Durma bem meu Anjo
- O REFLEXO...-
Eu sempre fui muito solitária
meu reflexo no espelho era meu único amigo
mas eu sempre sentia algo estranho sobre ela...,
mas eu nunca esperaria que até mesmo meu próprio reflexo seria capaz de me trair..
Meu corpo é teimoso por demais... eu bato a porta, te mando embora e o safado, bandido te chama de volta ...implora tua pele, teu toque, teu calor, tua pegada....meu corpo tem vida própria...pulsa, lateja, arde, queima, arrepia, deseja ... ter-te aqui denovo, outra vez...e eu que não sou louca nem nada, apenas obedeço ...cedo as vontades do meu desejo insano de matar o que está me matando ...sou sedentamente louca por você...
Devolvo tua voz
Para teu gorjeio extasiar-me novamente
Teu canto que encanta meu presente
E no futuro te quero nunca ausente
Encante-me como sempre fizeste
Feche somente tuas asas em meu corpo quente
Que ferve ao sentir teu respirar na pele
Quero silêncio apenas das madrugadas
E em teu ninho deitada
Adormecer lentamente.
Mesmo depois de tantos anos, meu peito ainda dói, dos meus olhos as lágrimas ainda escorrem ao ter notícias suas...
Alentejo -
P'los prados verdejantes
do meu Alentejo
há rebanhos de solidão
que pastam horas solenes,
guiados p'lo cajado,
conduzidos ao bordão:
campos-de-silêncio
de lirios pintados
de roxo adornados
nas telas do Coração!
Oh Ceifeira do monte! ...
Ceifas ao relento
ceifas à calma,
deixa que te conte,
ouve este canto,
leva as minhas penas
a Saudade e o pranto!
E quando à sombra do montado
enfim descanso minhas culpas,
repouso meus pecados,
agradeço ao Universo
e deixo ali um Beijo:
serás sempre tão meu,
meu-doce-Alentejo!
Hora Vil -
Vai alta a madrugada
no raiar da solidão
batem tristes badaladas
no meu pobre Coração ...
Dobram sinos cansados
da minha desilusão,
horas mortas, veladas
guardadas num caixão.
Tumba em que me deito
leito que não mereço
Alma sem jeito
Sonho em que pereço.
Nada mais me resta
nesta hora vil,
poiso a pena de Poeta,
choro e adormeço!
Encanto -
Tu pensas meu Amor
que Eu não sei o que tu sentes
quando os olhos Teus tocam
nos Meus ... a que engano te entregas!
Sei que sentes as noites-de-Luar
em que me afogo quando não estas ...
Sei que ouves no silêncio palavras,
barcos perdidos, ancorados no cais da Saudade ...
Sei que olhas o mar e me embalas nu!
Meu berço de aromas, sanguíneos,
lilazes de odores perdidos na bruma.
Tu pensas meu Amor
que Eu não sei o que tu sentes
quando os olhos Teus
não tocam já nos Meus ... a que engano
te entregas, a que fantasia te despojas!
Sei que não me vês
nesse espelho em que te olhas ...
Sei que queres o meu corpo
e que o desejas com fervor nas noites de breu
em que te deitas ...
Sei que em Ti a noite não torna ao Dia
nem o Dia sai da noite ...
... e que o efémero fez de nós Eterno,
ainda que distante, louco, ofegante,
tão pouco ... mas Intemporal!
Óh meu Amor!
Tu pensas que Eu não sei ...
A que engano te entregas,
a que fantasia te despojas,
a que mentira tu te inclinas ... torna!
Não deixes que o nosso Reencontro
venha tarde!
Novas Cores
Quero ficar aqui sentada,
Entender este meu silêncio,
Esta vontade de não
querer fazer nada,
Mas odiando isso tudo
Que estou sentindo por dentro.
Lá no fundo Contudo,
Confio nesta espera
Que tanto quanto esperei,
Onde meu mundo pálido
Por um adeus flácido,
Receba novas cores e
Esgote-se em um abraço
Ou um beijo de alguém.
