Do nada
Do nada...
Você foi aquela chuva de verão, que chegou sem avisar no tempo mais seco e fez tudo reviver. seu cuidado e atenção me fez ver que o amor surge de repente sem que a gente possa perceber.
Incrível como mesmo de longe me faz bem, não precisou muito tempo, ja estava indo dormir ansiosa pelo próximo amanhecer.
quando "um certo alguém" cruzou o meu caminho, eu que nunca gostei de acordar cedinho, não via a hora do Sol aparecer.
E quando aparece o telefone é a primeira coisa que olho, teu bom dia deixa quentinho o meu coração, e entre tantas coisas que sinto, antes observo quão linda é a tua notificação.
Nada está igual, mas ela continua menina.
O corpo mudou, mas continua menina.
O olhar não é o mesmo, mas ainda é menina.
Mudou a voz, mas ela continua menina.
A mente evoluiu, mas continua menina.
Se perdeu no caminho, mas ainda é menina.
Tô com muita vontade de escrever
só não sei o que
só sei que nada que faça pessoas sofrer que seja algo que faça sorrisos aparece
Não me importo com nada mais
Tudo o que deixei pra trás
O passado
Correntes que me prendiam
Pensamentos limitantes
Pessoas que eu conheci
Segundos que me marcaram eternamente
Feridas que atingiram profundamente
Expectativas que colocaram em mim
Amores que nunca vivi
Tudo isso ficou para trás
Agora, só consigo enxergar o presente
Ao longe, o horizonte
Meus olhos não conseguem avistar
Tão turvo
Mas, existe uma miragem
E é nela que eu quero me apegar
Percorremos tantos caminhos
Pra quê?
Pra quê?
Andamos em círculos
Uma rocha no caminho e de novo temos que recomeçar
Coloco tijolo por tijolo
Pouco a pouco
Trabalhando nessa dura reconstrução
Que mais parece um castelo de areia
No qual sempre me iludo nos meus sonhos de princesa
E o vento sempre vai derrubar
Sei lá,
Dias inconstantes e estranhos
Pelos quais eu não queria passar
Mas que a gente sempre vive
Como a maré das ondas vai e volta
Uma hora acalma, outra vem tão forte, que quer nos levar
Botamos fé em estrelas que não existem pra brilhar no nosso caminho
Não pra brilhar no nosso céu
Pra guiar outras pessoas
A fé tem que ser no universo que é tão grande e tem tantas promessas que vão se realizar
se você perde uma noite com mil pensamentos que não te levam a nada, isso não é insônia e sim um grito de ajuda, e vc não está escutando...
Eu sei que não quer nada comigo !
Pode me responder uma vez ou outra , más cada vácuo é uma resposta ainda maior ,doi 10x mais ...
Não pedi pra gostar de você ,não foi planejado , só aconteceu ...
Sei que você acha loucura , acha q vai passar rs , mais não passa tbm queria q passasse ... Você não imagina o quanto dói !
Frustrante .
Por mais que haja esforço de uma das partes, se a outra não quiser, de nada vale a pena. As pessoas hoje em dia, não sabem mais o que é lealdade, respeito, gratidão, reciprocidade... E jogam nas nossas costas a culpa das feridas deixadas por outros...
O Tempo,E O Nada.
O tempo é dono do universo.
O tempo inteiro,é voraz como o vento no deserto.
Quantos segundos, seguidos de esperanças ou dúvidas,se perderam no tempo?.
Algumas coisas estão diferentes,menos o tempo,o futuro,e a liberdade.
O tempo em uma espiral,vai até as profundezas do ostracismo.
O tempo faz a gente pensar,viver e escolher.
Eu estou pensando e escrevendo,e o tempo não parou.
Algumas coisas estão no mesmo lugar,menos o tempo, pois não espera por ninguém.
"O passado é o malho dos que se envergonham. Para os sem-vergonha, nada malha."
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
Quando eramos jovens filhos da estrada
Os velhos preenchiam de música o nada
Dizia "Quero aprender a música dos senhores"
Diziam "Aprenda o ritmo e viva sem temores"
SONETO DA DESPEDIDA
Do nada, o dia se transforma em noite
Pela mudança climática a tempestade
Da manhã ensolarada ficou a saudade
Um transtorno quase uma maldade.
O que poderia ser felicidade virou sofrimento
Da certeza de um amor lindo verdadeiro
Uma pena eu afirmo neste soneto
Do que era sereno a fúria do vento.
Nada foi pelo acaso do destino
E muito menos um romance de cinema
Não é história, uma rota e não devaneio.
Hoje do amor ficou a lembrança
De uma vida sem importância
É o fim! Separação pela indiferença.
“A corda balançava num movimento pendular, e para o corpo inerte sobre ela, não pesava mais nada: nem dor, nem o abandono e muito menos o tempo. Na parte de fora, você podia ser alguém dentro de um carro, ouvindo música, ou alguém enfeitado à rigor, comprando flores que morrerão depois de uma noite perfeita, um regulador de transito estérico direcionando carros repletos por outras milhares de pessoas que poderiam ser você, e que desconhecem a tragédia instalada numa casa ao lado, à 30 metros dali. Tão perto e, ao mesmo tempo, tão distantes. Puxa, que merda, né!? O mundo seguiu. Em frente como sempre. O velho e bom mundo seguiu em frente. E seguirá quando for a sua vez. Não parará quando estiveres numa forca, ou na sarjeta, ou se contorcendo em algum canto escuro, à dois passos do fim. Talvez após o fim o mundo pare... talvez você pare, engravatado, ansioso por um encontro perfeito, com uma dúzia de flores na mão e que morrerão, talvez você pare de direcionar carros para um destino que você nem conhece e, se você realmente parar, depois do fim, faça mais do que perguntar “por quê?”, é ridículo. Porque os mortos não voltarão para lhe responder nada, seu idiota. E, mesmo que voltarem, é inútil esperar que o mundo compreenda uma dor que não é sua.”
