Desesperança
Como é tão linda
Como deixa transparecer nos olhos
A triste desesperança
A dor da lembrança
Que insiste em latejar
Como pode ser tão linda
A forma como demonstra
Que nada aconteceu
Que os dias em que morreu
Sempre desejam voltar
E te iludem prometendo
Que a dor vai acabar
Se vai acabar também tua beleza
E a razão para cantar
E essa rosa, que está murcha
Vai terminar de desmanchar
"Há situações na vida em que não vemos mais saída; tudo é incerteza e desesperança e, em lugar do sol, só há densas nuvens. Há circunstâncias em que não temos forças; nem sabemos o que fazer. É nesse momento que precisamos sussurrar, nem que seja em um último suspiro de fé, e olhar para o alto. É de lá que vem o socorro; é de lá que vem a força e a graça para continuarmos até que o sol volte a brilhar e a vida ganhe novamente sentido. Só não vale desistir; só não vale se entregar." (F.C. Cunha)
Quando um país sofre com a desesperança de seu povo, devido as diversas lutas e desigualdades enfrentadas, é um sinal de que a soberania popular está em decadência.
"Creio que, apesar de tudo, sempre haverá esperança.
A desesperança é uma forma de desacreditar na vida. No entanto, os homens não nasceram para isso e sim livres para viver, crer, superar as suas próprias expectativas."
Desesperança
Chega de esperar,
preciso fazer algo!
Mas, pera aí,
eu já esperei tanto
sem saber o que fazer.
Será que não vale
esperar mais um tanto,
para que algo
possa acontecer?
Não! O mundo segue
esperando algo de mim.
Mas por que ninguém
no mundo espera por mim?
E como eles alcançaram,
se não esperaram?
Será que se cansaram
de esperar e venceram
pelo cansaço?
Eu não, não sou de aço!
A minha espera
é só um passo que eu desdou.
Permanecer onde estou
é esperar em desespero.
Durmo esperando acordar.
Trabalho esperando
o final de semana chegar.
E amo esperando o fim.
Esse, sim espera por mim.
Não é porque eu
não sei o que fazer que eu
não deva fazer nada.
é preciso pegar uma rua
para poder chegar na estrada.
É isso! Sentado eu não fico.
Mais vale a desesperança
de ser pobre do que
a esperança de ser rico.
Não sei para onde, mas vou.
Não sei por que, mas sou.
Não espero mais
a esperança que me faltava.
Se nada acontecer amanhã,
tudo bem:
por essa eu já esperava.
“É necessário que a desesperança não permaneça ancorada em reuniões incongruentes e salomônicas, cujas ideias contundentes de transformação simplesmente sejam distorcidas, arrefecidas, rechaçadas e, quando menos, ceceadas pela mesmice da retórica baldia de ações inócuas e contra producentes.” Gladston Ribeiro Jr.
Efêmero
Uma gota
Uma paixão
Um sorriso
Uma canção.
A infância
A lembrança
A folia
A desesperança.
Tantas coisas boas e ruins
Tantos desafios e conquistas
Tanto rancor e perdão.
Tudo é passageiro
Tudo é efêmero
Tudo vira história!
Espero - mesmo que seja no fim - ser resgatado dessa desesperança no amor.
São Paulo, janeiro de 2009
Pós - "Passe a régua"
DESESPERANÇA AO EXTREMO (PENSAMENTO PROIBIDO)
As vezes a vida é assim pra alguns...
Uma hora você perde...
...outra hora você perde e depois perde denovo.
Então quando você pensa que tudo está perdido
e não existe mais esperança...
...você perde mais uma vez!
Mas lembre-se, a esperança é a última que morre, porém, ela morre.
Unemployment...
Na alma do aflito retumba o grito da desesperança, onde o caminho se esquiva na dor da água que estagna. O justo e suas armas reluzentes, açoitado sobre o chão, vitimado pelos grãos lançados a seara. Colheram-se as lágrimas de lamento, na inércia de virtudes, fraquejou-se o valente. Derrotado nas viris convicções, foi-se o jovem moribundo, levado pelas lágrimas de tão breve e dorido momento.
