Devoção
A devoção cega à tecnologia ameaça obscurecer o brilho da humanidade, transformando a busca por progresso em jornada rumo à ruína.
Aquele que percorre o caminho de Deus sempre deve mirar no destino final com toda sua devoção e alma.
O comércio na igreja, muitas vezes, se torna um negócio lucrativo disfarçado de devoção, explorando a fé das pessoas em busca de ganhos materiais.
Vem, agrado, vem!
Que siga essa alegria com devoção
Trazendo a sua poética com ternura
Vem diversão, leve a cruel amargura
Me dê sentido, com sede de emoção
Possa o prazer ter uma maior paixão
Purificando aquela sensação escura
Que tudo isso, à alma, renda infusão
Culminando em sonho, doce candura
Quero toque, olhar, mais que só estar
Que a flecha no coração seja sentida
Atinja mais, e então, poder mais amar
Permuta o alivio com a ilusão perdida
Põe na minha poesia versos a cantar
Vem, agrado, dá-me valia nessa vida!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02, março, 2024, 15’07” – Araguari, MG
Abra o seu coração
Viva com intensidade e devoção
Não tenha medo dos obstáculos
Não tenha medo de viver
De sorrir e chorar
Porque a vida é o bem maior
É a leveza da alma em meio a calmaria
E segurança em meio a tempestade.
A devoção, seja religiosa, política ou familiar, serve de refúgio diante da aflição que a "liberdade" nos traz.
Romaria: caminho da devoção
Era um caminho que começava nas dores. Peregrinos da esperança atravessavam promessas em silêncios agradecidos. As pessoas vinham como quem busca um colo, mas um colo que não se vê, apenas se sente. Cada devoto carrega um desejo particular. Os passos lentos, as preces silenciosas e os olhos que pedem. É fácil reconhecer quem anda com um pedido no peito, quem se carrega em busca de um milagre. Não falam alto, mas as pernas denunciam suas urgências.
A Basílica de Aparecida sempre esteve lá, como um ventre aberto, acolhendo cada alma que chegava. Não importa a distância, não importa o fardo. A fé nunca precisou de mapa; ela reconhece o chão onde deve se ajoelhar. Nas paredes da Basílica, a devoção: cada vela acesa é um pedaço da dor que se desprende, que arde e se transforma em chama de esperança.
As promessas são sussurros invisíveis, e cada um que entra, sem perceber, escreve ali, entre os azulejos, uma parte de si. Mães carregam filhos; filhos carregam mães. Não importa a ordem dos papéis; todos se rendem ao mesmo pedido de alívio, proteção e paz.
Os romeiros e devotos possuem uma fé que não é espetacular, que não faz alarde. É a fé que aparece no ordinário: na vela que queima devagar, no suor que escorre pelo rosto do peregrino, na lágrima que ninguém percebe cair. É no silêncio de um rosário que Nossa Senhora escuta, entende e responde.
Ali, na simplicidade de cada prece, Aparecida surge como uma resposta silenciosa, uma verdadeira mãe brasileira que tem nosso tom de pele e nossas urgências de alma. A santa não fala, mas, na humildade de sua imagem, diz. Não anda, mas abraça.
Enquanto a fé se ajoelha na presença de Nossa Senhora Aparecida, recordamos que, assim como crianças, também celebramos o seu dia. Somente uma mãe se desdobra assim e, mesmo no seu dia, se reparte com seus filhos. Todos buscamos colo, conforto e a certeza de que a Mãe Celestial, de tantos títulos e nomes, abraça os sonhos e os pedidos com a delicadeza que só ela possui, ouvindo nossos segredos e anseios de sermos, a cada dia, melhores para podermos nos perceber, enfim, mais parecidos com um de seus filhos. Amém!
Ser anglo-católico é cultivar uma espiritualidade rica em história e devoção, mantendo o coração aberto para a presença viva de Deus em nosso cotidiano.
O Peso do Silêncio
Na catedral de pedra fria,
onde ecoa o som da devoção,
nasceu uma sombra sombria,
ferida aberta pela ambição.
O pastor, amado pelos seus,
guiava almas pelo caminho,
mas mãos ocultas, cheias de breus,
espreitavam em completo desalinho.
Era noite, um altar sagrado,
um visitante ao fim da missa,
com olhar vazio e passo pesado,
entrou onde a luz se avisa.
Um disparo rompeu o ar,
o rosto sereno ao chão tombou,
a fé tremeu, não pôde evitar,
e o sangue do justo ali jorrou.
O silêncio grita nos muros do templo,
a justiça caminha com passos lentos,
os nomes se perdem, mas não o exemplo,
de um homem que partiu nos ventos.
"Aquele que ingere bhang com devoção durante os rituais sagrados é agraciado com a purificação de sua alma e alcança o equilíbrio perfeito."
Capítulo 48, Verso 28
APRECIE COM DEVOÇÃO
A arte não se consome de qualquer jeito, não é enlatada nem apressada. É essência destilada, gotas de significado que só se revelam a quem lê com maturidade, contemplação e um certo ritual.
A arte não existe sozinha — ela dança no olhar de quem a contempla, e a cada passo dessa coreografia invisível, revela um novo significado.
Ter alguém na sua galeria é importante e saudável, desde que não haja submissão e devoção excessivas.
Admirar é diferente de idolatrar.
A devoção a Yeshua é a chave que abre portas impossíveis, pois onde há fé, o impossível se curva diante da vontade de Deus.
Quem se entrega à devoção verdadeira encontra na Eucaristia o alimento da alma e na cruz de Cristo a força para superar qualquer provação.
Quando eu sentir vergonha da minha devoção, serei igual a uma erva daninha, sem a mínima utilidade, pois é a fé que me trás valores e me sustenta sobre os meus pés.
“As práticas espirituais, como a meditação e a devoção, auxiliam o homem a emergir na essência divina. A cada um de nós é dada a possibilidade dessa conscientização. Depende de cada um permanecer perseverante nos ensinamentos dados pelo Mestre. Depende de cada um ser seu colaborador, ser discípulo do Cristo Universal.”
Um coração que valoriza Cristo acima de tudo, é um coração onde a devoção e adoração transcendem as palavras e se expressam nas virtudes dos seus atos.
(ver Tiago 1:22, Mateus 5:14-16 e 1 Pedro 1:13-16)
A arte sacra de um artista é a expressão de sua devoção, uma ponte entre o divino e o humano, onde formas e cores se tornam cânticos silenciosos da fé.
