Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos
Mas estou aqui, aguardando você de braços abertos a qualquer momento.
Então vem, que eu conto os dias conto as horas pra te ver, eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você, sem você.
Não te entregues aos braços da dor pois ela vai te deixar cair,te entregues aos braços da fé que vai te deixar em pé.
Registro de Voos
Levados nos braços do ar
foram-se a tranco e barranco
será que se cansaram de estar em branco?
Caíram no rio que os levou ao mar
o sol os secou, novo vento os levou a voar
e os papéis não são mais os mesmos
Fartos de experiência real
pois nessa aventura mundana
chegaram a tocar na lama
Seguem já não tão alvas
nos braços do tempo
as folhas sem palavras
Levam em seu corpo de celulose
registros de sua metamorfose
fruto de experiências
Sem letras, canetas e impressoras
parecem pessoas
sem lingua humana
Sabemos que podem voar
embora reconheçamos
diferenças de papéis dos humanos
Voam, levando ou levados
cada um do seu jeito, na cabeça ou no vento
e seus voos são registrados
Alguma coisa, segurou-me os meus pés
Algo tomou-me pelos braços, ombro e costa
Minha cabeça pende de um lado para o outro
Minhas mãos tremem
Meu coração pulsa veementemente acelerado
Meu ar quase falta
Penso que sei o que é,
Mas abrindo mão da certeza,
Entrego-me
A fim de saber, como livrar-me.
Como Ser Feliz no Brasil
O Cristo, lá do alto, não abre mais os braços —
estão cansados.
Ele olha o Rio e chora.
Chora como quem já não tem mais lágrimas,
só sangue.
O sangue desce pelas vielas,
mistura-se à chuva,
escorre pelas escadarias do morro,
lava o rosto de uma cidade que esqueceu o que é piedade.
Uma menina grita —
o pai caiu no chão, o peito aberto, o olhar parado.
Ela chama, chama, mas ninguém vem.
E o Cristo, imóvel, observa,
com o olhar pesado de quem carrega todos os mortos
e os que ainda vão morrer.
O policial também caiu.
Não é herói, nem vilão —
é um corpo traído pelo Estado,
um corpo sem preparo, sem futuro,
usado como escudo na guerra dos que nunca sobem o morro.
E o povo grita.
Mas o grito se perde.
Sobe, se mistura ao vento quente,
vira eco, vira reza, vira desespero.
Do outro lado da tela, nas redes,
há quem sorria.
Blogueiros, políticos, comentaristas de sofá —
todos erguendo taças,
festejando o sangue que correu.
Dizem que não foi chacina,
foi faxina.
Mas não eram bandidos.
Eram pais.
Eram filhos.
Eram avós, mulheres, trabalhadores,
gente que sonhava com o mínimo —
sobreviver.
Gente que acreditava,
mesmo que por instinto,
que ainda existia um Brasil para lutar.
Mas o Brasil não olha para os morros,
não sobe as escadarias,
não investe nas escolas,
não abraça o povo.
O Brasil aponta.
Atira.
E depois comemora.
A dor, agora, não cabe mais no peito.
O choro se mistura à lama,
o sangue vira notícia,
e o corpo negro —
o corpo que sempre foi o primeiro a cair —
vira espetáculo.
Dá ibope.
Vira estatística.
Vira silêncio.
E o Cristo, lá do alto,
já não parece uma estátua.
Parece um lamento.
Um lamento feito de pedra,
de fé cansada,
de humanidade morta.
O Brasil sangra no peito d’Ele.
E cada gota que cai
é um pedido de perdão
que ninguém ouve.
Porque aqui,
a caneta que deveria salvar,
assina a sentença.
E o Estado, que devia proteger,
mata.
Mata em nome da ordem,
mata em nome da paz,
mata porque aprendeu a matar
antes de aprender a cuidar.
E assim, o sangue desce o morro,
invade os rios,
chega ao mar,
e deságua no coração do país —
um coração cansado,
que pulsa em silêncio,
tentando, ainda assim,
ser feliz no Brasil.
O dia todo tu lutou e venceu; agora a noite descanse nos braços de Deus, pois amanhã tem mais luta e vitória. Ore e agradeça. Boa noite na paz do Senhor.
Reflexão
“Suprema Aspiração”
Nos braços Teu eterno pai...
Em horas de tristeza e dor...
A descansar, minha alma vai.
