Do nada
Ser mentor intelectual de uma guerra não importa a posição de relevância que ocupe não tem nada de inocente. Reverberar apoio à uma
guerra te faz cúmplice dela.
Há muitas veias
abertas ocultas
na América Latina,
Não há nada
que satisfaça
enquanto não
houver uma saída.
Nas veias estão
o ouro negro
e outros metais
liquefeitos,
O Império não
pode se sentir
em mil direitos,
e incentivar
tal intervenção.
Sob o signo
da inconformação,
Me prendo
com tropas, civis
e os 89 membros
da heróica PDVSA;
Do General que
quero notícias
saber não faço
idéia até agora
como ele está.
Nada faz cessar
a tristeza diante
da imensa
conta que
não permite
dimensionar
o prejuízo
em tempo real
e o do futuro
de insistir manter
a prisão injusta
de 152 militares
por discordar
ou por falsas
acusações;
O orgulho
dá provas
que esse
vexame
só aumenta.
Não preciso
levantar a voz
e nem ser
a cada instante
provocativa
para tentar
chamar
a consciência,
a poesia faz
isso por mim
na mente de
quem já
nasceu algoz;
e por saber
disso o melhor
sempre é
ter paciência.
Não dá para
forçar gentileza,
Mas dá para
não cultivar
tanta aspereza
Da mesma forma
que não dá para
tapar o sol
com a peneira
porque o mundo
todo já percebeu,
Se você não
conseguiu se
libertar do
seu orgulho,
É porque
não entendeu.
Não se sabe
mais nada,
O silêncio
só aumenta
e tortura,
E não me
conformo,
Não sei
viver sem
saber de tudo,
Sei que não
vou mudar
o mundo,
Só acho que
posso tentar
ser poeta.
Se o Major
foi forçado
a se suicidar
ou se não
aguentou
a pressão,
Não se sabe
a verdade;
Só se sabe
que o estado
é delicado.
Não há luz
e sobra dor,
Até que me
provem o
contrário
Todos estão
ameaçados
para não
denunciar
os maltratos,
Quase não
há mais ar,
Faltam janelas.
Tudo me faz
atordoada,
A dor alheia
à revelia
transferi
para mim,
Não convivo
bem com
a indiferença,
Não soube
de mais nada
do General
e da tropa,
Dessa história
só quero crer
que haverá
um bom final.
Faço votos que
isso não passe
de um mal
entendido,
de uma intriga
ou mesmo de
um pesadelo;
Porque custo
a acreditar
que entre
os Filhos
de Bolívar
isso esteja
acontecendo.
Da conta de
51 vítimas
da sigla
de 5 letras,
sou aquela
que nada é;
mas por cada
uma sente
e até por você
que finge
que nada vê.
Enquanto
eu não tirar
o General
da prisão,
Sigo falando
até toda
a poesia
do mundo
tocar o seu
coração.
Entenda que
divergir nunca
será traição,
que para
nada serve
prender
quem quer
que seja
só porque
você achou
certo porque
uns falaram,
e desde
o princípio,
estes nada
provaram,
está aí
o resultado
do mal feito,
tempo gasto
e saldo dos
torturados:
24 militares
e 27 civis,
todos para
sempre
marcados.
Não adiantou dizer
Por mais de duas
Vezes que não
Quer o meu mal:
Nada tens a querer.
Quem diz ter
Causa na vida
Deve olhar
Bem adiante
Sem pausa
Buscando a
Real chance.
O seu egoísmo,
Que não deixa
Enxergar o 'porquê'
Da bandeira erguida,
Virou uma tentativa
De me fazer retraída.
Quem diz ser em prol
Da liberdade não
Deve escolher
Seletivamente
A quem defender,
E ainda mais
Se o motivo
For o mesmo
Em nome da Pátria
Não deve se render.
Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.
As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.
Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.
O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.
Não há nada que obriga
estes quatro versos
a rimar nessa instância
que tem doído no peito.
O silêncio só faz crescer
a indignação monumental,
a vizinhança já conhece
a ignorância constitucional.
Por nada nesse mundo
jamais irei parar de falar,
o sol há de voltar a brilhar
e trazer a justiça para o lugar.
A dança dos astros
está em movimento pleno,
A Terra tem o seu eixo,
o destino fará o alinhamento.
