Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos
[...] Posso te dizer que teus braços junto aos meus me faz viajar pra tão longe, mas um longe assim bem distante mesmo, que nem eu mesmo sem onde fica. Os teus olhos, a tua boca, o teu sorriso, a tua voz, o teu jeito, me fascina de uma forma que viro uma criança, é assim que eu me sinto uma criança, protegida, cuidada e amada. O que eu posso querer mais se tudo que buscamos nessa monotonia da vida é isso, felicidade.
Ao teus braços sou presa
No ponto de nem olhar para fora
Quero ser livre
Como a água salgada que toca a praia
Não sei viver sem teu beijo
Não te vejo prendendo outro corpo
Teus olhos meigos me confortam
E teu egoísmo me prende
Em uma só corrente
Que hoje quero me soltar
E em fim ser livre para voar.
Você está por ai, nos braços de outra pessoa fazendo suas promessas de sempre. E eu aqui, esperando o fim do mundo, que com certeza vai chegar antes de você.
A tristeza é coisa de momento
Ela te pega, te coloca nos braços e te faz delirar os pensamentos.
A alegria é o inverso te joga no chão, te faz rir e sabe que tens Coração
Você me pedi pra te esquecer, mas o que eu faço com essa vontade de te ter em meus braços aqui agora.
Condena-me de amor viver morrendo!
À sentença justa da prisão perpétua nos teus braços.
Priva-me da liberdade de outros beijos escolher além dos teus,
gradeando minha alma desta liberdade de amar você.
Algema de almas gêmeas, gemidas de querer.
Água doce de quem tem sede, de quem não cede,
de quem espera matar a sede nestes teus beijos caudalosos.
Condena-me de beijar viver sedento!
À sentença doce desta sua água de beijar.
Amada mulher iluminada, aqui também canto teu nome.
Em versos livres na prisão da liberdade,
de querer ficar mais um dia, mais uma vida,
mais um verso nessa vida de amar tão livremente.
O que move o mundo é o movimento dos teus braços. O que mantém o mundo parado são teus braços cruzados.
Sentado à beira-mar
Sentado à beira-mar,
Com o corpo levemente curvado
Braços apoiados em suas pernas
Com o livro da vida nas mãos
Olhar perdido por trás das lentes
Alheio ao vai e vem dos pedestres
Que vez ou outra param para fitá-lo.
Sentado à beira-mar,
Alheio ao vai e vem das ondas em sua retaguarda,
A aurora e o arrebol,
A noite enluarada acendendo as estrelas,
O orvalho e a chuva,
A brisa suave e a ventania.
Sentado à beira-mar,
Inerte, dia após dia, integrado ao seu silêncio
Divagando em sua própria quietude
Sem preocupação com o tempo
Seu tempo agora é eterno.
E agora Carlos?
Que não há mais pedra em teu caminho...
Drummond e agora?
E agora que você se foi
Poesia não escreve mais...
Carlos... E agora?
E agora você?
(homenagem póstuma ao grande poeta Carlos Drummond de Andrade)
Ninguém é livre. Ninguém é feliz também. Entre sentir o vento de braços abertos e dar um sorriso, existe um cadeado que você esconde por não ter a chave.
MÃE
Mãe os teus braços sempre se alargam
Apenas na carência que meus olhos dão
Necessitados e prontos dos teus abraços.
E não se esquece o beijo de mim
Quando me retenho demorado
Dentro dos meus sonhos
Que quem me lembra é você.
Mãe, querida do meu pai querido
Que também me abraça e me segura.
Passando dos ponteiros que o tempo conta
Meu pai me conta histórias de que seriam
Quem sabe a vida que a mim queria.
Não por reencarnação que me pedia
Dos remendados tiras de panos
De seus caminhos.
Mãe do meu pai, muito mais filho
Mulher a minha, a mãe que é
Minha mãe, que do meu pai exala-se amor
Mãe que de mim, ternuras e receios
Contai-me agora já que os meus
Exauriram-se de acontecer.
Será que a teu entusiasmo é medo
Ou será que o teu medo é audácia
Quando isto causa em nós temor que sai
Sobre do mundo em blocos longos
Sobre os meus ombros e do meu pai.
Um encontro casual no Casual a conheci,
lá de cima, de braços abertos, és abençoada.
Capturas a alma com sua música,
capturas o Amor com seu sorriso,
o sorriso, sua marca registrada.
És matéria prima da poesia,
fábrica de poetas apaixonados.
Seu calor desfaz a frieza de corações.
Por ti perdi um Amor,
porque Amar-te é grande demais.
Maravilhosa e cheia de encantos.
Nossas almas cantam
Vejo o Rio de Janeiro...
Estou morrendo de saudades.
Não, não ficarei com saudades,
porque saudade é pra quem vive longe
e a Vida só acontece junto de ti...
A tristeza que se achegou não me consumiu, estou aqui de braços abertos, ciente que poderei cair, mas preparada para levantar, muitos me chamariam de inconsequente, que seja! Do que vale viver se não houver os riscos? Estou preparada para chorar, para gritar, pra me surpreender e até mesmo me decepcionar, quero amar, quero ser amada, quero bater e depois até levar umas palmadas, quero viver, beber, cantar, dançar, ser feliz mesmo na infelicidade, o sofrimento me faz descobrir a minha força, e a minha força é parte do que sou, e o que eu sou? “Ahh”, nem sei, na verdade.. Pouco me importa, em quanto não descubro, vou ser alucinante, irregular, ilegal, sempre fora do normal!
Porque mesmo quando não estou contente, eu abro os meus braços, sorrio, e deixo a chuva tocar meu rosto, porque mesmo que o meu coração esteja em pedaços, meus sonhos continuam firme e forte.
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