Confiando em ti meu redentor...
Doce e suave e meu cantar.
No terno abraço do teu constante amor...
Nas tentações e no amargor...
Que o mundo a mim vem dar.
Tu és meu Deus, meu protetor...
Em ti me vou refugiar.
Das minhas dores e meus terrores...
Sua presença me vem livrar.
A sua sombra correrei, e aos seus pés repousarei.
Por Ti serão guardados...
Medo angustia dor e tristeza, não mais terão vigor.
Quando o mundo em fim passar...
Aos pés do trono irei cantar.
Agradecendo a Ti Senhor o Amor que deu a...
A mim.
Eu fui um amor ausente na sua vida; me perdi pelo caminho, em outros braços e outros laços, me enrolando. Aos poucos fui me distanciando do seu coração.
Sem saber o caminho de volta, bati em outras portas, mas nenhuma tinha o seu cheiro nem os seus abraços.
Foi então que entendi que, ao procurar outros laços, perdi o seu abraço — que era o que mais importava para mim.
Em todos os casamentos que fui,
vejo um fantasiado levantar os braços
e bobeirar que sabe o mundo.
De jeito nenhum,
nunca me caberia casar assim,
com um tolo me culpando pelos próprios fracassos.
Nem por decreto,
nem a pau me calaria diante de um mascarado imundo
falando que minha mulher é inferior a mim.
É assim que te anseio amor...
Envolvendo-me em teus braços fortes...
Teu amor... Meu abrigo das tempestades...
Que me refugia do frio... Protege-me dos ventos uivantes...
Tua lembrança quando estou só me acompanha e me faz sorrir...
Teu amor pra mim é tudo... Igual às ondas de um oceano
Grande forte... Violento... Conflitante
Mas qual uma chama ardente que toma conta de meu peito
E aquece a minha essência!
A música da alma ecoa adoçando
Nosso olhar marejado e carente de paixão
E a alma navega em ilusões... Em quereres intensos com
Sussurros... sentidos e apaixonados!
"Em teus olhos
Verdade!
Em teus braços
Abraços!
Em teus beijos
Mato a sede,
pois lhe desejo.
Em teu coração
me aninhei.
De ti,
fiz meu lar.
Somos imperfeitos,
mas perfeitos
somos para
nos amar.
Que alegria
foi lhe
encontrar!
Envolvidos por esse sentir,
que faz - nos sorrir.
Nosso amor nos faz feliz!"
Enquanto Deus estende a mão, muitos homens cruzam os braços — e isso é uma grande maldade disfarçada de indiferença.
O Chão das Emoções
Nesse terminal, o tempo é um nó,
Feito de braços que não querem soltar,
E de mãos que acenam, ficando sós,
Enquanto o destino insiste em passar.
Vivi o amor que chegava com pressa,
No abraço que abafa o som do lugar,
Onde o mundo lá fora não mais interessa,
Pois o meu universo acabou de desembarcar.
Mas vi também o reverso da sorte:
A despedida amarga, o peito vazio,
Quando a saudade sopra mais forte
E o resto da tarde se veste de frio.
Lágrimas que caem, molhando a memória,
Saudade que nasce antes mesmo do fim...
Nesse terminal ficou metade da história,
E a outra metade, hoje vive em mim.
Poesia de Islene Souza
O login da felicidade
Quando os braços abraçam o corpo do ser amado, apertado, é como se quisessem se conectar ao seu coração, alcançar sua alma.
Às vezes, penso que a alma, em sua própria língua, adverte o coração; e ele, então, dispara em um ritmo descontrolado. O corpo reage, e a boca, quase automaticamente, pede beijos, como se fossem o login da felicidade.
Meus pensamentos foram longe agora.
Que vontade de sair em busca de
liberdade, abrir os braços e correr
contra o vento, quero sentir a brisa sobre
minha pele, que vontade de sair sem rumo
e andar abeira mar, não sei como explicar o
que estou sentindo, mais é algo forte, e intenso.
Dentro de mim esta se formando uma tempestade.
Um furacão de sentimentos esta a ponto de explodir.
Hoje estou a Flor da pele.
Toda noite a sinto, a amo e a envolvo em
meus braços. Ela tem o olhar de uma loba
selvagem, me sinto completamente domado
em seus braços. Minha doce e bela Fera. Te
Amo e sempre te amarei.
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