Jorge Jacinto da Silva Junior
O ESTORVAR DE UMA PAZ VERDADEIRA
Meu coração ocluso de sentimento
Se ergueu de emoção
Pois alguem despertou uma paz divina
Sem ao menos segurar em minha mão
Sua voz era suave como uma sinfonia de amor
Trazia uma paz tão digna
Sem a necessecidade de clamor
Seu sorriso era meu motivo de viver
Seu perfume era minha forma de te sentir
Seu abraço era energia que me mantinha de pé
Foram poucos momentos
Eu desejei que fossem milhares
Um verdadeiro amor nascia entre os espinhos
Espinhos que nos impediam de ser dois pilares
Nos entrelaçavam e nos deixavam bem pertinho
Um amor tão proximo
Doido ver que espinhos nos impedem de viver
Vidas que terminaria em felizes para sempre
Mas que os espinhos obstam e prevalecem
Este poema é para vc minha querida Ho.....
Que esse sentimento não seja exclusivo, pois imaginar como imaginei, planejar como planejei, nunca vou me dedicar tanto ao que sonhei depois que te encontrei...
Insónias Conscientes -
Trago no meu peito a imagem de mil espaços
a dor do paladar que a Vida deu,
sinto-os em mim num só abraço
e tudo o que de mim por lá morreu!
Julguei que eram seguros os meus passos
e que o firmamento era só meu,
caminhei nessa ilusão dos meus cansaços
verguei, caí, rasguei um denso véu!
De monsaraz fui mais além,
além ond'esses nunca chegarão,
e tudo o que lá vivi, ocorreu para meu bem ...
Minha Vida é hoje um de repente
cheia de insónias conscientes
que monsaraz ainda não sente.
Meu Amor...
Que por um caminho de flores nessa noite tu possas passar...
Estarei á te esperar...
Tenho tanto amor para entregar te...
Quero dançar esse amor contigo sob o céu estrelado...
Nós seremos a música a embalar esse doce momento, um alento para as nossas almas...
Que se sentem mesmo á distância.
Que vibram alegria e esperança.
Que por um caminho de flores o amor possa passar...
Enxergando toda a verdade que faz meu olhar com o seu rimar...
Vem Minha Gostosura...
No meu corpo repousar...
A gente sabe que o amor é um amanhecer de sonhos feitos para realizar...
Dentro de nós.
Que despertamos da realidade para esses sonhos viver...
Com aquela vontade de navegar...
Com aquele desejo de amar...
Com a certeza de que todos os dias seremos música e poesia fazendo dos sonhos o nosso lugar para escapar e um no outro se deixar ficar...
Amor... encosta - te aqui no meu peito.
Deixa eu te afagar, espantar essas tristezas...
Olha pra mim!
Meu olhar tem muito amor por ti.
Pois o seu amor fez morada em mim...
Vem, fica aqui, pertinho.
Não te prometo encantos todos os dias.
Mas sempre estarei com os meus braços abertos pra você entrar e se aconchegar...
Vem...
Encosta aqui tua vida, teus medos, teus anseios...
Não te prometo muito, mas muito amor te prometo.
PARTILHA
Sinto a inspiração que percorre
Por toda a entranha de meu ser
Quando de ti o verso a escrever
Saudades, que de dantes escorre
Sinto a minh’alma em um porre
De carência, roubando o prazer
Do tempo, que mais quer viver
Quando na prosa o vazio ocorre
Sinto não ter o cuidado presente
Se a tua falta, agora, é realidade
E os versos os sussurros da gente
Sinto no peito toda a infelicidade
E na partilha uma dor que se sente
Dum amor que perdeu a vontade!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 setembro, 2022, 21’14” – Araguari, MG
Eu sei do meu egoísmo
Eu te gosto como um fogo
Que me deixo queimar pra poder me sentir
Mas nunca caio na besteira
De deixar esse fogo me consumir
Do "buraco" que eu saí, meu filho não passará nem na frente. A obrigação dos pais é dar uma vida digna aos filhos!!
16√09√22
