Discurso
O silêncio de uma pessoa inteligente costuma dizer mais do que o discurso de quem fala apenas para ser notado.
-Jouberth Toffoli
Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca
Leonardo Mesquita
Dica para todo dia:
Seja o exemplo, não o discurso.
Seja a simplicidade,
não a arrogância.
Seja a verdade,não a manipulação
Dica para todo dia:
Menos discurso, mais exemplo.
Menos soberba, mais simplicidade. Menos manipulação, mais verdade
Sem o blá blá blá dos "ligeiros". Falso não faz, né?! Só usa discurso e institui leis conforme a demanda o comprime.
A mente inteligível é perspicaz, observa, avalia e entende o discurso tendencioso fácil de manipular.
Consigo manipular na dor diária.
Quando a beleza das palavras ganha corpo na força das ações, o discurso floresce em fenômeno. É onde o companheirismo cria raízes, a lealdade se torna abrigo e a sinceridade vira o solo firme onde crescem a irmandade e a amizade verdeira.
A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.
Se reinventar já era mais do que esperado…
Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.
Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.
Nada disso é novo.
Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.
Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.
Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.
A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.
E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.
Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.
Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.
Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.
E isso, sim, é digno de temor.
Tenho medo…
Só os tolos acreditam sentir a presença de Deus nas orações contaminadas pelo Discurso de Ódio.
Há orações que sobem como súplica, e há discursos que apenas ecoam ressentimento.
Quando a palavra se veste de fé, mas carrega ódio no tom, ela deixa de ser ponte e vira muro.
Deus não habita a violência disfarçada de devoção, nem se manifesta onde a dignidade do outro é negada em nome de uma verdade supostamente sagrada.
Porque a verdadeira oração não nasce da garganta — nasce do coração.
E um coração mal-acostumado a odiar, perde, pouco a pouco, a capacidade de reconhecer o Sagrado.
Os tolos acreditam sentir a presença de Deus em orações contaminadas pelo discurso de ódio, porque confundem barulho com transcendência e fervor com virtude.
A fé que agride não ora: acusa.
Não intercede: sentencia.
E não busca comunhão: exige submissão.
Não adianta fechar os olhos para rezar, mas permanecer de olhos bem abertos para ferir.
Nem juntar as mãos para orar, mas usá-las para apontar, excluir e atacar.
E, ainda assim, acreditam que Deus habita nessas palavras envenenadas, como se o Altíssimo fosse cúmplice das baixarias humanas.
Usam a mesma boca para abençoar e amaldiçoar, e mesmo assim esperam ser ouvidos.
Mas não é Deus quem os escuta — é apenas o eco da própria intolerância, devolvendo-lhes a agridoce ilusão de santidade.
A oração que não transforma o coração de quem a faz, dificilmente tocará o céu.
Pois onde Deus se faz presente, há silêncio que educa, compaixão que desarma e uma inquietação ética que impede o ódio de se ajoelhar como se fosse fé.
Porque onde o ódio se instala, a presença divina se ausenta.
E onde a oração é usada como arma, o céu não responde — se cala.
Ai dos que se atrevem a usar o Soberano nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Pedirão e não receberão, buscarão e não encontrarão, pois dos céus nenhum sinal lhes será dado.
O discurso de ódio na maioria das vezes é imaturidade e falta de repertório intelectual de pessoas que não conseguem articular um pensamento e acham que podem ganhar um debate calando o outro.
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