Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos
Não me peça para aceitar a finitude,
depois que em teus braços eu provei o gosto da eternidade.
Como dizer ao meu coração que tudo teve fim,
se ao teu lado o tempo deixava de existir
e o amor parecia nascer para sempre?
Porque o amor, quando é verdadeiro,
não vai embora — ele fica,
em marcas silenciosas que a alma carrega,
cicatrizes doces que o tempo não apaga,
lembranças que ainda sussurram o teu nome dentro de mim.
Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.
Rodeio no Amanhecer
Rodeio no amanhecer
da vida me leva
nos braços amáveis
da esperança bonita
de continuar tendo
fé nesta vida linda.
Rodeio no amanhecer
do amor me carrega
para os teus braços
para ir sempre
por onde você for.
Rodeio no amanhecer
do mundo me faz
crer que a hora quem
faz é o agora sem
nenhum pouco arrefecer:
vou esperar e te receber.
Flutuou e entregou
tudo nos braços
dos espaços do tempo
como quem descarrega
bagagens em alto mar
até esvaziado ficar.
O Socorro que Clama por Nossa Ação
Por muito tempo, eu vivi de braços cruzados na esperança de um milagre extraordinário. Diante das tempestades da vida, eu não ia à luta porque ficava esperando o barco passar, o helicóptero surgir do céu, o exército chegar ou que o próprio Deus descesse para resolver os meus problemas. O que a minha cegueira espiritual não me deixava perceber era que o apoio divino já havia sido enviado de tantas outras formas. A ajuda já estava ao meu redor na força dos meus braços, na clareza da minha mente e nas oportunidades diárias. Eu insistia em esperar que alguém fizesse por mim o que era da minha inteira responsabilidade. Entendi, finalmente, que Deus nos dá as ferramentas, mas somos nós que precisamos cavar o chão. A fé verdadeira não espera o resgate sentada; ela reage e corre atrás da vitória.
Não quero está naquele dia, distante dos braços de Deus, pois sei do tamanho da dor, que haverá em nós.
A fé não é ficar esperando de braços cruzados. É ter a certeza de que Deus nos dá a força, mas quem dá o passo somos nós. ✨🙌
Já fui menino
Andando de braços abertos
Em cima de muros altos
Avesso a qualquer redoma
Incauto e descalço
Um gênio sincero
À espera ingênua
da imensa luz que dissipasse as sombras
E somasse sempre aos sonhos
Desenlaces concretos
Menino inquieto
Que um dia caiu de nuvens
Levantou-se
E sem chorar foi seguindo a vida
Alheio às coisas do mundo
Crédulo e feliz
A cada nova jura
Num tempo que não jura nada
Mas cumpre
A cada ameaça que porventura
Tenha vindo acompanhada de sorrisos
Sou menino perdido ainda
Atrasado na tarefa de crescer
Prefiro morrer assim
Não quero que digam no final
Que eu tenha sido igual a eles.
Edson Ricardo Paiva.
É nos teus braços que me encontro, nossos corpos suados de prazer. Ali, na penumbra do quarto e no silêncio que se segue à nossa entrega, o mundo lá fora simplesmente deixa de existir. Sinto o compasso da tua respiração acalmar aos poucos, misturando-se com a minha, enquanto os meus dedos traçam caminhos invisíveis pela tua pele ainda quente e arrepiada.
Cada toque teu parece deixar uma marca, uma faísca que promete reacender o desejo a qualquer instante. É uma dança lenta de olhares e sussurros mudos que me confirmam o quanto pertencemos um ao outro. Quando o teu olhar encontra o meu, carregado de intensidade e carinho, percebo que a verdadeira magia não está apenas no fogo que nos consome, mas na paz infinita que me invade.
