Dor de Amor
AMOR A PRIMEIRA VISTA
Você chegou de surpresa, mas eu já sabia que você vinha. Era a cena de filme perfeita; o personagem entra em câmera lenta, até o momento em que os olhos se cruzam, tornando-se um só. Há quem diga que somos avisados antes de receber a morte, eu acredito que também somos avisados antes de viver. Disseram-me por muito tempo que o diálogo era essencial para construir uma conexão, mas não lembrava como as pupilas poderiam conversar tão bem, sem citar uma palavra se quer. Sempre questionei se fora tudo fruto da minha imaginação, mas a sensação de ver o mundo sendo paralisado durante nossa conversa, não me deixava dúvida alguma de que era tão verdadeiro, a ponto do julgamento não valer de nada. Como alguém coberto de incertezas, podia ter certeza de algo tão rapidamente?! Como alguém que tinha tanta certeza, poderia perder o chão em menos de uma hora?
´´O amor realmente está no ar,
No ar que odiamos respirar
Cheio de poeira e poluição.
E mesmo assim continuamos
Fazendo as mesmas coisas,
Poluindo cada vez mais nossos corações
Com nossas poeiras do que um dia,
Foram amor.``
"O amor fere e é ferida.
O amor dói e é morfina.
O amor é agonia, querida,
querida agonia, o amor."
(14/05/2013)
Soneto penoso
Emoção! ao sentires a poesia pacata
O abandono duma prosa de amor
Trova que fere, canto que maltrata
É pranto que nasce de grande dor
Quando ouvires d’alma rude sonata
Rugindo de um sentimento traidor
E perceberes uma poética ingrata
Entenda, são versos dum sofredor
Cá, esconde as angústias, o tédio
Onde o coração sofre duro assédio
Do desagrado, em verso amargoso
Pois, um poema que magoa, soa
Na sensação... e o sentir atraiçoa
E, quase sempre, resiste penoso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 outubro, 2023, 08’51” – Araguari, MG
Não posso dizer que não acredito em amor à primeira vista,
Te amo inexplicavelmente desde a primeira vez que te vi,
Descendo daquele Uber,
Teus olhos grandes, castanhos, penetrantes,
Teu sorriso, ah! Esse sorriso faz clarear os dias mais difíceis,
Foi prefácio,
Pode ser não, nessa vida, mas, o Universo diz sim,
Em outra, talvez em outro, quando se fala em momento,
Ampulheta, o tempo foi cruel comigo, contigo,
Assim como a distância, lembra?
Estrela Cadente, Estrela do Mar,
Eclipse Solar,
Essa é nossa metáfora,
Reencontros Estelares,
Cósmicos,
Intensos como o Big Bang,
Capaz de criar outros mundos,
E nesse vivemos profundamente,
A pena, eu ser Estrela Cadente,
Realizado desejo,
A quem irei clamar?
Se pudesse me fazer um pedido,
Gostaria do teu peito fazer abrigo,
Pediria que na morte,
Meu céu fosse a sorte,
Dos nossos dias,
Poucos,
Mas, com tanta alegria,
Que escolheria,
Como San Junípero em Black Mirror,
Revivendo o estar contigo,
Um curto período de tempo,
O mais prazeroso momento,
Ampulheta,
Infinda.
Sem mais argumentos.
O dia cai, mais uma noite agonizante. Perco as esperanças num instante, amor distante... Abro a janela e vejo o brilho do luar. Quantas noites vou ter que sonhar? Noite sem fim. Tanta dor causada em mim. Revolta, não volta! O pensamento sufoca. Por que você não volta? Revolta, a dúvida sufoca. Noite sombria, só busco harmonia, novo dia...
Entre o amor e a morte, tenho medo do amor pós Jesus ensinou que o amor e eterno e quando não correspondido deixa marcas eternas, a morte é apenas um sono profundo.
o amor são como rosas, são lindas mas se não tomar cuidado pode se machucar com seus espinhos, assim como as rosas o amor também tem seus espinhos, e eles podem ferir ainda mais
Minha amada, você que me inspira a poesia,
Ouça a história de um amor que me comoveu,
Um amor proibido, um sonho em prantos,
Um conto de dor, que me dilacera o coração.
Não preciso! ...Necessito!
Não preciso dizer quem sou.
Não preciso divulgar o meu amor, muito menos, aonde vou.
Não preciso postar o que me amargou, nem tão pouco, a minha dor.
Mas...
Necessito viver o que sou.
Necessito compartilhar o amor.
Necessito enfrentar o que me incomodou e aprender com a dor.
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou, para poder conquistar o esplendor de me ver como realizador de um sonho que me renovou.
Será que ainda é possível viver o Amor?
Não esse em dissolução,
Líquido,
Estaria Bauman correto?
Porque todos me escorrem pelos dedos,
E quando se vão deixam gosto de facada torcida,
Só se sobram vísceras, resto e dor,
Choro,
Não se pode mais,
Ninguém é capaz,
Não se admite erros,
Não se constrói,
Só o sangue que se espalha,
Não exatamente a hemoglobina,
Mas, o invisível e inestancável,
De alma.
