Do nada
O amor partiu, riu e fingiu
Não avisou, nem muito menos viu
Acabou, sem nada acontecer
Num esperado e encantado alvorecer.
Quem nele piamente acreditou
Chorou, partiu e até sangrou
A boa esperança, inclusive abandonou
No adeus, que logo se avisou.
Lágrimas de pura emoção
De uma verdadeira e oblíqua paixão
Sentimentos nobres em vão
O amor acabou-se inteiramente então.
Terminando o pretenso soneto
O amor desacreditado e sem afeto
Embora foi como mero degeto
Nunca mais voltará por certo.
Se você cometeu um erro
Não importa onde esteja ou onde vá,
você errou e nada mudará isso, até você aprender a fazer o que é certo.
Receber presentes de um doador egoísta e ganancioso pode ser pior do que dele nada receber, pois o que ele presenteia pode refletir seu caráter destrutivo.
Na imensidão azul desse nada existencial em que vivo, flutuo imerso na paz do meu universo interior.
Num mundo cheio de incertezas, nada é melhor do que uma noite tranquila com respostas às inquietações que nos afligem.
As horas correm,
Eu apenas rastejo ao seu calcanhar,
Fico mais próximo de meu fim,
Um nada, impossibilitado de amar.
Eu sou tudo além de mim,
E simplesmente nada além de tudo,
Pois a inexistência do nada,
Coexiste com meu querer, um salto no escuro, uma loucura transladar.
O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza...
Viver, sofrer, sofrer, viver.
Sofrer vivendo, viver ainda que sofrendo.
Nada como sofrer vivendo, viver!
Resultado: emoções, amor e, por fim, existir.
Passou dias, meses e anos, mas meu sentimento foi verdadeiro, hoje não sinto mais nada, porém, esse sentimento está guardado dentro de mim.
