Efemeridade
O Banco e a Janela
A fragmentação e a efemeridade
Sonho como um espaço de descanso
Atônito diante dos caminhos
Inaptidão para a vida
Quando quis tirar a máscara e respirar um suspiro
Estava pegada e pregada à cara
Quando a tirei e me vi ao espelho
No âmbito de meu lar
Já tinha envelhecido.
De tudo, a não observância na efemeridade da vida, torna-nos uma geração embriagada com o ópio da eternidade da juventude.
Cada minuto, um poema em gestação,
A efemeridade da vida, a emoção.
Amor e conexão, temas recorrentes,
Na vastidão do universo, apenas sementes.
Ainda é tempo, sempre é tempo de amar,
De fazer do tempo uma canção a ecoar.
Mostrar ao mundo que o amor é o caminho,
E que em cada verso, há um novo carinho.
Repito em meus versos, em cada recriação,
Lembrando que o amor é nossa salvação.
É ele que, como um rio, nos faz crescer,
Aumentando o tamanho do mundo em nosso ser.
Efémera, a vitória é como a brisa que passa, como o orvalho que evapora ao primeiro toque do sol. Hoje, no cume, brilhamos, amanhã, talvez, no fundo do vale, apenas lembrança. A posição social, esse palco transitório, erguido sobre ilusões, desmorona-se ao sopro do tempo.
Devemos ser o melhor de nós mesmos, quer no topo, onde o vento é mais forte e o frio mais cortante, quer no fundo, onde a sombra nos envolve e a terra nos acolhe. Cada instante pede a plenitude do nosso ser, como se cada respiração fosse a última, como se cada gesto pudesse durar uma eternidade.
A derrota, essa fiel companheira, vem sempre, sutil ou implacável, lembrar-nos da nossa fragilidade. E, no fim, a morte, que conquista tudo, até o próprio tempo, ensina-nos que nada permanece, tudo é passagem.
Sejamos, então, inteiros na nossa efemeridade, autênticos em cada passo, e que a nossa essência seja a única constância na incerteza do viver.
"A vida é um sopro,
cujos ventos cintilam em nossas velas içadas,
em que o tudo,
ou o nada,
não produz rama,
ou faz morada."
"Temos a escolha de dedicar nossas vidas ao acúmulo de bens materiais e formas de poder, que por sua natureza são perecíveis e efêmeros, ou por outro lado, colher o melhor de cada ser, com quem possamos estimar não o ter, mas o comprazer de compartilhar momentos felizes, a solidariedade nos instantes tristes, mas sobretudo, a semeadura daquilo que, ao fim e ao cabo, se constituíra em nosso único e verdadeiro legado, o que de bom houvermos plantado no coração das pessoas enquanto estivermos por aqui, nesta passagem fugaz."
"Segue em frente sem olhar para as circunstâncias, cultiva lírios mesmo em meio aos tempos áridos, embala sonhos sem mágoas ou rancores.
A vida é efêmera, mas nos pertence a escolha do que fazermos dela."
A vida é essencialmente efêmera. Tão efêmera que, no instante em que chegamos ao mundo começa a nossa viagem de volta.
Enquanto possível respirar,
E houver ainda dia após dia,
Se ocupa Ela em maestrar
Das maravilhas, a sinfonia.
Tudo há de transpassar,
Dentro Dela assim o falo,
O mais longo intervalo
Entre choro e despensar.
Nas mãos do tempo perdura
Pressa em mandá-La embora,
Ou devanesceriam, em nada.
De padecer, é então hora
Sob Sua efêmera jornada.
O fim da minha loucura.
"...irmão das coisas fugidias..." como a poetisa assim me vejo , assim me sinto. Percorro caminhos ladeados de incertezas e sonhos. E, as coisas efêmeras como as nuvens , os raios de sol e o tempo acalentam meus passos por aí . Incessantemente vou querer muito mais do que vejo, do que aspiro. Vou sempre buscar flores e céus azuis pelo tempo que eu existir, olhar além do que pode ser visto . Sentir o aroma de jasmim dentro de mim mesmo sendo inverno. Quero palavras que possam clarear o dia pintado de cinza , quero corações abertos para o amor , quero canções brilhantes de sol e luar , quero a poesia nossa de cada dia por toda a eternidade, amém !
O efémero dissolve-se nos horizontes da história, mas as obras literárias ficam para sempre perenes grafadas nas rochas do infinito.
Ei, seu moço aí de cima, não se desespere ou perca a rima. Pois o mundo é uma chacina pra quem ainda não encontrou a ginga.
A vida não quer seu bem, todas as suas certezas serão destroçadas até o ano que vem.
Como dizia um bom sujeito, embora em outro contexto “tudo o que é sólido se desmancha no ar”.
Pois bem, faça o seu melhor, enquanto o relógio em seu pulso diz que ainda há tempo. Mas se o tempo passar e sua consciência pesar, o mesmo relógio em seu pulso vai te ajudar.
Ajudar.
Seu moço, o mundo ainda vai lhe bater na cara, vais ver que a ilusão de que independente de tudo, a pessoa amada ao seu lado vai estar, ainda vai te derrubar.
Seu coração mimado, seu mundinho vai ser abalado, destruído, massacrado. Embora tudo isso; não se desespere ou perca a rima, se desespere ou cai de cima.
A vida é uma só, a efemeridade tem seu gosto.
Tudo nesta vida escapa de nossas mãos, a vida é efêmera, os momentos são fugazes. Nada se leva, até mesmos as frases e as palavras já não são mais minhas. Então por que escrever se nem elas me pertencem? Elas ficam aqui de presente, por fim, ao mesmo tempo são eternas. Mas entanto por que não escrever? Se elas surgem, tratarei de escrever!
Tudo é tão nada nosso,
Nada é tão nada nosso,
Que no fim qual é o sentido das posses?
De tudo?
Ter que se desapegar até das palavras,
Elas são eternas, deixo-as de presentes.
E no fim, já que elas surgem, por que não deixar, não é mesmo?
(09/02/2018)
