Desesperança
Desesperança
Destemperança
Desassossego
Desaconchego
Mas eu me sinto bem.
A falta do meu pai
A bolsa de Xangai
O grito no sussurro
Ler Dom Casmurro
Eu me sinto bem.
A força do vento
O peso do tempo
As águas de março
A sobra de espaço
Mas me sinto bem.
O Furacão Milton
A Morte do Ilton
A cólera da vida
A cicatriz e a ferida
Me sinto bem.
A falta de certeza
Os ritos de beleza
O triângulo da tristeza
O fim da natureza
Me sinto bem.
Apesar dos pesares
Da fúrias dos mares
Da queda dos pilares
Do incidente em Antares
Ainda me sinto bem.
A DESESPERANÇA constrói muros e destrói pontes. A ESPERANÇA destrói muros e constrói pontes. Escolhamos!
"" É preciso afagos onde há dor, sentimentos de humanidade onde há desesperança. E onde houver fé, que haja alguém disposto a fazer... o bem.
No final só o que sobrou foi a dor, o choro, a desesperança, a angústia e a terrível melancolia. O final de relacionamento é destrutivo.
Uma desesperança estereotipada mas inconsciente esconde-se mesmo sob os chamados jogos e diversões da humanidade. Não há graça neles já que sucedem ao trabalho.
DESESPERO E DESESPERANÇA
O mundo se encontra
em desespero
não há expectativa de coisas boas
para o futuro...
Caiu um muro, em Berlim
mesmo assim as divisões persistem
as guerras santas e ideológicas
o terror e o sectarismo
segam a justiça, privam os homens
dos direitos mais elementares.
o homem profana a sua origem e divindade
apodrece o planeta e mata a esperança
dos filhos do presente...
Não podemos esperar o apocalipse
para recomeçar uma nova experiência
as crianças clamam por uma chance
para fazer um mundo melhor
mas a base da humanidade desmorona
a cada gesto de covardia do homem atual
a cada crime cometido por ganancia
dos pais da desesperança
que semeiam medo e desconfiança
no coração dos homens de bem.
O mundo se encontra
em desespero
não há expectativa de coisas boas
para o futuro...
As mulheres não dão mais a luz
não acreditam mais no amor
no amor dos seus amantes
perderam a razão e a fé
em Deus e nos homens.
A brisa de desesperança me envolve, um vento gelado que corta minha alma e me sussurra segredos sombrios. Caminho pelos bosques sem fim de desespero, onde as árvores retorcidas ecoam meus pensamentos mais sombrios. A solidão é minha única companhia, uma paz que é ao mesmo tempo meu refúgio e minha prisão. No silêncio, ouço o eco do meu próprio vazio, um eco que ressoa como um lamento solitário. Cada passo que dou na escuridão é como um passo mais profundo na espiral do desespero, onde as sombras dançam ao redor de mim, como fantasmas de sonhos quebrados, a esperança parece sempre distante, uma estrela fraca no horizonte, e eu me pergunto se algum dia vou encontrá-la novamente. Enquanto a noite avança, eu me entrego à melancolia que me envolve, um abraço triste que se tornou meu lar. E assim, continuo a vagar por entre os bosques sombrios da minha própria mente, perdida na tristeza, em busca de mim mesma.
Nada escapa aos olhos atentos da espiritualidade, se o ontem foi visto com desesperança, o hoje sempre poderá ser um presente para o amanhã
Sejamos honestos com nós mesmos, afinal a
mentira é a semente que fecunda a desesperança e contribui para o surgimento do medo
As mãos do destino só serão entrelaçadas quando desatarmos os nós da desesperança e quebrarmos as correntes do medo
Balada isolada de cores
Meus sentimentos levitavam em um breu recheado de desesperança, receoso de si próprio. Tentava segurar-me nas relvas que deparava, mas nada era páreo para a revanche... que me assolava.
Fingi-me morto quando na verdade nem tinha luz.
Joguei-me triste pelos cantos quando na verdade estava em sobrevida.
Encarei-me já na esquina, não havia mais como atravessar a rua.
O General está
desaparecido,
Não quero semear
a desesperança,
Os irmãos estão
procurando,
Creio que não
esteja mais vivo.
Vejo um pastor
que segue com
as suas ovelhas
apontando um
novo itinerário
ecumênico,
Para descobrir
se o General
está inteiro,
Ao fundo um
cântico llanero.
Tento ao menos
ser um sopro
alvissareiro,
Essas letras
no meio deste
bruto silêncio
de metal
em busca de
saber onde
está o General.
