Dor de Amor

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A Vigília do Amor que Respira Na Escuro Do Espelho.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Amar-te, é atravessar um véu onde a luz e a treva se confundem num abraço lento. Há algo de romântico no modo como teu nome ecoa dentro de mim, como se cada sílaba acendesse uma estrela fatigada que insiste em brilhar no firmamento do meu pensamento. Contudo, essa luz não é plena. Ela se dobra, ela se rompe, ela se converte em sombra que acaricia, como um manto frio que me guia pela noite interior.

Caminho então por um corredor onde a realidade tateia o corpo do mistério. As paredes sussurram, guardam respirações antigas, e cada passo parece uma oração esquecida. Ali, o amor se revela místico, quase um rito que não se explica, apenas se vive. Há instantes em que sinto a tua presença como uma brisa etérea, distendida entre mundos. Toco esse sopro e ele me atravessa com delicadeza, porém carrega consigo o peso doce da saudade.

E quando a escuridão se adensa, descubro o lado lúgubre que habita em mim. Ele não assusta. Ele vela. Ele observa. Ele me convida a encarar o silêncio que repousa nas costas do meu próprio coração. É um silêncio introspectivo, meditativo, onde tua figura surge como um brilho tímido, quase uma promessa. Nesse espaço suspenso, o amor se torna uma espécie de espelho antigo. Vejo-me ali, refletido com todas as minhas fissuras, e ainda assim encontro em ti um descanso, uma respiração que me sustenta.

Por vezes, este sentimento assume um ar clássico, como se fosse escrito em pergaminho, iluminado por velas que tremulam diante da eternidade. Cada palavra que penso para ti ganha peso e solenidade, como se estivesse sendo ditada por mãos antigas que conhecem todos os segredos do afeto humano. Sinto-me parte de uma narrativa maior, onde o amor é ao mesmo tempo destino e labirinto.

No final, amar-te é abraçar o vazio repleto de dores, mas são essas dores que me aliviam, que me erguem, que me entregam à beleza do abismo que se abre quando escrevo para ti. É um abismo lindo, não porque seja seguro, mas porque me exige coragem, entrega, verdade. E é nesse risco, nessa vertigem luminosa, que te encontro. Sempre te encontro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.

Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.

O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.

E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.

O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.

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AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Inserida por marcelo_monteiro_4

"Palavras também doem e desculpas não apagam a dor."

A dor da saudade dói, e saber que nunca mais vai ser como antes dói muito mais, a ponto de me fazer chorar.

Se você soubesse quanta dor esse sorriso esconde, talvez até gostasse mais de mim.
Se soubesse o tanto de barulho que eu sempre escuto, entenderia todo o amor que tenho pelo silêncio.
Se soubesse a dificuldade que tenho de tirar um bom sono à noite, entenderia o porque de às vezes eu ficar tão mal humorado.
De ser tão inquieto.
De resmungar.
Me revoltar...
Sou normal, cheio de defeitos procurando aprender, melhorar, evoluir.
Se você soubesse o quanto eu sinto vontade de abraçar as pessoas, talvez até gostasse mais de mim.
Talvez gostasse de mim se soubesse o quanto é difícil alguém não saber o seu próprio lugar, não se encaixar.
Se soubesse que por trás de toda aquela animação e agitação no meio de gente estranha, tem uma pessoa tímida que tem medo do escuro.
Medo de se perder
e ninguém se importar.
Medo até da saudade apertar...
Se soubesse o quanto sou antissocial, não entenderia nem um pouco as minhas loucuras;
De no meio da festa dançar.
De pular.
Se soltar.
Imitações.
Contradições...
Sou a transmutação humana que a alquimia não soube inventar.
A transmissão eletrônica que a mídia não soube gravar.
Uma utopia que devaneia em meio a verdadeira civilização.
Eu sou caos.
A vontade incubada.
Sou o caminho perdido.
Uma besta quadrada...

"Se você soubesse quanta dor esse sorriso esconde, talvez até gostasse mais de mim."

