Efêmero
Entre portais
Um aventureiro de almas,
Visitante efêmero de corações,
As vezes invisível, mas sempre presente,
Nas minhas passagens pelos portais das vidas, deixei uma muda atemporal em cada uma delas.
O apego é a âncora enferrujada fincada no fluxo do efêmero, a súplica covarde por permanência, contudo, o único regresso possível jaz na mão aberta, pois o que é verdadeiro não teme a vastidão da liberdade.
A vida é um pulso elétrico efêmero entre o nada que nos precedeu e o nada que virá, que o seu preenchimento não seja o volume, mas a densidade atômica de cada momento vivido, e que sua intensidade seja o único legado.
Breve encanto efêmero, distante oculto e vazio.
De tanto te esquecer, lembrei do meu caminho.
É triste ser o desatento, é frio respirar o ar alento.
Estou Caído, deixado por alguém desconhecido.
Ferido, viciado, mas não quero ser interrompido.
Felicidade para mim nada mais é do que um estado efêmero de plenitude, a satisfação momentânea baseada via das vezes por causas supérfluas; mais do que isso, uma palavra para preencher nosso anseio.
No efêmero tempo da vida
Histórias acontecem
Por vezes parecem eternas e reais
Entretanto descobre-se que
De uma insana fantasia se passava
Nos amores ocorrem desencantos profundos e decisivos
Capazes de transformar a mais serena das águas
Em caudalosos rios,
Movidos pela recusa do amor não alcançado.
Cecília Meireles
Mortes, perdas, tristezas
Uma vida de incertezas
Com o efêmero e com o eterno.
Do silêncio e da solidão a infância
O mundo fantástico dos livros
A fuga, a busca, a imaginação.
Do encontro dos dois mundos
Cria a consciência e a sensibilidade
Da real transitoriedade de toda a compreensão da vida e da humanidade.
Aprende a maturidade e a individualidade
Com muita distinção e louvor foi professora, pedagoga, jornalista e pintora
Entre línguas, literaturas, músicas, folclores e teorias de educação.
Na literatura a sua infância, suas viagens e situações circunstanciais
Eleva-se na poesia primitiva
Que poesias! Puras, belas e verdadeiras.
Pungente de lirismo transfigurador
E terno de lirismo espontâneo
Simples sonetos de complexos simbolismos
Impregnados das pessoas, dos costumes e dos idiomas.
Uma poesia atemporal
A procura pela musicalidade
Deixa o doce encanto
Do mistério do canto das poesias
A vaga existência e a razão do ser humano.
Não devemos nos aprisionar na dor, nem na alegria
Aprendemos que na vida tudo é efêmero
E nada é constante
Um dia de cada vez, a vida vai passando
As coisas vão se modificando dentro e fora de nós
A gente aprende a lidar e aprende a esquecer
E aprende que existem felicidades que guardaremos para sempre
E existem cicatrizes que nunca sararão
E que diante de qualquer coisa que seja
Sempre haverá outro dia para tentar
Até que se chegue o ultimo suspiro
As pessoas se deixam cegar pelo efêmero e, invariavelmente, acabam descobrindo tarde demais que apenas o que é verdadeiro permanece...
Algumas pessoas crescem após os grandes infortúnios, outras se apequenam ao conquistarem o efêmero sucesso.
o beijo nosso
sela aquele mundo
que é meu
que é infinito
e é tão efêmero
que é o paradoxo
perfeito
de nossa existÊncia
o beijo nosso
me avoa
mente
me tapeia
alma
que morre calada
em
nosso beijo
nesse findo toque
nessa grande bagunça
(arrumada)
que é o beijo meu
e seu
que é um minuto de silêncio
(ensurdecedor)
o mundo parado em segundos cortantes
um sentimento desavisado
que nasce
e morre
num beijo nosso
Dói compreender o quanto tudo foi efêmero para você e ao mesmo tempo tão real para mim. Hoje já não entendo o que foi a nossa história, acho que uma mistura de desejos da minha parte e obrigações da tua.
Se a Vida é um sonho efêmero, deixai-me então nunca acordar para não caminhar nessas ruínas decadentes que denominam de "Mundo e Realidade", pois há uma imensidão de jazidas preciosas e abismais de vidas dentro de meu ser que somente eu posso descobrir e desenterrar com o meu coração, aqui, imerso em meus sonhos e devaneios.