Altiva
Altiva, chamaste-me um dia...
Não era altivez, era cansaço.
Desesperança também.
Minha crença não permitia,
baixar a cabeça prá ninguém!
Quanto mais pobre mais altiva?
Quanto mais rica mais nobre!
Quanta contradição há na vida.
De uma nobre alma, pobre!
Ninguém entende a razão.
Ninguém entende o querer.
De um pobre coração!
Fale, julgue o que quiser.
Sou garra, farra, marra e fé.
Sou alma rica...sou mulher!
☆Haredita Angel
Desesperança
Se o destino da vida te tirou a esperança, saiba que a desesperança não faz parte do seu destino, quem se precipita a desistir esquece da vida, mácula a alma com medo e dissabor e não dá chance sequer para o Redentor em mudar a história do destino que um dia a vida tirou.
Pobre criatura desalmada, se recrie nas veredas da vida e ponha em si um coração forte, pronto para mudar a sua história, tenha fé,lute contra a desesperança pois ela não alcança a mudança, ao contrário, só traz dor e repugnância e apaga de vez a esperança, aquela mesmo que um dia o grande mestre ensinou.
Agora desperte para a sua nova vida, voe e alcance lugares que jamais almejou, se recrie e volte ao mundo, para o lugar de onde sempre desejou, e seja aquela pessoa que vai testemunhar e mostrar como a fé e esperança pode fazer a vida mudar.
Atila Negri
Quando nada mais parece fazer sentido
Quando já não importa mais
se o dia já é noite ou se a noite já é dia
Tanto faz se tem Sol ou estrelas
Quando a necessidade básica de sobrevivência
não parece mais ter sentido algum
Tudo parece tão sombrio
Tudo parece ter mudado
O barulho, sem mais nem menos
Se fez silêncio
E a alegria se fez tristeza
Tudo parece ter mudado
O riso calado
Simplesmente observa esta cena
Na qual tudo se faz nada
É só vontade de chorar
É um vazio no peito
É a dor que não quer calar
Um vazio que não se preenche
Uma solidão companheira
É o querer fazer
Sem nada poder
É o grito abafado
Uma pergunta sem resposta
Por quê?
Se um dia já foi perfeito
Já deveria ter imaginado
Algum preço eu teria que pagar
Por que tão caro?
É só tristeza
Não vai passar?
Será que me acostumo?
Tudo o que eu não preciso é chorar
Mas a minha maior qualidade neste momento é exatamente esta
Sinto saudades do tempo em que conhecia meus sentimentos.
Do tempo em que sabia o motivo pelo qual eu chorava ou sorria.
Dos momentos em que eu vivia plenamente minha vida.
Sinto saudades de tudo o que vi e vivi, porque sei que minha alma estava tranquila nesses momentos.
Hoje quando tento me encontrar
Só vejo a mesma dor, promessas vazias
Hoje sinto um vazio que ainda não sei o que é, e que talvez um dia o tempo me permita entender.
Sinto falta de mim
Mas não me lembro quem eu fui
Quem já considera normal sua depressão
E que já se acostumou com a tristeza
Alguém que carrega dentro de si
Um imenso vazio
Alguém que mora num mundinho escuro
Para não enlouquecer
Este seria um pedido de socorro?
De alguém que está com a alma ferida
Alguém que teve as asas cortadas
E que não sabe mais onde se segurar
Para não mais afundar num buraco
De onde só se ouve gritos de dor
Alguém que mal começou a viver
E já se cansou da vida
Seria um abraço a salvação?
Do ombro de uma alma amiga pra compartilhar as aflições...
Ou daquela senhora com roupa negra e um final na mão...
Translúcida
Sobre tudo que aconteceu,
Agora paro para refletir.
Posso ter chorado, sofrido, te amado.
Tudo materializado por uma alma insana.
Buscando meu pico de centralidade,
Rodo como um pião afinando meu eixo.
A maturidade bate na porta.
Ajusta os ponteiros,
Calcula horas, dias e meses de desespero.
Com tanta desesperança,
Parece que o pique esconde é com a felicidade.
Que hoje vive em local incerto e não sabido.
Assim como um criminoso ou forasteiro,
Machuca pessoas, vem com data e hora para ir embora.
E some.
Nessa seca de verão,
Secou tudo.
Canal, afluentes e coração
Descrente com as águas de março,
Sigo sem salvação.
Terreno quando judiado pelo tempo,
Nasce flor com espinhos.
