Do nada
Pra muitos um degrau são dois e pra outros um degrau é um nada, e pra outros, meio degrau é uma escada inteira!
Se você está se sentindo mal, não maltrate com seus sentimentos esdrúxulos a outros que nada tem a ver com seu mal estar
Te procuro
Por onde quer que eu ande
Aonde quer que eu olhe
Nada afasta essa lembrança de você
Tem vezes que eu canto
Pra ver se você volta
É impossível, eu não consigo esquecer!
O nativo sempre soube que não podia esperar nada do outro lado. O trabalho do colono é tornar impossíveis quaisquer sonhos de liberdade do colonizado. O trabalho do colonizado é
imaginar todas as combinações eventuais para aniquilar o colono. No plano do raciocínio, o maniqueísmo do colono produz o maniqueísmo do colonizado. À teoria do "nativo como mal absoluto" corresponde a teoria do "colono como mal absoluto".
O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol.
Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras (...)
Queria falar sua língua
Eu gostaria de pedir “Perdão” a todo o momento, mesmo sem errar com ninguém e com nada. Eu gostaria de pedir “Perdão” por você, por todos, sim pela nação de forma demasiada. Eu gostaria de pedir “Perdão” até pelos erros que foram cometidos perto de mim. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelo ódio de um irmão. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelas flores que não nasceram simplesmente pelas sementes que não foram entregues a terra. Eu gostaria de pedir “Perdão” quando eu e quando qualquer outro erra. Eu gostaria de pedir “Perdão”.
Eu gostaria de errar um pouquinho só pela noção de poder pedir “Perdão”.
Me perdoe.
Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco
Enquanto não aprendermos agradecer a Deus pelo ano novo que tivemos, nunca teremos nada novo, e sim de novo.
Que nada atrapalhe meu passo, faça perder meu riso, nem abale a minha fé. Que os caminhos sejam iluminados, os obstáculos superados e as lutas vencidas. Que os sonhos sejam degraus para as vitórias.
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo.
Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhando o primeiro floco que se derretia.
Saí correndo. Um adulto correndo em meio a um enxame de crianças que gritavam. Mas nem me importei. Saí correndo, com o vento batendo no rosto e um sorriso tão grande quanto o vale Panjsher nos lábios.
Saí correndo.
Trecho do livro: O Caçador de Pipas
tenho tudo, tenho nada...
tenho amor e não sou amada...
tenho respeito e não sou respeitada...
não tenho ódio e sou odiada...
não tenho raiva e sou apedrejada...
não tenho jugo e sou julgada...
não tenho crítica e sou criticada...
tenho atenção e não sou compensada
porque será que não sou nada...
será que é pagamento ou piada...
porque será que sou culpada...
um namorado que não me diz nada...
além de brigas e injustiças...
será que me odeia, ou será que sou amada...
tudo tenho e não tenho nada...
Em um instante, esquecimentos que me levam, como que nada nos pertencem, como que a vida mesma, determina o tempo, que algo deve estar em suas mãos, quando tem arrebatado, o que acreditou ser teu, e te das conta que só conquistou, mas a recordação é eterna, só você é o dono de duas memórias, o coração é a casa de suas recordações aonde nada pode tentar roubar, ainda que guarde no mais profundo do seu ser, e em algum lugar tu amor me lembra, e respira minha presença, porque é difícil encontrar amor de verdade, aonde se perde e se reencontra em um olhar, e um sorriso te sangra a alma, e cada abraço, acende o desejo de seguir sonhando, nessa vida, aonde tudo é passageiro, mas o amor, aonde quer que estivemos é eterno.
Nada escapa à perfeição das coisas, é essa a história de tudo. Mas isso não explica por que eu me emociono quando Otávio tosse e põe a mão no peito, assim. Ou senão quando fuma, e a cinza cai no seu bigode, sem que ele note. Ah, piedade é o que sinto então. Piedade é a minha forma de amor. De ódio e de comunicação. É o que me sustenta contra o mundo, assim como alguém vive pelo desejo, outro pelo medo. Piedade das coisas que acontecem sem que eu saiba.
