Do nada
Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.
Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.
Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.
Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.
Ninguém é obrigado a nada,
nem mesmo a pagar
prá ver o quê vai dar,
Você se cala ou fala se quiser,
sem ninguém te obrigar.
Se for mergulhar, é melhor avaliar,
se tens de fato como alcançar
a profundidade das consequências
sem do teu destino se desviar.
Se não for ajudar, é melhor calar;
colocando somente a sua mão
onde somente puder alcançar:
ajudando sem se prejudicar.
Se você se ajudar sempre
será melhor do que prejudicar
a si próprio ou a outrem,
é prudente encher a boca
de Cambuí do que de confusão
para não buscar o quê não convém.
Isso não tem a ver com isenção,
e sim com o direito de preservação
de tudo aquilo que na vida te mantém
num mundo que ninguém estende a mão,
a vida já desafia o suficiente até para
se pensar em buscar para si qualquer confusão.
Envolvida nas eflorescências
setembrinas das sapucaias,
não deixo que nada distraia
da esperança e das alegrias
para que não pesem o dias.
Flores caem e preparam
com primor um tapete rosa
para tudo por ele passar,
inclusive quando o amor
escolher a rota e fazer lar.
Para quando chegar o tempo
da colheita das castanhas,
ser muito além da presença
a tão sonhada diferença
do amanhecer ao anoitecer.
Chegar do nada e tornar
para o teu coração
mais do que admirada,
Aquela perene paixão
que te mantém vivo,
Como o Aracurí florido
e inaugural em setembro
para a abelha fazer mel,
Colocar-te em flutuação
e tocar contigo o céu:
a promessa cumprida
e convicta à primeira vista.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Quando você pensa
que o outro nada
tem a oferecer,
O destino vadio,
vem com fina ironia:
E entre os dedos
faz o Universo inteiro escorrer,
A vida não é um jogo,
e quem tem serenidade
não fica onde não
tem um porto seguro;
E entre os medos
não tem motivo para sofrer,
Pelos ciclos lunares
não há nada que substitua
o prazer de navegar
pelas tempestades,
E entre segredos
não há razão para manter,
Do que se obrigar
a conviver dando
satisfações à sociedade,
espetáculos de falsidades
e rasos planos de poder.
Não há nada que substitua
o sentimento de partir,
que cedo ou tarde,
algo diz que vou encontrar
alguém feito de verdade.
No fundo sei
que será
preciso fazer
quase nada
para te trazer,
E ser a sutil
transgressão
que fará você
abrir mão
da tua rotina
e tirar os teus
pés do chão,
É questão
de tempo
porque
coragem tenho,
Você é
astronauta,
e eu um
autêntico foguete.
É unidade
de fluxo
magnético
e atração,
porque
sedução
de sobra tenho,
e para o ser
o teu fraco
de longe eu venho.
Noites de Lua,
de proezas,
loucura
e sideração:
de olhos fechados
você dará a tua mão,
cairá no meu colo
e me dará o coração.
Buscando ler o futuro
nosso nas estrelas,
descobrir nada novo
sob a luz da Lua Nova,
sei que ainda há muito
nesta vida por fazer,
não deixando esquecer
quem pela consciência
correu o risco de deixar
nesta terra se prender.
O quê tem me levado
todo dia para você
talvez nem o Zodíaco
saiba explicar,
o antigo disco de vinil
coloquei baixinho
aqui na sala para tocar.
Correndo na estrada
rumo ao desconhecido,
mergulho no espelho
e o teu coração não
conhece mais perigo;
o ritmo do teu peito
Messier 77 que me tira
a distância para dançar,
doce oceano de amor,
és meu inequívoco lugar.
Sempre acreditei naquele clichê de que nunca era tarde para nada na vida. Agora na maturidade desfiz a crença e hoje tenho a certeza de que o quê é tarde demais existe para vários setores da vida. Nunca permitam que o tarde demais bata na porta de vocês.
Quem ama e sabe fazer cultura não considera nada relativo à ela como gasto de energia. O quê foi destruído foi o apreço por nossas raízes culturais e memória. Na pós-democratização trabalharam firme pela despersonalização da Cultura Brasileira.
O quê torna uma mulher belíssima
nada tem a ver com porte físico,
roupa de grife, perfume caro
ou maquiagem, e sim tem tudo a ver
com a capacidade de amar.
O café me faz
companhia,
No abismo
o mundo
se encontra
E mesmo assim
nada te tira
da minha mente,
Do meu coração
perdi a conta,
Não paro de te
querer simplesmente.
O verdadeiro jogo do amor nada tem a ver com jogo, estratégia e sedução. O amor nasce franco na foz.