MASMORRA (soneto)

A vida expira assim como os ventos
Tal a dor e alegria do pensamento:
Fugaz, vagos clarões, sentimentos
Nas venturas, ausentes, eu invento

Vidas que não tem vida, lamentos
De pó, para o pó somos momento
Em vantagens e em detrimentos
Num sopro espalhado a portento

Mas, as sensações sem ter vida
Desengana, extermina e alucina
São almas vazias, e com rancor

Calam as quimeras, põe de saída
A ilusão, numa inércia assassina
Expropriando o coração do amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/01/2020, 09’35” – Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Que dor é essa que a gente sente, como um alguém pode fazer um estrago tão grande em nosso coração?
Quando na verdade, era pra ser apenas um jogo de sedução.

Não posso suportar mais;
Essa dor no meu peito.
De onde você está nesse momento.
Não posso suportar mais;
Essa ilusão de achar que a solidão é a cura para o que sinto dentro do coração.
Não posso suportar mais;
Essa lembrança do dom que você tinha em me fascinar com seu olhar.

Por mais que sensato que isso pareça ser, sei que você acha que tudo isso é fingimento, nada vai mudar o que sinto dentro do meu peito, mas o mundo é uma onça, e eu tenho que aceitar meus erros e a fins.

Só peço que você nunca se esqueça, que junto dessa caneta, se vai um pedaço de mim em forma de letra...Isso parece meio clichê, essa é a forma que encontrei pra dizer o quanto eu amo você.

Sei que tudo isso pra você é em vão, mas é dessa forma que eu vou embora, te deixando esse verso e tentando arrancar de mim essa memória...

Tem sorriso cheio de dor
Tem dor que vem para trazer sorriso
Tem muitos pecados no mundo
Que nos mostram o paraíso

Ninguém está contigo na hora da dor
Ninguém é você para sentir a sua dor
Essas pessoas não conhece seu coração
Ninguém sabe dos teus medos, ansiedade, depressão
Você pode está em prantos, chorando deitada em um colchão
Sem saber o que fazer
Você se sente sozinha com medo de tudo e com vontade de correr
Correr pra fora dessa realidade, desse mundo cruel
As pessoas te julgam, mas não te conhecem
Não te valorizam ou até mesmo te esquecem
Você é forte, guerreira
Acredite nos seus sonhos, oh princesa
Siga sua caminhada
Com o tempo você vai crescer
Com o tempo você vai perceber
A sua felicidade sempre esteve dentro de você

"Quando uma estrela riscar,
velozmente, o escuro do céu,
será a minha saudade a pintar
a dor insana de um coração, teu réu."

"Raio de Luz"
(CORTEZÃO, M. B., "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)

O que te define não é a queda que caiu, nem o medo que sentiu, nem a dor que sofreu, nem o mal que te fez refém, nem a opressão que te vitimou, nem a experiência triste que vivenciou; o que te caracteriza é o sorriso que deu, é o teu levantar, a tua reação positiva, a tua persistência, a tua força, a tua superação... O que te dá vida é o amor, é o amar, é Deus no teu coração.

O que tu fazes

Tu me deixaa agonizando
Nem me mata
Nem me salva
Você me dá morfina
E a dor fica aqui
Mas eu não sinto
Você não me prende
Nem me liberta
É como ser uma criança torturada
Com um doce a sua frente
Sem permissão para pegar
É isso o que fazes comigo
Me causa desatino
Mas me traz calmaria
Porque quando fecho meus olhos
A alegria me invade
E isso só de em teus braços me imaginar

Mesmo que amar deixe um rastro de dor,ainda que nossas lágrimas inudem nossos dias ,amar é indiscutívelmente um sentimento que tem que ser vivido, sentido,compartilhado,semeado.
Somente assim,posso afirmar ..."Eu sinto a presença de Deus".Autora Ada Fronzzi

É uma dor com gosto de pra sempre, mas calma é só mais um machucado no coração, na alma, é como andar de bicicleta, cair, e subir nela de novo, resumindo; se ferir, levantar, seguir, cicatrizar.

Não desmereça a dor alheia, não a julgue, não reforce a dor do outro com suas verdades, ninguém precisa de lição de moral quando está triste, precisa de AMOR... Só e somente!

SILÊNCIO #3

Às vezes o silêncio e a solidão são os melhores remédios, tanto pra dor como para às incertezas da vida.
Calar às vozes do mundo ao nosso redor e se afastar das pessoas, ficar só você e Deus, ouvindo no silêncio a voz dEle e fazendo do colo dEle seu lugar seguro!