os grandes infortúnios, outras se apequenam ao conquistarem o efêmero sucesso.

Inserida por BASIL