Eclipse
O grande eclipse disfarçado de raio solar
Volte seus olhos para os homens do passado, eles não tinham nossa tecnologia, nosso acesso às informações e tampouco nossas ferramentas de otimização de tempo. Porém, se os compararmos conosco, chegaremos à conclusão de que eles possuíam um raio de conhecimento maior, eram mais equilibrados e felizes, sem contar que ética e moralmente falando, não podemos ousar fazer qualquer tipo de comparação, pois, a diferença é abismal.
Será que, estamos regredindo? Alienando-nos? Não somos mais quem costumávamos ser? A humanidade está sofrendo um processo de descaracterização de sua essência?
Vivemos uma falsa evolução, onde os carros alegóricos aparecem recheados de invenções computadorizadas aos nossos olhos, buscando nos encantar e nos esconder o que está por dentro desses “automóveis”, que é o câncer causador de todos os problemas do mundo e principal culpado pela regressão da humanidade.
Em nossa sociedade, tudo é falsidade: falso moralismo, falsas promessas, falsos livros, falsários no poder, oh triste realidade, o que seria de verdade nesse nosso mundo? Agora posso entender Descartes, pois, só o pensamento nos faz existir, em um mundo de inexistência total.
As pessoas pensam que tudo está bem, devorando bolachas e guaraná em suas confortáveis poltronas enquanto o mundo está em guerra.
Guerra esta, que matou e continua matando os nossos irmãos, filhos de uma mesma mãe, que pranteia por enxergar o quão longe estamos daquilo que ela acreditava como ninguém, que poderíamos ser.
Confesso que meu lado emocional ainda preserva um fio de esperança, embora o racional insista em tentar me deixar desacreditado. Mas, não posso me conformar com a apatia da maioria das pessoas, que vivem apenas por viver, como se o mundo fosse um parque de diversões, com algodão doce, pirulito e maçã do amor, cabendo a eles, aproveitarem o ingresso ao máximo e não se preocupar com o amanhã.
E no fim, ter uma vida banal e burocrática, daqueles que não tiveram audácia e intrepidez para lutar por algo que realmente valesse a pena, rolando como batatas em um despenhadeiro, prontas para serem pisoteadas sem poder reagir.
Assim como uma moeda, que tem duas faces, nossa vida também é constituída de um paradoxo, e a diferença entre heróis e vilões está em suas respectivas escolhas, escolhas essas, que refletem no espelho, a verdadeira face de cada um.
Para dar certo a vida não requer alinhamentos astronômicos, à exemplo do eclipse, mas requer - muitas vezes - o seu significado: "deixar para trás".
"Em noite de eclipse lunar,
vistes o amor chegar...
Fostes fiel ao sinal de alerta.
Despertates a poeta,
que em horas incertas,
revela o signo da alma...
Defendestes o coração,
quando a perfeição já não existia...
Com o brilho do olhar fizestes acordar,
aquela cuja a vida adormecia...
Coroastes a rainha, roubando-lhe o reinado...
Desarmastes o exército,
sem conquistar a guerra.
Tornastes a espera dolorida,
enquanto a alegria se calava...
Embalada no sonho que não terminou...
Porque o amor ainda impera... "
Ela é um Eclipse
[Verse]
Ela tem os olhos claros sem fim
Cabelos negros noite de eclipse assim
Muito bela na pele clara tão fina
Batom vermelho destaca sua sina
[Chorus]
Seu sorriso brilha refletindo
Em seus olhos estrelas construindo
Formando em si uma constelação
Feita de luz e de emoção
[Verse 2]
No escuro ela traz o luar
Com sua presença vem iluminar
Cada movimento suave dança
Em um ritmo que só ela alcança
[Chorus]
Seu sorriso brilha refletindo
Em seus olhos estrelas construindo
Formando em si uma constelação
Feita de luz e de emoção
[Bridge]
E no silêncio ouço seu canto
Uma melodia doce e encantando
Seu olhar me leva a sonhar
Num céu estrelado sem pousar
[Chorus]
Seu sorriso brilha refletindo
Em seus olhos estrelas construindo
Formando em si uma constelação
Feita de luz e de emoção
A lua falta um pedaço madrugada em eclipse total da sua alma ausência
Absinto e abismos se unem
nevoa negra entre espinos laminas e linguá alimenta do sangue
O tempo descarrilha e a madruga apalavrável torna se esquadrinha me entre as trevas
O piano em som triste alienia aos timbre da minha mente as notas se fundem com minha paceira solidão
As folhas cair em um toque suave ouso a que do mundo mesmo ao som de tão pouca intensidade
Os gritos só mesmo da minha alma fria
As flores morrem no caminho que andei seca se a erva e cair se a flor
O tempo me devorá pesamentos obscuro querem me beber meu cheiro os fascina
Os vultos salta de gaia em gaia na espreita e dos becos suga os ecos dos meus próprios passos
O gelo sepultura Dorlores tão solene a triste sem ela
Habita a mim solidão não se ausenta num habitar tão desigual
Os ossos me rasgam ao meio e desova tudo que é vivo em mim Caíram flor e o desejo da mortal guardado cruel onde me traga à sublime morte no ardor das chamas
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
O vento sopra frio nas montanhas e colinas alimenta do silencio e escuridão o eclipse da lua mescla a noite gelada
O vazio escolher para mim totalmente fora de controle a morte me beija em sorrisos lentos
As cinzas retalha meus olhos e um zumbido me desnotei-a seguro na olly mas e tudo descontrolado e não a sinto
meus dias se fundem com a noite e tudo se mistura no caos
Gostas entre as veias me alivia momentaneamente doses cavalares de red 101
Partículas se desprende do futuro e no reversor me alucina aparenta ter algo bom lá será que suportarei os dias para ver isso no presente
Meus troncos batidos ate o coração com um único golpe e o plasma vermelho corre nas fendas da alma embriagando meu ser
substância é a tua, que forma latente,
cedem milhares de sombras alheias reflexo somente,
sombras lastreias que revela rascunho malfeito de tua figura túnica negra viço da messe a primeira é de tua beleza um resumo,
O segundo com tua bondade parece
formas mais belas meus traços presumo graça visível
Ninguém tem, como eu, coração tão constante.
