Deuses
Deixo os deuses para os fracos.
Prefiro acreditar que a vida se faz com atitudes.
Que crenças religiosas servem apenas
para aplacar o medo que nos é impingido
goela abaixo pelos que nos exploram.
Não adianta, a menor de dente numa noite chuvosa vai te derrubar, e não há deuses que possam lhe ajudar. E se depois de muitas súplicas em vão você entender que estamos sós, e não há nada que possamos fazer a não ser lhe dar um analgésico, e que não existe lugares à além, talvez você se conforme com a dor, e nem sinta mais.
Em seus tronos na zona de conforto estão otimistas os deuses de todos. Roupas alvas, flores brancas e o sol desbotando as flâmulas.
Estava escrito nas estrelas.
Os deuses marcaram ...o nosso encontro....
O nosso destino...quando nascemos...
Surgiste com o vento....da primavera....
Espalhaste o cheiro perfumado da manhã....
Onde o sol.....escreveu no céu...o nosso olhar...
As nossas almas......se completariam...
E entre milhares...de pessoas.....
Afinal eu nasci em Luanda...e tu em Lourenço Marques....
Tão longe e tão perto....
Que os nossos olhos se encontrariam...
E tu surgiste uma estrela...brilhante...
E eu como uma rosa pálida....
Estava escrito nas estrelas...nas nossas almas....
Onde o sol...... acaricia as rosas após a chuva....
Estava escrito...que os deuses marcaram ...
O nosso encontro...o nosso destino...
Quando nascemos...
Surgiste com o vento....da primavera....
Suave ...fresca e perfumada.!!!
MINHA FÉ (B.A.S)
Minha fé não tem deuses e nem santos
Minha fé é sem ritos e nem mantras
Minha fé não remove montanhas
Minha fé está na premissa do humano
Minha fé não revolve as entranhas
Minha fé não faz com que eu caminhe sobre as águas
Minha fé não faz com que eu possa voar
Minha fé não diz se devo rezar
Apenas desfraldado em meu caminhar
Busco encontrar, busco respirar
Não vi sentido em qualquer filosofia
Não vi nenhum deus a me mostrar o caminho
Apenas o pulsar do meu existir
Apenas o pulsar das minhas veias
Teimando encontrar uma luz
Que dê razão ao meu existir...
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
Às vezes que me decepcionei com os outros, foi porquê eram iguais a mim, e demonstravam serem deuses - eram humanos! Esperava mais deles, diferenças.
O quão importante estudar os mitos, símbolos, deuses, deusas, lendas, crenças, filosofias... Porém, não nos deixemos levar por vaidade, ego, achismos ou poucas informações e estudos.
Informação é poder. Busquemos para melhorar nosso interior, virtudes, o bem e amor em sua plenitude.
Este século criou mais deuses que na antiga Mesopotâmia.
E não se trata de
imagens, esculturas etc...
E sim "versões do DEUS todo poderoso "
Onde cada tem uma ordenança e forma de agir diferente Um dos outros levando o Mundo inteiro a uma completa confusão.
O único em pé
Seja conhecido por você, ó rei, que não servimos a seus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro. - Daniel 3:18
Escritura de hoje : Daniel 3: 8-25
Eu estava participando de um culto na igreja em outra cidade. O hino de abertura foi anunciado e, por hábito, levantei-me para cantar. Todo mundo ficou sentado. Imagine meu constrangimento! Eu era o único em pé!
Sadraque, Mesaque e Abed-Nego também ficaram sozinhos, mas por uma razão muito diferente. O rei Nabucodonosor construiu uma estátua de 90 pés, colocou-a na planície de Dura e ordenou que as pessoas se curvassem e a adorassem quando ouvissem a música (Daniel 3: 1-5).
A estátua de ouro brilhava ao sol da tarde. A música soou e todas as pessoas colocaram a testa na poeira. Direito? Errado! Os três jovens de Israel ainda estavam de pé (v.12).
Você sabe o que aconteceu? O rei ficou furioso. Ele ordenou que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais quente que o normal e ordenou que os rebeldes fossem lançados. Mas eles não queimaram. Eles foram vistos andando no meio das chamas - e não estavam sozinhos. Alguém mais (talvez o Filho de Deus) estava no fogo com eles (v.25).
Como seguidor de Jesus, quando todo mundo está se curvando aos ídolos do orgulho, da ganância, da luxúria ou do preconceito, assuma a posição do que é certo. Ele estará com você, mesmo quando você é o único em pé! —DCE
Refletir e orar
Apenas viva sua vida diante de seu Senhor.
Não importa o que os outros façam.
Suas ações serão pesadas por Aquele
que realizar o julgamento justo e verdadeiro. —Roe
Quando você se posiciona em favor de Cristo, você não ficará sozinho. David C. Egner
Deuses, divindade infinita do universo
Predominante esquema mitologico
A enfase do espirito original xuou,
Formara no épio um novo cosmico
Se até os deuses aplaudem o seu sorriso quem sou eu para não aplaudir?
Fico de pé para cada curva da mulher que você é, e para cada pedaço de luta que fez você ser assim: uma menina gigante carregando muito não, mas acreditando no sim.
Não me convém mais ouvir preces de crianças para deuses de mentira; somos apenas crianças regando alucinações.
Não, não são os deuses deles, são todos eles.
Pela nossa própria mente nos amaldiçoamos, mas também pela nossa mente nos glorificamos como deuses que somos.
