Dizer Adeus com Vontade de Ficar
[...] Mas se um dia você voltar a tocar a porta, nenhum amor no mundo vai me fazer abrir, não de novo, porque aquele foi último tapa que você me deu. Obrigada por ir embora, se foi de coração, se faz parte do “show”, não se prestes a tanto, se se arrependeu, espero que Deus o perdoe, e se quiser mudar e voltar, não ouse [...]
Perdão?!
Quem sou eu para julgar seus anseios, escolhas, sua ira e suas frustrações.
Eu tiro de você toda responsabilidade sobre a minha frustração, e te liberto das justificativas de procurar um motivo ou culpados.
Sem gritos obsessivos causando um desgaste desnecessário.
Eu me perdoo!
E assim, não estacionarei como uma vitima revivendo memorias dolorosas.
Quando o amor acaba, acabam-se também os planos,
Acabam-se os sonhos, juntam-se somente os panos.
Quando o amor acaba, a vida perde os seus anos,
O mundo é um vazio irreparável, de traumas e danos.
O Amor acaba tão somente por querer amar...
Nenhuma chama, sem razão, teimaria em queimar,
Se não fosse por mais puro e sincero amor.
Se ele agora está cansado de expressar
Tudo o que sentia , e pôs-se a esfriar,
É porque achou em outro seu calor.
Eu queria correr até você e pedir que não me deixasse. Mas fiquei ali, quieta. Não gritei, não pedi, não implorei para que ficasse ou que não me deixasse ir.
CÁRCERE DA DESPEDIDA
De que vale as lágrimas se no lamento
Levas a saudade de inevitáveis dores?
Se o afeto perdido lhe ainda é tormento
Com sensação tão cheia de amargores
De que vale prosar, tal poéticos autores
Pra acalmar a sofrência do sentimento?
Se os apertos ainda lhes são sofredores
E no peito ainda um aflitivo sangramento
O que me move é ter comigo a emoção
Um desejo flagrando o aturado coração
É saber que me doei a quem indiferente
E que no pesar, o cárcere da despedida
Encarcera, sova, com uma tal dor doida...
Mas, vale a pena, ao amor que se sente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/03/2023, 16'42" – Araguari, MG
Assim como o sol se põe
Pôr da vida será fado
Só quero na hora
Ter meus filhos a meu lado
Apertar as suas mãos
Depois fechar a visão
Dar adeus a meus amados
Não te deixei porque...
Deixei de te amar..
Deixei-te porque..
Quanto mais tempo....eu...
Ficasse menos....
Me amaria a mim mesma.
Para, chega, eu já não aguento mais. Abandono a missão, pulo do barco, ergo bandeira branca. Já não tenho mais forças para continuar nesse caminho, e se você não pretende me amar, não repara mais já estou indo, vou sair a procura de um amor que me faça voar. Você não pode ser o suficiente pra mim quando nem ao menos é para você. Enfim, Adeus!
Nossas decisões são totalmente divergentes. Eu penso A, você pensa B. Antes nós nos amávamos. Hoje, nós nos aturamos. Será que o amor é como um produto que vem com o prazo de validade? Se for, nosso prazo já está vencido há meses.
(Carta ao futuro ex namorado)
Nosso amor está surdo, mudo, cego e paralitico. A nossa música já não toca mais nas rádios. Eu preciso te dizer adeus, agora, e não me arrepender mais por isso. Vai ser melhor assim. E quando você cair por si, eu sei, vai me ligar nas tardes de sábado. Vai tentar mudar o que já não existe, vai tentar ser mais ou menos bom em duas semanas e voltar tudo como era antes. Sinto muito em dizer que meu tempo já acabou. Não quero saber o quanto terei que chorar, me indagar e pensar o quanto nós somos infelizes e insistimos nessa infelicidade. Eu não quero mais isso pra mim. Olha, não me liga mais. Não venha tentar colar um vaso de cristal. Já não há cura. Não há mais como cicatrizar as nossas feridas. Como tocar em cordas partidas?
Ass: aquela que buscou sua outra metade,
mas não a encontrou em você.
(Carta ao futuro ex-namorado)
Minha dor não passa.
Minha dor corrói.
Essa noite eu não parei de pensar em nós.
Não sei se foi o melhor, mas dói.
Seu abraço é a cura.
Sua companhia , a anestesia
Você não sairá do meu pensamento.
Até depois do fim deste fragmento.
Meus erros, meus acertos
Minha humanidade inútil e imperfeita,
fizeram com que a porta ficasse estreita
E você saiu,da pior maneira
E olha que eu pensava que te teria a vida inteira.
Não sei se essa dor é passageira,
mas de qualquer maneira, essa realidade é verdadeira.
A dor ainda permeia minha'alma que chora por ver você partir.
Sinto falta do seu sorriso.
Sinto falta de sorrir.
crescemos juntos e brincamos de ser feliz, ainda somos irmãozinhos e construímos castelos reais, não aqueles que edificamos na areia da praia, mas esse que amamos e chamamos DeMolay, que um dia nenhum de nós jamais diga adeus...
