Do nada
Eu sou do tipo que se importa, cuida e ajuda, não preciso de nada em troca, e mesmo que um dia eu não lhe veja mais, a vida me trará notícias de do quanto você segue em paz.
O mais importante é ter uma consciência limpa.
Isso! Saber que nada aconteceu, mesmo que outras pessoas criem ilusões.
Ela mexe nos cabelos com tanta graça que não quis fazer mais nada naquele momento, senão observá-la. Era quase um gozo vê-la, graciosamente, tocando seus cabelos... a delicadeza de um gesto, coisas simples, naturais, mas com a elegância de mulher, de menina...
Fiquei, então, com uma vontade sublime de traduzi-la em versos e desenhar suas curvas no coração da poesia.
Tem Dias... Por Saik
Tem dias que nada tá bom
Tem dias que voce não quer nada
Parece que toda nota erra o tom
E não tem graça nenhuma piada
Uma sensação de falta de esperança
Que me faz aderir à morte lenta
Desilusão daquele brilho de criança
Que mata a alegria de forma violenta
Onde está minha potência de agir?
Onde foi parar toda aquela energia
Sinto que hoje não consigo sorrir
Com toda veracidade que antes fazia
Nada Haver Com Ninguém por Saik
Não me restá dúvidas que meu problema sou eu
Mas como resolver tanto problema assim?
Eu me sinto cansado e o problema é só meu
Sinto inveja de ti por poder sair de perto de mim
Se eu perturbo a cabeça de quem tenho a oportunidade
Imagine o quão perturbada por mim é a minha mente
Queria me largar aqui e morar em outra cidade
Tirar umas férias de mim se é que voce me entende
Já não me aguento faz tanto tempo
Que realmente já nem me lembro mais
Só o que me resta é lamento
Por que de resto pra mim tanto faz
E até reclamando comigo mesmo de mim eu me enfureço
Pois da forma que eu me lamento eu enlouqueço
Me perco, me esqueço, minha mente vira do avesso
Tudo por que no fim, eu sei que é isso que eu mereço
Se tudo é uma lição, preciso aprender a minha
Até lá minha mente permanece perturbada e sozinha
Assim é melhor pra eu poder aprender, crescer e evoluir
Mas sinceramente, minha vontade à todo momento é de desistir
Irei morrer muito rápido desta vida mas nela irei permanecer, nada de pensar que somente em minhas obras, principalmente em minhas raízes. A vida foi cruel comigo e me pôs entre duas difíceis escolhas. A razão perdeu-me para o amor, e por isso morri.
Filósofo Nilo Deyson Monteiro
A Tua Graça
não me custou nada...
A Ti custou
levar cruz tão pesada;
A Tua Graça é vida, é tudo,
A Tua Graça é colo e escudo.
Deixa-me viver
Nada pode tirar de mim o sonho
O que a minha imaginação deseja
No horizonte hei de encontrar
Porque nada pode desfazer o que há de acontecer.
Já não olho mais para trás com medo
Nada causa em mim pavor
Vivo cada dia com a paz que há em mim
Como se o mundo me pertencesse
Porque a minha alma encontrou uma razão de viver.
Eu nunca gostei de nada morno ... nem de café, nem de banho , nem almoço, muito menos relacionamento ...comigo é preto no branco ..ou tá frio ou tá quente ... ou vai ou racha.. decide ou desse do muro ...
Neve
Nada existe
Nada se cria
Tudo se perde
Tornando branco
Onde outrora havia esperança
Agora só há de existir você
A gélida brancura
Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco
Buscando a luz que nunca vem
O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece
Entocado estou
Ó abrigo de madeira
Agasalha mim do frio
Agasalha mim da própria perversão
Afasta mim de lembranças de outrora vida
Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim
Num acesso de incoerência as ações brotaram
Fiz uso da cor proibida
A essencial cor da vida
A sua vida feita
Perante meus moldes
Dando a ti novo significado
Escondida e imaculada
Abaixo das copas das árvores
Almejando partir em voo
Porém não consegues
E permanece aqui comigo
Nesse mundo coberto por neve
Quando avisto em busca de alimento
Um cervo que se via preso
Pela própria Natureza
Cruel Natureza
Apronto meu instrumento de pintura
E num repentino soslaio
Personificada a belíssima Liese
Bem a minha frente
Sorrindo
Me esvaziando no olhar
Me matando no olhar
Me acusando no ato
Tento me aproximar
E ela começa a fugir de mim
Em tentativas horrendas em neve espessa
Eu chego enfim
No abismo
No limite do meu mundo
Para encontrar
Apenas restantes pedaços de vestido
Vestido esse cor sangue
Cor desvairada
Cor quebrante
Cor que clamava meu nome
Para usufruir dela
E assim o fiz
E nesse abismo feito de gelo e sangue
Eu hei de perecer
Igualmente como fiz a ela
Em culpa
Cheio da lúrida
Cheio da adoração
Mas ainda assim
Redenção não existe
Para meu glacial coração em danação
Se perdeu em teu vermelho.