O verde da bandeira acena do alto do céu azul da terra amada, olha-se entre lágrimas o passado desvairado de possibilidades falidas. Onde estará sua alegria ante o pavor dos matagais, pois ao perpassar da ventania quebram-se os rijos vegetais. O agasalhar da bandeira aqueceu-me por pouco, mas os falíveis pensamentos mortais levaram-me a idiotia.
A camisa suada de sangue, os olhos delatados pela noite, a busca incessante e frustrante, rendia-se a dor do descanso, a labuta reiniciava-se em poucos instantes. Parece renascer o sofrimento, pois o solo me daria o sustento. Dele reviraria a vida, e as gotículas de esperança nasceria. Mas valei-me Deus de labutas constantes, da triste história do trabalhador brasileiro, desmerecido entre as estrelas da bandeira, no estrelado azul cintilante anil. Se vê entre tão tristes lembranças a esperança de que um mero dia que seja, nasceria em breve e refrescante manhã, o som do sorriso ao realizar o tão belo desígnio de ter alcançado o almejado.
Quem sabe nessa mera lembrança, a pobre lápide, o desejo intenso da mudança e descubra na breve sensação de conquista, a fé desguarnecida, ferida e lançada à plebe de falidos e vencidos desejos frustrados. Venceria neste breve soneto, nos lábios de anjos tão puros, a vida, por mais simples que seja no apego ao futuro.
Logo, bem logo diria, o som da chuva anuncia que a sede vencida seria. Nas necessidades atribuladas na intensa invernada, cabal palavras de desapego no aconchego de uma vida tão jovem desfavorecida.
Tão breve seria o momento do tempo, em que a poeira levada a ação, encontrasse no chão o destino infeliz. Teria a força da conquista nas mãos e diria a quem me diz que venci e o desemprego ao desapego de tão somente e frágil solidão, acalantaria a vitória as mãos.
Quando Deus diz sim, o que diremos nós?
... E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Sejamos felizes com o Propósito de Deus em nossas vidas.
Acredito num lugar
onde não existam rancores, temores e desesperança...
Acredito naquela Shangrí-la que existe em cada alma
e no desejo de cada um encontrá-la.
Cika Parolin
EM DESESPERANÇA
E quando você descobre que está só ...
quando o momento do sonho futuro passou,
quando viu que seu futuro não chegará.
Sente seu peito amargar num grito de vento ...
vê a escada descer sempre, não vê os degraus,
não vê o fim, só o inútil descambar até um fim.
O que adianta tanta dor...
pra que serve tanto buscar se nada encontrou,
e agora você percebe que nem andou errado, cambaleou somente.
Mas o tempo passou, não há mais tempo...
o amor que você magoou lá distante está cortando agora,
sua família e você não são mais, seu riso é falso.
E quando você descobre que está só ...
Poema da desesperança
Hoje estou triste, pra baixo.
Meu corpo dói, minha cabeça dói, minha mente está pesada
Sinto falta da liberdade, da felicidade e vontade de viver
Não sei se falta esperança, ou se é a criança dentro de mim
Retomando seu espaço me tornando imatura e por que não dizer mimada
Preciso ser renovada, motivada e chamada atenção
Um puxão de orelha, um abraço apertado uma repreensão
O que há comigo? Que desânimo é esse? Que tristeza meu Deus.
O que será da minha vida, se não conseguir me levantar
E com muita fraqueza as lutas enfrentar?
Não sei aonde vou parar e se assim continuar a morte chegará
Antes do tempo previsto sem que eu tenha vivido os dias de glória.
Tem sido esse o meu dilema, sem certeza de que um dia
Viverei para contar coisas boas que um dia sonhei encontrar.
Soneto da desesperança
Deixai para depois
Vossa vida
Deixai para depois
Vossa divida
Oh tu, que prometeu jamais chegar a este ponto
Pelas vossas mãos o futuro escapou
Agora, por que corres tanto?
Tu, quem procuras, a vida findou!
Não adianta esconder-te
A felicidade já teve seu dia
Todos ganharam vossa parte
Vós que faz o mundo assim
Uma eterna procura a utopia
Esqueça-te, pois esse é o fim
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