Desdém
Olhos que tudo vêem
Te vejo com meus olhos rasos d'agua
Com teu desdém me fizeste sofrer
Deixaste meu coração imerso em mágoa
Não sei se almejo viver ou morrer!
Porque me mostraste o céu de estrelas
Para depois confinar me numa prisão?
Se eu nunca poderia vê las
Para que sonhar com elas então! ?
Ver tudo é sofrer em vão _imensamente
Não poder bater asas e voar livre
Ver com olhos que tudo sabem e tudo sentem!
Por isso,amor, choro deste mundo toda a dor
Quedo me ante mares de tristeza e solidão
Meus olhos tudo vêem. ..tristeza e amargor!
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados )
Alma
"Conceituo como alarmante o desapreço, desdém do ser humano com referência ao quesito alma, tema, que deveria ser prioritário, primordial e de interesse coletivo, não aprofundar, conhecer. questionar para mim é considerado uma lástima"
Santo é quele que reza ao diabo
fruto do pecado aleio,
desdem alienação daqueles;
Deduz se a tal divergência,
prolongando a morte,
calado tenor,
Repete se tantas vezes que vicio
torna a mãe da compadece
nas altas horas do crepúsculo.
se tem memoria de dias felizes.
Sobre tudo a todos aparecias,
no resoluto deferi o ferir vendido,
sem conclusões num de interesses,
Tudo se sabe nada pode ser dito,
num refrão da cantiga apenas despedida,
no amor perdido mais uma sina,
sono bom que morre a cada dia.
Tanto sabe se se tem o direito de ocultar
no vulto da meia noite ão amantes
na gloria perdida apenas despedida,
no triunfo do desatino seu relato...
Trans diz a insanidade implícita,
do algoz insurgente a tal paradoxo,
influído no estágios iniciais...
sob aquele resolutos infames.
Âmbito no desatino do querer
ou que sou base nas cronicas do absurdo
são sórdidos sem tradução...
abduzidos abrangem a devolução.
Reenviados de uma outra dimensão,
tudo se faz em promessa vazias
num ato presente defere suas apropriações
te fazem ser o poder...
PEDI UM SONHO (soneto)
Fui pedir um sonho para a doce poesia
Quis pedi-lo, ao desdém, me disse não
Os desamores não sabem, lá onde estão
A inspiração que criam o carinho no dia
A poesia suspira... é cheia de ousadia
Quando o amor é rima com a emoção
E se tem a paixão, ah! é de total razão
Então, quis arrancar-lhe tudo que podia
Aí os afagos raros, vieram ao meu lado
Nos dedos escorreram o afeto intacto
Aonde pude me ver, assim, denodado
E o trovar apaixonado, surgiu em flor
Perfume dos cravos, rosas, num pacto
Que o sonho seria a firmeza do amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 10’36” – Cerrado goiano
A inabilidade do emissor ao se expressar somada ao desdém do receptor em ouvir mostram o quanto ainda estamos distantes da era da comunicação.
Aonde estão os seus amigos agora nesse momento tão difícil? Onde está o riso e o desdém? Aquela gargalhada rasgada, cedeu lugar ao choro... As escolhas nós fazemos, mas as consequências, estas temos que suportar depois. Lei da semeadura.
Gente quase como louca...olha o outro com desdem
coitado daquele que pensa... que não precisa de ninguém
Quando perguntarem, com desdém, se você entende de arte. Responda: "Não entendo, mas sei exatamente quando gosto e quando gosto, seja lá o que for e de quem for".
Por que cobram aos poetas o desdém da musa? Musa é isto, nosso olhar sobre a pessoa errada que nos arranca a rima perfeita! Musa é a luz que inspira o sofrimento latente à procura das palavras mais belas. Musa é apenas os olhos acesos que nos deixa cegos ao mundo, passa, porque é inspiração, não amor, permanece porque vira a palavra registrada do poeta. E há quem ache Pigmalião piegas!
Logo você que disse querer tanto o meu bem,
Hoje em dia só me trata como desdém.
Mesmo sabendo que o meu bem é você.
As vezes sinto saudades da noite. Ela sempre vem ,mas por uma escolha desdém a deixei se ver ... Meu grande amor , tem em meu adeus a maior dor .
ESTAÇÃO
Em algum vagão
Enrijeço a minha nuca de desdém
Não vago em vão e não alugo peito
Não penso em mais ninguém
Só num pronto-abraço que me espera
Na estação mais farta que a primavera
Aonde o meu desembarcar
Pisa efêmero nos trilhos
Em que vou descarrilar
O meu breve juízo
Outra vez
Há o que se acha inteligente, que faz desdém de seu cônjuge; não percebendo que desdenha de suas próprias escolhas e menospreza sua história. Que ironia!
