Dor de Amor
Olha para o teu interior,
não com desprezo,
mas com zelo e amor,
reconhece os teus erros,
as tuas imperfeições,
os teus medos,
mas não deixes de se dá valor
já que provocaram alguns
dos teus acertos
com preciosas lições,
não se trata de ser alguém perfeito,
mas de poder perceber
que as marcas de sofrimento,
da dor
são resultados daquilo
que já foi enfrentado
e até mesmo superado
graças ao Senhor.
O teu riso irradia amor,
transmite uma sensação
de abrigo
e os teus olhos brilham
como raios de sol,
independente da dor
que possas estar sentindo.
Estas são peculiaridades
que possuem um inestimável valor
e fazem de ti, uma pessoa incrível.
Não li o livro e nem vi o filme, acho que o amor é mais que tons, o amor é gosto, o amor é cheiro, o amor é riso e o amor é dor.
E muito mais que isso, o amor é amor.
Não sofro por amor, amo sem pensar em sofrimento, pois o amor é divinamente elevado a qualquer tipo de dor.
"Amor, não teve festa.
Não houve gingado, não houve seresta.
Não teve festa.
Houve mazela.
Saudade intrínseca, pensamento nela.
Mas, não teve festa.
Houve uma longínqua lembrança, de lágrimas nos olhos e um beijo na testa.
Teve tudo, menos festa.
Teve falsas juras de amor, ilusões de eternidade e de uma vida contigo, falsas promessas.
Sorrisos falsos, para mascarar a minha dor, um todo de infelicidade, de certo, houvera.
Mas, não houve festa.
Você ouviu os boatos, mas não lera a verdade em meus olhos, imperava em meu peito, o seu nome, mal sabia ela.
Vá, pode ir, amargarei em meu âmago, sua ida, a sua ausência.
Na tentativa de matar você em meu ser, me afogarei, aos prantos, faltará adega.
Logo amanhecerei, com um copo vazio, de coração ferido, entorpecido com uma boa bucela.
Mas, lhe garanto, meu amor; não houve, não há e nunca haverá, acerca do seu abandono, festa..."
Entre as sombras do adeus, o coração é um poço de melancolia,
Onde ecoam ecos de um amor que partiu, mas ainda se aninha.
No teatro da vida, a cortina caiu sobre o palco do afeto,
E a dor da separação se insinua como um frio inverno repleto.
Oh, homem de coração trespassado, teu peito é um relicário,
Guardando lembranças de um passado que se desfaz no calendário.
A mulher que partiu deixou rastros de saudade e desespero,
E o que resta são memórias que ardem, como brasas no fogueiro.
Ainda paira no ar o perfume da pele que um dia foi tua,
Mas agora, na solidão, a cama é um deserto que insinua
Que o calor humano se dissipou, deixando apenas o frio,
E o eco dos risos passados ressoa como um lamento sombrio.
As lágrimas, silenciosas testemunhas da tua dor,
Deslizam pela face, buscando alívio para a alma que chora.
A cada suspiro, ecoa a melodia triste da desilusão,
Enquanto o coração insiste em bater ao ritmo da solidão.
Mesmo assim, o amor persiste, como uma chama teimosa,
Que se recusa a extinguir-se, apesar da tempestade furiosa.
A mulher ainda vive nos recantos da tua mente,
Como uma sombra que te acompanha, constante e insistente.
Na escuridão da noite, o vazio se torna mais profundo,
E o eco do silêncio é a trilha sonora desse mundo.
Mas, oh homem que ainda ama e sofre na escuridão,
Lembre-se, o amanhã pode trazer consigo a luz da redenção.
Que o tempo cure as feridas e console tua alma aflita,
E que o amor renasça das cinzas, como a fênix bendita.
Pois, mesmo na dor da separação, há a promessa de um novo dia,
Onde o coração poderá encontrar a cura e a alegria.
Onde o amor vira um tipo de salvação torta, e o respirar depende de alguém que já não sabe mais ficar. É poesia em combustão lenta. Dor com delay. E esperança mesmo quando tudo parece irrecuperável.
