Efemeridade
A VIDA & A ROSA: EFEMERIDADE E SUTILEZA
Só existe beleza naquilo que queremos. Somos autocríticos de nós mesmos e de todos que permitem. Somos a faca e a espada que cortam ferozmente o coração do lobo. Somos lobos sedentos. Somos a água que mata essa sede. Somos a sede que não tem fim. Somos o fim, daqueles que não se permitem sonhar. Somos o sonho, de quem aprendeu amar. Somos o amor, dos que na vida, quiseram lutar. Somos a luta dos dias de sol. Somos o sol brilhando às 5h da manhã. Somos o amanhã, de quem acredita na vida. Somos sol, raio e flor. Somos incontáveis células de amor.
Ao buscar constantemente a efemeridade de encantos passageiros, talvez você esteja perdendo a oportunidade de apreciar o verdadeiro tesouro que tem ao seu lado, aquele que está comprometido em caminhar ao seu lado, mesmo nos momentos mais difíceis.
Nossos corações entrelaçados na teia do impossível, onde a eternidade abraça a efemeridade, e o amor dança nas sombras dos destinos desconhecidos
De tudo, a não observância na efemeridade da vida, torna-nos uma geração embriagada com o ópio da eternidade da juventude.
O que o homem
diante da efemeridade da vida?
Sangue e pó
Entre nervos e juntas
Água,
Chão
Pisa o abismo entre chamas e brasas
O vento sopra
A chuva cai
Oscila o tempo, acalma o temporal
de pingos e pingos umedecida a alma
Da tarde, do ocaso
Esperando o amanhecer!
VIOLA NO SACO
Na efemeridade dos sentimentos de prazer,
temos vezes ou outra, baixar a batuta, girar as craveias que
tesam as cordas, deixando-as relaxadas e em desafino.
A afinidade é deixada de lado, a harmonia em dissonância com a
melodia. O que rezava a partitura deixa de ser o manual que
regia todo conjunto. Hora de enfiar a viola no saco e navegar
por outros horizontes, onde uma nova melodia pode pedir
uma nova afinação, um casamento acústico harmônico e
melódico perfeito em que a alma de tão feliz, a plenos pulmões cantaria.
Talvez o Tempo, por sua irrevogável efemeridade, seja tal qual um rio que não podemos domar; sempre impermanente, recente, irresoluto, enfim, jovem demais para assumir qualquer forma definitiva. É justamente por isso que nós, sujeitos a esse mesmo Tempo, devemos nos tornar parte de seu fluxo: não tentar resistir contra ele, que mesmo assim ele persistiria; tampouco se alienar dele, porque sua extensão é ubíqua às nossas vidas; em vez disso, tornar-se em sua inefável sintonia. A correnteza tem a água do rio em si mesma; o que acontece com a água do rio quando a correnteza é apaziguada? Em verdade, somos cada um o infinito instante sintonizado do todo eterno.
Nós somos o tempo.
Ampulheta do Tempo
Traduzir a efemeridade com poesia
Era tudo que eu mais queria
Mostrando que envelhecer é inevitável
Porém crescer é opcional
Que egoismo é lama de esgoto
Consome tudo o que é vivo e o torna morto
Ensinar que o medo é uma cova mental
Que te prende em sim mesmo e o banha em sal
Te faz o player 2 de sua mente e o obriga
A tomar más decisões em toda a sua vida
Na ampulheta do tempo o abraço é um bom passo
Pois respeito e empatia andam meio escasso
Mostra que as folhas que com o vento caem
São chances e vidas que com o tempo se esvaem
As lembranças e ações de um eterno momento
São marcadores astrais da passagem do tempo
Que resumem e definem toda uma vida
Seja de dores ou amores a resposta é ouvida
"A efemeridade da vida deverá, mais do que tudo ser consumida em adoração a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo com todas as forças"
A efemeridade da vida nos induz ao antagonismo do lapso temporal, quando somos novos queremos apressar os passos e avançar no sobrenatural, já na maturidade, desejosos estamos em nos livrar da fúria cronológica, dos desgastes naturais dos efeitos do tempo, e aí já não há nada que possa ser feito. A variante temporal é uma constante.
Tenho me esforçado para superar a mim mesmo, pensado muito nesta vida, em sua efemeridade, no quão volátil é a nossa situação humana. Enfim, cada vez mais consciente de que tudo é vaidade. O tempo passa cadenciado, sem se deter, seguindo ele todos os seres viventes, e não temos poder sobre nada, a não ser nos entregar ao acaso de cada instante. Vaidade em vaidade, lá se vai a nossa idade. Os nossos planos, em tristezas e alegrias, todos desejando uma intensa felicidade. Entretanto, dura é a nossa realidade.
Ei, moço (a)!
Sobre a vida, vou falar...
Apresse-se, porque ela
não passa devagar!
Sua efemeridade assusta,
Intriga e nos faz pensar...
Vai logo, curta a paisagem
e aceite essa transitoriedade.
O que sabemos
é que nada levaremos...
Só restará a SAUDADE!
Quão breve é o Agora?
Somente o Agora é Agora; o Agora é Fundamento contínuo (dada a efemeridade do Presente, que cadaveriza-se em Passado em relativa questão de minutos, horas, quiçá): está a eternamente construir-se.
Somente o Agora é Agora. Somente o Agora presentifica o Tempo (do) Presente.
Somente o Agora é Agora. Tão somente e, até agora, Sempre.
Somente – e por ora.
A efemeridade da vida nos move a assimilarmos de seus momentos sabedoria, experiência, aspectos positivos, e a buscarmos a convivência harmoniosa entre as pessoas que nos cercam.