Se você consegue
fingir que não viu,
que nada sabe
e que não tem
boca para reclamar,
fique sabendo
que quando um
tirano faz
de alguém
um preso
de consciência,
essa pessoa
não pertence
mais a ninguém;
ela passa
a pertencer
a Humanidade inteira,
e como sou feita
de sonhos, fibra e honra
não tenho como parar
de pedir que tudo venha
à tona para te libertar.
No efeito cão correndo
Atrás do rabo já
Se passaram 100 dias,
E até nada que console
A maldita agonia
De quem espera obter
A liberdade por justiça.
E como dialogar ainda
Se encontra inacessível,
A última notícia é que
Cedo, tarde ou nunca
Virá a anistia,
Mas faço votos que
Ela venha o quanto antes
Em nome do diálogo
Que dizem que existe
Do que onde há coroa,
A honra não deve ser
Equilibrada numa canoa.
Na vida quem assume
A condução do destino
De um povo não deve
Se permitir ficar alienado,
E se incomodar à toa
Só porque há quem seja
E pense diferente,
Ele deve se abrir e escrever
No livro da vida da melhor
Forma que pode para ser
Honrado para sempre.
Azovstal
Não há nada que dimensione
o sentimento sobrenatural
de entrega total a Pátria
vítima de uma invasão brutal.
Na batalha final ser um dos últimos
a resistir enquanto o socorro
não vem em Azovstal que cercada
da covardia da tropa inimiga
continua sem nenhuma guarida.
A Lei da Vida precede a Lei da Guerra,
resgatar uma tropa ferida
é uma máxima que sempre deveria
ser seguida em toda a Face da Terra.
Chapecó Poética
Minha Chapecó Poética,
minha poesia caingangue
nada apaga esta herança
do teu heróico sangue.
Minha Chapecó Poética,
meu avistamento profundo
do caminho da roça
da onde me enredo
de amores por cada aurora.
Minha Chapecó Poética,
minha poesia crioula,
estância de paz concreta
e de honra duradoura.
Minha Chapecó Poética,
onde o Rio Uruguai trata
de ti com reverência,
ergueste em ti fortaleza
e cresceste com beleza.
Pode botar fé
que hoje sai
um bom Arubé,
De amor por
eu sei que você cai,
E não há nada
que te distrai.
Na Atô do destino
sou a oração
do Malê encarnada
para que nada
desapareça com a memória
ancestral que por
alguns continua injustiçada.
Do Canzuá do Quimbé
eles vem o mundo
com escândalo absoluto,
Não aprendemos nada
e não temos nenhum
tico de vergonha na cara.
...
Tem Carimã na mesa
como quem escreveu
para você um poema.
...
Palavra feito Carimbã
para refrescar a mente,
Porque no final o quê
compensa é tudo aquilo
que faz a gente não
perder para si a crença
de viver bem como sentença.
...
Teus lábios de Carimbá
coisa melhor na vida não há,
Tu irá um doce beijo me dar.
...
Carimbó tocando
no jardim dos fundos
em noite de Lua,
Foi essa obra do destino
que me fez toda sua.
...
Melhor ser moça velha
esquecida no Caritó
do que viver um
casamento de dar dó.
(Palavra da salvação)
Buscar o fogo dos sóis
e nas auroras os desejos
para que não falte nada
entre os nossos beijos.
Nas estações do tempo
em Little Cayman tenho
tudo das Grandes Antilhas
e a graça divina dos dias.
Da Wild Banana Orchid
ter as flores nas tranças
e as nossas secretas danças.
Por saber por onde ir
não peço menos na vida
para sagrar só o quê fascina.
Parem de tratar políticos e afins como extensões de si mesmos. Não permitam por nada que a nossa convivência social seja destruída. Não importa se você veste farda ou não. Não importa nem mesmo a sua ideologia. O importa na vida é conviver com qualidade.
Experimentar o abandono
e a sombra das árvores
da Ilha das Cabras no mar
sem nada para se importar.
Um minuto para respirar
e para pensar quando
a maré começar a mudar
para não me deixar levar.
Porque assim tem a vida
tem que ser e assim será
onde o quê é de juízo está.
Colocar cada um sem quer
agradar no seu devido lugar,
para a paz ser e a espalhar.
América do meu Sul
Santa Pátria poética
Com a sua benção
Eu continuo poeta
Nada te tira de mim
Divina e magnífica
Em mim sempre prevalece
Rainha da minha vida.
