Discurso
É incrível como uma expectativa se torna tão rápida numa frustração. Um possível discurso de vencedor se transforma, sem percebermos, numa desculpa por não ter ganho. Queremos encontrar algum culpado, mas esse tal fulano, somos nós mesmos.
Em algum determinado momento, iremos falhar. Isso é fato. Nossa força é definida nesse processo. Fracasso será se pararmos de tentar fazer dar certo. Não tem o que enrolar, é um tapa na cara: você ficará deitado se lamentando ou irá criar outro caminho para poder chegar onde quer?
Vale mais aquele que usa poucas palavras e ganha do que o que faz um longo discurso e deixa os ouvintes sonolentos!
A força da Palavra
Não é apenas um discurso
Não é apenas um personagem bonito
Não é apenas por dinheiro;
Existe algo intrigante
O homem em construção
Quando construido
Não tem medo
Ousa
Desafia
Cria
Se reinventa
Como em uma análise cinematográfica
Me paralisou
Inerte em minha vida acadêmica
Senti que devia...
Repetira de ano
Repetira na vida
Mas o sopro não acabou
Apenas as lágrimas foram derramadas
Não pela derrota
Mas pela pureza com que algumas pessoas
Ainda gritam a nossa existência
Você não está sozinho
O discurso do Felipão estava pronto, perdêssemos por um, por dois, na prorrogação ou nos pênaltis.
Perdemos um jogo depois de ganharmos todos os anteriores ou a maioria, disse ele e não mentiu.
Não é disso que falamos, não é essa a recriminação nem essa desculpa serve para essa derrota, que não foi por um, por dois nem por seis.
Foram sete gols que mostraram não só a diferença técnica e tática mas a mentira que nos pregaram de que estávamos à altura dos contendores.
Foram sete, conta de mentirosos como diz o ditado, mais uma das várias mentiras do Felipão.
O passado contemporâneo é o presente recordado, do exílio percuso, no curso desse discurso, permissionado pelo desvelo selvagem de um antropófago vegetariano transcendente.
O passado é uma presente trovoada do incansável.
Impedir uma ditadura é o discurso mais utilizado por quem quer justificar a implementação de uma ditadura.
GENOCÍDIO X ETNOCÍDIO (Discurso Oficial)
O texto em discussão, menciona a luta dos povos indígenas brasileiro acerca de seus direitos à terra e sua exploração. Manutenção de sua cultura e suas etnias. E propõe o declínio de quinhentos anos de segregação e execração àqueles atores sociais.
No entanto, não podemos ignorar que desde o Brasil colônia esta luta vem se perpetuando até a atualidade, para ser mais preciso, desde meados do século XVIII, momento em que se acirra e assume um caráter legalista por parte do Estado Monárquico através de leis forjadas para atender os interesses da classe dominante de então.
E diante desse contexto, os povos indígenas sempre foram submetidos a um patamar de submissão, exploração e cerceamento de direitos, pior, relegados ao abandono pelas autoridades e pela própria sociedade não indígena que por sua vez, apoiados em um discurso separatista e sectário, reivindicavam que os índios não deviam exercer nenhum poder de propriedade sobre as terras as quais, lhes pertenciam por natureza, alegando que eles não mais se identificavam como “puros”. Não obstante eram preguiçosos e ladrões, o que autorizava o sistema governamental em um processo de expropriação distribuí-la com os povos não indígenas e membros da coroa.
Todavia, somente através das ações do CIMI (Conselho indigenista missionário), aqueles sujeitos passam a galgar apoio em defesa de seus direitos elementares e, na busca de consolidação de seu perfil identitário. Uma vez que tudo fluía em antagonia à sua afirmação enquanto povos indígenas através de leis legitimadoras dessa barbárie. Era sob a égide desse discurso imposto pelo coroa que aqueles povos eram submetidos à toda sorte de desumanidade e cerceamento de direitos.
Muitas foram as lutas deflagradas contra o discurso oficial que também refletia na sociedade daquele contexto histórico a fim de subtrair suas terras, conquista natural e legitima daqueles atores, uma vez que os próprios, ali existiam bem antes daqueles que os colonizavam.
Sobretudo, é de bom alvitre dizer que toda essa saga de luta e resistência teve seu ápice de crueldade durante os famigerados anos de chumbo no apogeu dos governos autoritários do regime militar dos anos de 1964, em que esses povos foram brutalmente excluídos de seu habitat.
É permissível dizer quase extintos, para dar vazão ao capitalismo e interesses das mineradoras estrangeiras, latifundiários, grileiros e a agroindústria.
Momento em que essas entidades de apoio àqueles povos são fortemente perseguidas e dizimadas para favorecer outras de cunho oficial e caráter repressivo.
Concomitantemente, com o advento da constituição federal de 1988, em seu art. 231, capitulo VIII da “ordem social” uma demanda da sociedade civil organizada e rechaçada veementemente pela classe dominante através de seus representantes no congresso nacional, consegue, ainda que de modo “goela a baixo”, inserir no texto da carta direitos avançados em defesa dos indígenas, mesmo não estando a contento do que mereciam aqueles “indivíduos”, haja vista serem os mesmos, subjetivos, e que não os agracia em sua plenitude. Conforme propõe o texto da CF em seu artigo 231. Vejamos o que reflete o mencionado.
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
§ 2º As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
§ 3º O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
§ 5º É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
§ 6º São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé.
Em suma, é plausível falar que esse discurso oficial perpassa as fronteiras do tempo e espaço, e se consubstancia na atualidade apresentando-se com moderna indumentária. Mas com o mesmo propósito de aniquilar essas etnias apresentando um modelo de dominação ainda mais pernicioso, configurado em uma associação entre o genocídio e o etnocídio perpetrado explicitamente e chancelado pelo aparelho estatal, no afã de mortificar a jovem democracia conquistada à duras penas em nosso país.
Deixando cintilante a existência de uma utopia quando se fala em “Emancipação Indígena” por assim dizer. Ante o que já fora mostrado acima no texto constitucional expresso.
Lamentável quando se aliena no discurso do outro, ficando então afastado de sua singular essência humana como tal.
Não! Isso não é discurso!
Discurso me lembra um velho russo ao falar de armas e maioridade num país sem norte, só polaridades
Fato: todo pobre já vai nascer preso
E pra ser morto não existe idade
Vivemos numa época de muito Coach e muito discurso, mas muito se fala e pouco se faz. São muitas mãos aos Céus, mas poucas 𝐌ã𝐨𝐬 à 𝐎𝐛𝐫𝐚.
Discurso inflamado, teorias próprias e de referência, exemplos de ícones da história, nunca servirão de nada, se independente de qual seja o "lider" de uma determinada nação, não tenha o senso de que o bem comum da população, não deve nunca ser preterido, que as ideias e interesses pessoais, ou de um pequeno grupo, não interfiram nas ações e obrigações básicas que o povo precisa.
Os sete pecados capitais da fala e da midia e o seu discurso negativo -
Fofocar
Julgar
Reclamar
Mentir ou Exagerar
Dramatizar ou dogmatizar
Repetir
Opinar
- Relacionados
- Discurso de formatura (textos prontos e inspirações)
- Frases para acabar com o ego de qualquer pessoa e mandar o recado
- Frase sobre Falta de Argumento
- Frases para discurso de formatura que inspiram as palavras certas
- Discurso de Orador
- Discursos de agradecimento prontos: exemplos para inspirar você!
- Discurso Fim de Curso Enfermagem