Nada mais estranho e incompreendido
que controlar o próprio destino
acertar o relógio em seu pulso
ao ritmo de seu tempo
trazer a si o definitivo crepúsculo
saber pensar o último pensamento
dar o tão temido passo
ter controle sobre o minuto exato
olhar, ouvir, cheirar, tocar a tudo
ter ciência que cada qual é seu respectivo último
aquele que sereno escolheu a hora
não teme o que há atrás da porta
um insignificante passo para a humanidade
o maior dos passos para um homem
toda importância reduz-se à leviandade
quando se olhar do outro lado da ponte
a única coisa certa
é que a certeza estará a espera
onde a dúvida não resta
e a metafísica nua se revela
o amanhecer infinito de um céu
a revelar toda verdade por trás do véu
não há dia mais feliz que o último
para aquele que da árvore colheu o fruto
triste é se agarrar até do corpo ser expulso
ou ser vítima das intempéries do mundo
os mais sábios jogadores
sabem quando se levantar da mesa
desacorrentados tornam-se senhores
sem temor em atravessar a fronteira
tem em mãos teu próprio controle remoto
e fazem sua hora no desligar-se do jogo
enquanto todos dormem, eu acordo
transformando em fato o sabido agouro
deixo-os em vossa platônica caverna
neste reino de ilusão sensorial
tenho meu próprio universo a espera
onde sou o absoluto bem e mal
saio da Matrix para entrar na vida
saio deste sonho de informações coletivas
para uma realidade paradisíaca
onde a verdade é aquela que se imagina
onde toda mente é divina.
Datas Especiais...
Existem datas aparentemente especiais. Existem pessoas aparentemente inesquecíveis. Existem as que trazem no conteúdo apenas aparências e as que deixam o dia muito mais bonito. Entretanto, muitas levam na bagagem apenas o banal e esquecem do essencial. Em cada canto, um adeus, uma aventura, um momento memorável, um temperamento discreto e uma métrica poética. No âmbito do todo, metades são adversas. Noutras, um cálculo matemático a ser estudado e desvendado. São as verdades ocultas de um sistema que apenas colabora com o superficial. Entre as lacunas, um olhar sem ser observado. Um observador a ser criticado. Eternas nuances de um mundo além dos olhares. Além das colinas. Além do além.
Entretanto, apesar de tudo, há as que deixam marcas profundas e lembranças jamais esquecidas. Porque apesar das indiferenças, há um mundo de possibilidades rondando para ser abocanhado. Há, além de tudo, um poder de conseguir nos impor a certas regras mesmo quando não queremos.
MEMÓRIAS
Tiro estas memórias de uma gaveta
memórias estas que me atormentam.
Posso limpar a gaveta?
Mudar a ordem do que me atormenta?
Encontrar nova ordem para as arrumar?
Deitá-las ao lixo, uma opção
rasgá-las, uma boa razão
Mas será que vão para sempre?
Nunca terei a certeza.
Talvez o melhor seja,
olhar de novo para elas,
tentar dar-lhes outra solução.
Vou limpar a gaveta,
dar-lhe alguma beleza.
Tirar o pó que a contamina,
dar-lhe uma certa leveza.
O que fazer às memórias?
Não tenho previsão,
mas vou confiar na vida,
e tratá-las com o coração.
Tanto mal, talvez não me fizeram
pois se aqui escrevo, sobrevivi.
Por mais que isso me custe,
(vou ter que admitir),
fazem parte da minha vida,
com elas, também cresci.
Aceito a nova decisão,
sobre a forma como as vou tratar.
Entranho-as nestas páginas,
agora com uma nova visão,
de que, para crescermos na vida,
é também preciso, sentir a desilusão.
Bem arrumadas na gaveta,
já sem o pó que as contamina,
fico mais leve,consciente.
São apenas alguns momentos,
alguns instantes da minha vida.
NOVO CAMINHO
Saudades, disse-me.
A vida é assim.
Sem querer somos abençoados, com uma dança na rua. Um estranho que nos toma e nos leva por sua mão ...
Não há poesia, mas há magia. E assim as
saudades vão.
Simples sentimentos, parte das opções que fazemos na vida, dos novos caminhos que escolhemos percorrer.
Saudades, disse-me.
Também já as tive e usei-as para pensar honestamente, sobre quem sou e o que ando por aqui a fazer.
Que não me tome por vulgar passado, nem tão pouco esquizofrênico presente.
Dei o melhor de mim, até de "mins" que desconhecia.
Mas quando o caminho escolhido é outro, por favor, que me deixe seguir no meu.
Gosto de te ver, disse-me.
Mas teus olhos a mim já não são foco de luz.
O meu caminho está feito. Gosto de mim e respeito-me.
Enfrentei os meus “fantasmas” pois, quem não enfrenta os seus, dificilmente se encontra. Saltita entre soluções desenfreadas, por caminhos de sol ateu, para tentar descobrir uma essência num percurso de vida que é apenas seu.
Deixei que a dor me consumisse até que me faltasse o ar e que todas as lágrimas de tristeza e mágoa criassem um lago chamado passado. Um passado que deixei para trás, longe da felicidade que merecemos viver e do amor que merecemos receber.
Às vezes temos tudo nas mãos e por incapacidade, deitamos tudo a perder. Não há culpas nem culpados. Apenas caminhos a percorrer.
Quando os meus olhos se encontram com os teus e me confronto com a minha própria ilusão, cresço por dentro e desafio-me, a manter um sentimento de amor digno, integro e incondicional e que não sirva de alimento a qualquer vazio que ainda exista dentro de mim. Talvez por isso, agora não te queira eu ver.
Felicidade só se pode desejar, a quem escolhe exacerbada realidade, de densa energia satisfatória acompanhada de uma verdade tão igual, a sua própria ilusão.