Hoje, me vejo sentado à beira do vazio, onde o silêncio ecoa as memórias de um amor que se foi. Há uma dor profunda que permeia cada batida do meu coração, e uma saudade que corta como lâminas afiadas.
Como tolo em um conto de fadas…..
Era uma vez uma história repleta de risos, cumplicidade e promessas sussurradas ao vento. Conheci-a em um momento em que a vida parecia mais colorida, como se cada instante tivesse um propósito maior. Seu sorriso era a luz que iluminava meus dias mais escuros, e sua presença era a melodia suave que embalava meus sonhos.
Nossas mãos se entrelaçavam como se fossem feitas uma para a outra, e o futuro parecia uma estrada promissora que percorríamos juntos. No entanto, a vida, muitas vezes imprevisível e cruel, reservou para nós um capítulo que eu jamais imaginaria. A dor chegou como uma tempestade silenciosa, levando consigo a garotinha que eu havia conhecido e, por fim, a pessoa que preenchia cada pedaço vazio do meu ser.
Os dias se transformaram em uma sucessão de sombras, onde a esperança desvanecia a cada amanhecer. Fui testemunha impotente do declínio daquele sorriso que costumava ser minha fonte de alegria. Cada conto, cada olhar era uma viagem ao abismo da tristeza, onde a realidade se chocava violentamente com os sonhos que havíamos construído.
E então, no instante em que o tempo parecia congelar, ela se foi. Seu adeus foi como uma nota melancólica, ressoando em meu coração quebrado. A solidão tornou-se minha companheira constante, e a ausência dela deixou um vazio que nada poderia preencher.
Agora, enquanto relembro nossa história, é como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado. A saudade é uma ferida que nunca cicatriza, uma presença ausente que se manifesta nos lugares que costumávamos frequentar juntos e nas músicas que compunham a trilha sonora do nosso amor.
Mas, apesar da tristeza que me envolve, guardo comigo a certeza de que o amor que vivemos foi verdadeiro e intenso. As lembranças são como estrelas que iluminam a escuridão da minha saudade, e, de alguma forma, acredito que ela ainda está presente em cada sussurro do vento e em cada raio de sol que toca minha pele.
Este é o relato de um apaixonado que teve o coração arrancado pela partida prematura de seu grande amor, uma história que, mesmo marcada pela dor, é testemunha de um amor que até hoje me arranca um sorriso!
O amor de uma vida que não se realizou.
O amor de uma pessoa que não me amou.
O amor que conseguiu amar o suficiente para alimentar aquele amor.
O amor que amou com toda força mas só me trouxe dor.
A dor do amor que me dava força mas que também enforca a minha forca.
A forca que alimenta a dor do meu amor.
Se o amor for essa dor, prefiro morrer sufocado com a forca que enforcou o meu amor.
O amor doi por quanto tempo? Um dia? Um ano? Para sempre? Porque você acha que vai ficar com uma pessoa para sempre e, acontece que não. O amor às vezes parece ser tão frágil... Todo mundo acredita que é fácil, que isso vai passar, mas no fundo você sente que está perdido.
O amor e o ódio andam juntos, de mãos dadas, em paralelo.
Se cruzam no infinito, imagine: o amor a dor, pois, assim, não haveria nem mais ódio nem sofrimento.
Não me sinto merecedora de absolutamente nada, nem de amor, nem de respeito, nem de reconhecimento.
Talvez grande parte desse sentimento seja pela culpa que meus erros causam, ou seja apenas a forma de como minha vida segue.
Quando penso que haverá uma mudança em minha realidade logo tudo volta ao mesmo ponto de onde parti. Tento ser mais feliz como as pessoas normais são, mais a felicidade parece ser tão difícil de se sentir e expressar.
No final tenho pena dos meus filhos pois eles quando conscientes podem sentir esse mesmo sentimento de insuficiência, não uma insuficiência comum como todo ser humano sente em determinado momento de sua breve passagem pela vida, mais como algo permanente algo tatuado em meu corpo e mente.
Considerando a doença mental da minha família por parte materna, isso obviamente deve ser um sintoma da mesma, mais me nego a me dopar e a me permitir que isso seja retirado de mim.
A dor é tão bela e verdadeira algo que não se pode compartilhar, já a felicidade é superficial. O mesmo motivo pode alegrar a todos, mas a dor é individual e muitas vezes impossível de se descrever.
Grande parte da minha lenta evolução é devido a essa falta de merecimento e a grande dor que insiste em estar ao meu lado, não tendo motivos ou justificativas para estar ali mais sempre se fazendo presente.
23 de Outubro de 2024
Como a noite é longa!
Só, as noites sem ti.
Senta-te, amor, perto
Do leito onde esperto.
Vem pr'ao pé de mim...
A saudade me consome,
Em cada pulsar do coração.
Aqui ao pé da cama
Teu nome ecoa, chama,
Ansiando por tua mão.
És a minha estrela,
A luz que me guia.
Como estou presente!
Sussurra-me ao ouvido
E a distância se afilia.
Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me sonhar,
Sonhar a sorrir
E seja isto o fim
Desta noite sem ti.
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