Ditadura
Sobre o caos em Curitiba 29/04
“” Isso é ditadura...
Isso é o que foi combatido.
Isso é o que alguns pedem de volta...
Isso é loucura...””
Aqueles que privam o povo de viver sob uma ditadura deveriam ao menos proporcionar uma democracia decente em troca.
A vida é um processo predefinido mesclado com um pouco de liberdade, na democracia. Na ditadura é somente um processo predefinido.
Quem administra os problemas de forma democrática, sofrerá no futuro com a ditadura de suas consequências.
A ditadura não está nos palácios e nem nos quarteis, basta você dizer o que pensa que você sera censurado e crustificado pelas pessoas que você ama.
"Há coisas que a gente não pode fazer "vista grossa"
Muita tolerância cria ditaduras. Muita tolerância não substitui as telhas partidas do telhado e se chove, é só deixar chover.
Muita tolerância pode ser a causa da morte do outro.
É necessário falar na hora e corrigir no momento.
É necessário tomar partido e denunciar os podres.
Uma coisa é ter liberdade,outra é ser-se libertino.Para a libertinagem tolerância zero!"
Estamos vivendo numa sociedade dominada fortemente pela ditadura da felicidade: as pessoas estão desesperadas em busca de algo que lhes traga um bem estar individual, e tudo aquilo que traz um desconforto deve ser eliminado.
A ditadura no Brasil já se instalou faz muito tempo. Através dos imbecis que pensam que podem decidir como as pessoas rezam, amam, se vestem de rosa ou azul, relacionam e transam.
Não se concebe que alguém tão autoritário aceite a Democracia, esta e a Ditadura não se coadunam. É como o Sol do deserto, avassalador, e a lua fascinante ocupando o mesmo espaço, o mesmo céu, no entanto, esse casamento nunca se realiza.
DITOCRACIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ditadura é a democracia da direita, e democracia, a ditadura da esquerda.
DITADURA CANHOTA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
É tanta gente polêmica
só por ser,
ou porque só precisa
se uniformizar,
que se tornou questão
de sobreviver,
porque agora é polêmico
não polemizar.
DE COMO SE CRIA UMA DITADURA
Demétrio Sena - Magé
O extremismo doentio de uma fé coletiva irresponsável, comandada por líderes religiosos loucos e gananciosos aliados a um líder político nazifascista poderoso, funciona mais ou menos assim: Primeiro, com o auxílio de alguns cidadãos mais ou menos elitizados, que já são retrógrados de nascença, são arrebanhados os cidadãos mais fáceis de amoldar, para serem domesticados com falsos discursos nacionalistas, cristãos e de otimismo engessado. A domesticação inclui, entre outros recursos, uma lavagem cerebral que derruba todas as suas admirações por ícones ativistas da cultura, da educação, das artes, da política e de movimentos indignados com as injustiças e desigualdades sociais. Essa lavagem cerebral tem no cardápio, desinformações históricas e difamações pessoais inconsistentes, com argumentos como “ouvi de fonte segura e fidedigna”; “quem me contou foi um primo da prima do primo de um amigo do primo”; “Ele/ela nem deve se lembrar disso, mas estudamos juntos e você nem imagina as coisas que sei” (...).
Após domesticados, os cidadãos amoldáveis aprendem a odiar, além dos ícones difamados, os cidadãos não domesticados; os membros de religiões não cristãs ou menos massificadas; os que resistem ao fanatismo e ao corporativismo extremista; os que pensam por conta própria e sabem ver além dos quadrados; os inconformados com as injustiças; os que se preocupam com os menos favorecidos. Estes, imediatamente são tachados como inimigos da pátria, comunistas (o que na raiz é um elogio), rebeldes e ateus (o que também é um elogio e muitos de fato são). Quando finalmente se forma um exército informal, de soldados bisonhos ou milicianos populares capazes de qualquer ato por seus líderes, institui-se uma ditadura... e se um dia, os líderes quiserem se livrar do exército inicial, facilmente farão com que tais multidões fanáticas pulem de viadutos e precipícios, acreditando que O Possível Deus, em sua Infinita Ociosidade se ocupará de fazer, um a um, pousar em câmera lenta, no chão... eis a queima de arquivo.
"Na época em que eu crescia, quando o Brasil ainda vivia numa Ditadura Militar, algumas amigas minhas se achavam ricas. Mas descobri, anos mais tarde, que naquela cidade em que nós morávamos só viviam pessoas tão ou muito mais pobres que elas. Aí, caiu a minha ficha, como se diz.
Infelizmente, nesse tempo era assim, pois quem tinha um aparelho de TV e uma linha telefônica se considerava rico, mesmo em meio a tanta pobreza... Na verdade, eram 'ricas' porque os pobres eram pobres demais."
Viola-são a vida
Ditadura, um tempo de dor
Censura era a base
Desse sistema incolor
A violação dos direitos era comum
negligências as necessidades de cada um
Mas no meio de tudo isso, uma esperança
A viola, como símbolo de resistência e perseverança
Seus sons eram mais que música
se tornaram portas para a liberdade
Tudo o que o povo queria, no país da diversidade
No meio de tanta tortura
canções eram o que mantia viva toda uma cultura
Não importava a intensidade da censura
Independente de tanta autoridade estatal
Transpormos as barreiras, afinal
Não há ditadura que segure um povo seguro de si
Como dizia Edu lobo
“Quem me dera agora eu tivesse a viola para cantar”
Talvez com tal instrumento eu saberia como finalizar esse poema com sabor de tocar, cantar e dançar.