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Existe um momento para o Eclipse da Paixão acontecer no céu do coração, basta que a força do amor encontre seu Sol e a sua Lua!
Os avós observando as galerinhas. Disputando espaço para ver a eclipse lunar. Uns falavam mais alto do que outro. Com celular de última geração para tirar fotos da Lua. Eles estavam esquecidos nos cantos da sala. Ninguém lembrou de levá-los para participar deste evento. Afinal, eles dão trabalhos. Não andam. Estão velhinhos gagas. E ninguém se propôs a interagir. Nem celular eles têm!
- Olha a lua q linda que tá hoje! Gritava alto uma das adolescentes, para que todos pudessem ouvir. Click. Click. Todos tentando pegar o melhor ângulo da eclipse. - Olha que linda! Esqueceram os idosos sentados e pensativos.
Mas, a lua... Os filhos, os primos e amigos estavam em festas. A Lua!!!!
Desatentaram-se. Ao que está tão raro. O Amor! Quase q extinto. Raro de se ver.Até existe sim. O "amor" pelo interesse. Tá até espalhado pelo mundo. Mas, o amor genuíno. Raríssimo. Tão extraordinário qto a lua distante. O amor. Tão lindo quando há entre os irmãos. Impossível ser registrado pelos melhores celulares.
A Lua passou!!! Os momentos foram registrados. As fotos. As melhores. Foram postadas. Quantas curtições!!! 👍👍👍👉👌 Ops! Dois últimos não.
Quando tudo acabou. Alguém se lembrou de levar, aqueles que tanto deram amor aos filhos e netos, para a cama. Um dos filhos fez q já não existiam. Impaciente. Tiveram de cuidá-los. Obrigação.
Enfim, muitos perdem tempo com algo tão distante. E que não aquece a alma da humanidade. Sendo objeto de exploração do homem. Enquanto, que o amor transforma o mundo. Combate o ódio, o preconceito, a desunião, a destruição. Inclusive, a ganância q está destruindo o planeta. O AMOR entre os q estão próximos. Que até há de preservar a lua da destruição humana. Pq a terra já está comprometida.
Até a próxima eclipse! O amor está aí do lado. Aproveite!!
algumas saudades são como o sol e a lua, que não podem se encontrar, outras são como o eclipse que se encontram mas não podem se tocar...
Procurei um lugar no campo, todo descampado, para ver o eclipse. Chegando no campo olhei para o céu, um céu azul, com cheiro de inverno. Não encontrei uma única estrela, a poeira foi grande estrela naquele momento. Pairava no ar, um imenso vazio , entre os sons dos automóveis que circulava na pista. Pegando o caminho de casa... Entrando na cidade avistei o eclipse, segui a sua direção até um local que dava para vê-lo bem, atrás da mansão dos mortos. Contemplei por alguns momentos tudo que estava ao meu redor e, toda a infinidade do infinito... chegando em casa, entrando no meu quintal encontrei o maior espetáculo do céu e da terra, aquilo que fui procurar longe, sempre esteve perto de mim....
Eclipse
Hoje,
sinto uma inquietude
correndo pelas minhas veias,
Arranhando a minha paz,
Solenemente um ar triste
deseja possuir-me,
Mas,
me encontro
Indisponível.
Formalmente digo não,
e busco a minha alegria
que ultimamente
anda muito fora de casa
apagando as luzes
da minha estação.
Mas olho,
e, ao olhar,
me sinto inteira,
mesmo quando,
em pedaços,
vou construindo
meus dias
solares.
(Suzete Brainer)