Ali, enlaçados sob os lençóis, somos pura vulnerabilidade. A exaustão física cede lugar a uma conexão profunda, onde não precisamos de palavras para dizer "eu te amo". Naquele instante perfeito, não somos mais dois; fundimo-nos num só. E o meu único desejo é que o tempo pare, para que eu possa morar nesse abraço pela eternidade.
É nos teus braços que me encontro,
Sem pressa para amanhecer,
Num laço ardente, doce e pronto,
Nossos corpos suados de prazer.
A pele quente, o peito em calma,
Num abraço que nos faz um só.
O teu calor transborda a alma,
E o mundo afora se desfaz em pó.
A fé é abraço invisível que sustenta, quando os braços humanos já não alcançam, esse abraço segura e faz seguir, basta sentir que não estamos sozinhos.
Filho Amado, Hoje Eu Te Curo, Hoje Eu Te Restauro
Tu és Meu Filho Amado
Te Pego em Meus Braços, Vem Com Teu Pai.
Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas.
Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés.
O tropeço, para esses, não é punição: é convite.
Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio.
A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades.
Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo.
Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar.
Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor.
O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento.
Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa.
A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela.
Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam.
Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade.
No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia.
E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição.
Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.
Às vezes, tudo que precisamos para cairmos nos braços do Pai é só um
tombo bem tomado.
Há quedas que ferem o corpo, outras esmagam até o orgulho.
Algumas arrancam de nós aquilo que passamos anos tentando sustentar diante do mundo: a falsa sensação de controle, a autossuficiência, a ilusão de que conseguimos carregar a vida nos ombros sem precisar de ninguém.
E talvez seja justamente aí que muitos finalmente encontrem Deus — não no auge da própria força, mas no limite dela.
Porque, enquanto tudo parece funcionar, é comum confundirmos conquistas com capacidade absoluta, vitórias com invulnerabilidade e caminhos desbravados com mérito exclusivo.
Mas, quando a vida desaba, quando os planos falham, quando a dor atravessa as certezas e o chão desaparece sob os pés, há uma verdade difícil de ignorar: somos muito menores do que imaginávamos.
E é curioso como, muitas vezes, o colo de Deus só se torna perceptível quando todas as outras seguranças falham.
Não porque Deus precise da nossa dor para se aproximar, mas porque há barulhos dentro de nós que só o silêncio do sofrimento consegue interromper.
Há arrogâncias que só a queda desmonta.
Há corações tão endurecidos pela vaidade, pela revolta ou pela distração que apenas um tombo bem tomado é capaz de fazê-los olhar para cima novamente.
Ainda assim, até na queda existe graça.
Graça por permanecer vivo…
Graça por não enlouquecer…
Graça por encontrar amparo onde antes havia apenas desespero…
Graça por descobrir que Deus continua acolhendo até quem passou anos fugindo d’Ele.
Mas existe um perigo muito tentador depois do recomeço: transformar a misericórdia recebida em troféu pessoal.
Como se a restauração fosse um certificado de superioridade espiritual.
Como se Deus tivesse escolhido alguns por serem melhores, mais dignos ou mais especiais que os outros.
Quem realmente conhece a graça entende que ela não humilha os caídos para exaltar os restaurados.
Pelo contrário: ela lembra diariamente que ninguém se sustenta sozinho.
Por isso, testemunhar o bom e misericordioso Deus exigemuita honestidade.
Exige reconhecer que foi socorrido, não premiado.
Que foi alcançado, não priorizado.
Que o milagre não aconteceu porque havia merecimento suficiente, mas porque houve amor e misericórdia suficiente da parte do Pai.
E talvez uma das principais responsabilidades de quem foi levantado por Deus seja impedir que outros pensem que a fé é recompensa para perfeitos, quando na verdade ela sempre foi abrigo para necessitados.
Que todos quantos experimentarem a graça de cair no colo de Deus sejam fiéis e leais o bastante — em atos e palavras — ao ponto de não deixar ninguém confundir graça com merecimento ou sorte!
Graça e Paz!
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