Distração
Vejo muita utilidade em assistir a filmes. Neles há distração e instrução. Mesmo num filme ruim como O macaco, pude refletir em situações necessárias.
Por um momento de distração, fui roubado
E o que foi levado nunca me foi devolvido.
Supliquei, implorei em vão pelo seu retorno.
Ofereci toda a minha riqueza como resgate,
Mas a resposta foi negada
Sem explicação ou piedade.
Diante da recusa, tentei substituir a falta,
Buscar algo que preenchesse o vazio.
Mas nada se encaixava,
Nada compensava.
Ferido, fingi presentear-te com o que foi levado,
Como se fosse um ato de doação.
Mas mesmo à distância,
Ouço os batimentos acelerados
Desse coração perdido e vendido há anos.
Restam apenas memórias difusas
Desse roubo irreparável,
Dessa ausência que insiste em permanecer."
A Mesa Certa
Nem toda mesa é pra você sentar.
Algumas são apenas passagem. Outras, distração.
Mas existe *a mesa certa*
aquela onde sua presença é honra, não obrigação.
A mesa certa é onde você é ouvido, respeitado, e não apenas tolerado.
É onde suas ideias não são cortadas, mas cultivadas.
Onde o pão é dividido, e não contado.
Onde os planos não são apenas seus são de todos, e para todos.
Você não precisa implorar por cadeira na mesa errada.
Você nasceu para construir a sua.
Com valores, fé, trabalho e visão.
A mesa certa tem propósito.
Tem verdade.
E tem você no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.
Não tenha medo de levantar da mesa errada.
Porque a mesa certa já está sendo preparada.
A distração fácil não me atrai. Quanto mais desço, mais fundo cavo.
Vivo sob o risco de afundar. E aceito. Porque viver na superfície me parece uma espécie de morte lenta, embalada em risos automáticos e telas que piscam. O que me move é o mergulho — na contramão do tempo, contra a leveza tóxica que nos vendem como liberdade.
No contexto da arte, isso é quase um crime. Tudo nos empurra para o raso. Para o vendável. Para o que se compreende em dez segundos. Mas eu não quero ser entendido tão rápido. Nem quero criar o que consola. Quero o que inquieta, o que fere, o que obriga a parar.
A arte, quando é verdadeira, nos obriga a cavar. Tira o chão. Desloca. E é nesse deslocamento que penso, que existo. Filosofia, pra mim, não é sistema, é vertigem. É quando a pergunta fica maior que qualquer resposta possível. E eu sigo, mesmo assim.
Por isso escolho o abismo. O fundo. O lugar onde o olhar do outro se perde, mas onde talvez haja verdade. Porque há mais vida num gesto sincero do que em mil performances vazias. Há mais beleza no silêncio de quem sente do que no discurso de quem apenas representa.
Não quero distração. Quero escuta. Quero confronto. Quero o risco de não ser compreendido. Porque só quem desce até o fundo pode voltar com algo que vale a pena.
Numa época em que vivemos uma rotina frenética e repleta de distração, onde comumente pensamos não ter tempo para nada, é bom repensarmos a nossa relação com este bem chamado TEMPO. Costumo dizer, em algumas das minhas palestras, que a pobreza é a soma de horas mal utilizadas.
Não tive a intenção na pura distração errei, esta errado, mas vinha pra ficar quando dei por mim por um tempo tudo bem, tudo meu, furo meu.
Dava para encher o universo da vida que quis pra mim, livre para amar eu mergulhei no fundo do mar azul do olhar de minha paixão.
Em um mundo onde a atração pela distração e a dispersão prevalecem, é preciso ter a coragem de se desligar e se conectar com a introspecção do verdadeiro "eu sou" para liberar a criatividade adormecida.
DISTRAÇÃO
Como um vaso raro
A vida eu encaro
E pouco a pouco
Não raro
Perco-me
E distraio-me
Olhando o mundo.
Assim iludo-me
Com a projeção da alegria
Bebo em goles fartos
O vinho da fantasia
Então esqueço-me
Por um segundo
Que nada do que temos é nosso
E que nada posso alterar
Neste mar profundo.
A distração não é perene
Basta olhar em volta
O caos em movimento
Produzindo morte
Revolta e desalento
Impossível suportar o verbo
Cortando o ar
Ceifando a vida
Roubando a sorte
Dos inocentes
Que Esperam sempre o dia seguinte
Pobres ouvintes passivos
Da palavra esperança
De que o amanhã
Trará a realização do sonho
Do homem adulto
E da criança.
Por um minuto de distração se perde uma oportunidade, mas também por um minuto de atenção se faz uma oportunidade, se faz a diferença.
O que você está esperando para mudar aquilo que está te incomodando faz tempo?! Toda hora é hora de dar um passo à favor daquilo que almejamos, seja uma mudança de comportamento, seja uma atitude a ser tomada, seja uma palavra a ser dita, seja o mais simples dos gestos ou a menor das ações. Comece! Faça diferente, nem que seja por "um minuto". Nunca é tarde para mudar! "Um minuto" de iniciativa. Faz deste minuto um passo de progresso.
Resguardar o emocional é preciso
Evite a rotina de uma mente no
Condão da distração
Esteja de fato apreciando a vida vivendo.
Seu conhecimento ninguém tira, ame-se!
Só você pode proteger seu templo.
O seu período deve ser de paz.