"The true love"
O verdadeiro amor, espera dias, semanas, meses e até anos. O amor é inconsequente, com atitudes divergente da consciência. Ações muitas das vezes tolas que causa no fim choro estridentes que procede de corações descontentes.
O amor e o ópio da alma. inflamando os sentidos e matando a razão humana em total desfavor ao próprio ser.
Por muita sede de encontrar um dia em minha existência o verdadeiro amor, vivo semeando docilidades amorosas por onde caminho na certa esperança de que algum dia não mais estarei sozinho navegando nos mares solitários da dor.
A pior parte do amor e da compaixão é que nem todos amargurados estão preparados, para enfim, receber.
Quem sois vos para mau falar de nos, se trazes por medo a incerteza do amor, dentro de si mesmo. A obliqua sociedade condena sem remorso pela furtiva aparência sem julgar as medidas certas e as fatalidades das verdades.
“Deturpei meus sentidos.
Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira...
Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”
O amanhã
Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas encantados. Enfrente a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, por mais ínfimas que seja, mas sabendo também de seus defeitos. O amor quando é verdadeiro, só é lindo quando encontramos alguém que nos revolucione e que nos transforme no melhor que podemos ser, por dentro e por fora, e que faça isso não só pelas qualidades, mas principalmente pelos defeitos.
Amar é complicado, requer esforço, matar um leão por dia às vezes já não basta, é preciso caçar o bando, levar suas peles sobre os ombros como um troféu.
Amar é passar pelas demais provas que a vida lhe aplica, sem mesmo lhe dar tempo de estudar ou fazer uma rápida revisão. O ENEM do coração.
Amar é estar preparado para as peças teatrais dignas de Shakespeare, em que todos os frascos contêm veneno e mesmo assim, contar com a sorte de um deles não fazer efeito. Afinal para amar precisamos também de fé.
Amar é dar à mão a pessoa que esta passando pelo mesmo problema que você, porém que naquele instante está mais necessitada. É tirar ela do fundo do poço, de baixo de um chuveiro, de dentro de uma cova. Muitas vezes esta ação, nos põe no lugar dela, porém não damos a mínima.
Amar é nunca poupar esforço para estar com aquela pessoa, é contar moedas juntos para um único sorvete ao pôr do sol.
Tem muitas definições para o amor.
Mas uma das realidades não registradas nos poemas e filmes, é que o Amor dói. Quando se é verdadeiro, ele vem e machuca de tal forma, que assim como ferro quente no couro do gado, deixa sua marca.
Amar é tão bom e tão ruim ao mesmo tempo. Ele te possibilita, ele abre sua mente, te leva ao desconhecido, mas também te encarcera e te maltrata. Deixa-te acamado, tirando sua força, toda e qualquer gota de lucidez. O Amor te leva muitas vezes do céu ao inferno em um piscar de olhos.
Sentimento controverso esse, que vira e mexe se disfarça de bonzinho, traquina com sua alma, com sua sanidade, ou pelo menos com que resta dela, afinal, somos todos loucos pensantes.
Amar faz bem e faz mal, escolha a maneira que quer ser amado e principalmente a maneira que quer amar. Amar sim é uma opção de escolha, pois nós que no permitimos abrir da guarda, nós que damos a brecha, nós que damos à oportunidade de ser feliz ou infeliz mais uma vez, incansavelmente.
Muitos vivemos por pura conveniência, acreditando que não prejudicamos ninguém, mas na realidade esquecemos que isto reflete em muitos. Um castelo de cartas, que vão ruindo uma a uma. Tenha coragem. Existe, vá em frente. Não existe vá em frente também, porém em busca da felicidade.
O amanhã sempre pertencerá a Deus, mas nunca esqueçam que a areia está caindo, o tempo está passando e a vida é uma só, não cumpram o restante de sua estadia neste planeta, arrependidos. Foquem. Criem coragem. Façam. E assim como li de mais um insano por ai, “haja o que hajar” não se arrependam depois.
"O amor não é algo tão lindo quanto pensamos, pois as maiorias das lágrimas solta por aí o causador é algo conhecido como amor."
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