Se os deuses soubessem o quanto eu a queria
Transformaria toda essa minha tristeza em alegria
Atenuando o meu ser
Dispersando toda esta agonia
E cada dia seria como um belo amanhecer
Que iria renovando o meu dia-a-dia
Por assim dizer...
Em um compasso que irradia
A mais bela essência do meu viver
Há quem diga que os deuses sabem ouvir muito bem esta cantiga
Que é o sofrimento do não te ter
Angel Jhone
ENTRE DEUSES E DEMÔNIOS
by Clarete Bomfim
Proteu era uma divindade marinha, pastor dos rebanhos de seu pai, Poseidon. era visto como profeta por ter o dom da premonição, mas não gostava de comentar os acontecimentos futuros. Sempre que um humano se aproximava ele fugia, assumindo a forma de criaturas marinhas monstruosas e assustadoras.
Reza a lenda que, um dia, sorrateiramente, Proteu acende uma tocha no fogo do sol do Olimpo e o devolve à humanidade, contrariando a vontade de Zeus. Sua vingança veio, primeiramente em forma feminina. Os deuses criaram a primeira mulher - Pandora - que foi enviada à terra, levando uma caixa onde estavam guardadas todas as desgraças que assolariam a humanidade. Não satisfeito, ordenou que Proteu fosse acorrentado no alto do monte Cáucaso, na fria e ventosa região da Cítia. Todos os dias, ao nascer do sol, uma águia viria comer seu fígado, lentamente, bicada por bicada, que voltava a se regenerar durante a noite.
Como divindade, Proteu era imortal, por isso o castigo seguiria por toda a eternidade. Mas seu castigo terminou anos depois, quando foi salvo por Hércules, que, após realizar os doze trabalhos propostos por Zeus, matou a águia e o libertou das correntes, substituindo-o no castigo por Quiron, o centauro.
E como a lenda de Proteu, da mitologia grega, tem relação com o filme "O Farol" do diretor Robert Eggers?
Nota-se o entrelaçamento entre a realidade e a mitologia. Muitas são as referências emprestadas ao filme - Winslow vivido por Robert Pattinson, almejando descobrir os segredos que habitam o último andar da construção, bem como as tarefas exaustivas realizadas por ele (os doze trabalhos de Hércules). Thomas Wake (Willem Dafoe) tendo vivido naquela terrível e solitária ilha por tantos anos, funciona como uma extensão da deidade marinha intitulada Proteu. Sem falar nas visões ilusórias de Winslow (monstros marinhos e sereias) e as gaivotas (o sentido de sua presença na ilha e sua atuação no final do filme).
"O Farol" traz a mesma atmosfera de suspense angustiante e complexo de outro sucesso do diretor - "A Bruxa" (2015). é um filme lento que traz muito mais do que mostra. A forma visual incomum incomoda o público, com tela quadrada "apertando" a cena, com referência ao lugar onde estão, que é muito apertado. Com uma fotografia escura, em preto e branco, remete o público à um mergulho completo na insanidade mental do personagem e com imersão nos momentos mais íntimos.
O terror apresentado na narrativa é marcado por planos longos, ambientação úmida e cenas com alucinações cercadas de mistérios. Foge do padrão do uso de uma trilha sonora tradicional em volume crescente culminando num grande susto.
O tempo realmente não é importante naquele lugar. A interpretação de intensa entrega de Pattinson e Dafoe, faz o público experimentar sensações de instabilidade emocional e desgaste, visto que eles não se entendem - ora se amam, ora se odeiam. Difícil entender a mentalidade deste dois guardiões de um farol. Afinal, que tipo de pessoa aceitaria este tipo de trabalho?
O autor fez uma longa pesquisa sobre a vida dos faroleiros, utilizando estórias reais na narrativa, vividas por estes homens, em situações de extremo estresse gerado pelo isolamento. Utilizou-se também de referências cinematográficas como o machado no filme "O Iluminado" (1980) de Stanley Kubrick, as gaivotas que lembram o filme de Alfred Hitchcock - "Os Pássaros" (1963). A composição do personagem Thomas Wake foi baseada no filme de 1941 "O Lobo do Mar", uma adaptação do livro do mesmo nome, escrito por Jack London, dirigido por Michael Curtiz. Não há espaço para a improvisação, pois foi utilizada a linguagem de marinheiro da época, não permitindo a infidelidade ao roteiro.
A produção demorou quatro anos para ser finalizada. A locação aconteceu em uma ilha isolada, com gaivotas locais, sendo que três delas foram adestradas para atuação em takes específicos. Foram utilizadas câmeras antigas (1905) para que as imagens geradas proporcionassem ao espectador a imersão na época da narrativa e se sentisse no lugar mais desconfortável do planeta. A música intrigante e a fotografia densa, usando perfeitamente as sombras, a câmera claustrofóbica e a manipulação da narrativa com aumento da tensão e forma crescente, proporcionam uma experiência sensorial única e inexplicável. Já que o público não consegue distinguir: alucinação - sonho - realidade. Ele sai do cinema com um olhar próprio para cada acontecimento ali representado.
É um filme de muitas camadas e de terror psicológico, onde "ela" (o farol) é o terceiro personagem desta história de fundir o cérebro, em uma dualidade de sentimentos sobre ele - amá-lo pela temática e produção audaciosa, primorosa e original - ou odiá-la pelo mal-estar que nos proporciona. Quer um conselho? Assista de mente aberta e com o coração em paz. Se estiver vivendo algum problema emocional, espere mais um tempo...
