Dei a Volta por cima
E todas as noites era a mesma coisa:
O ventilador na beira da cama em cima de um velho trono de madeira onde a cada giro que o ventilador dava o trono balançava. Era sempre um barulho ao fundo por conta desse balançar. Mas isso não a incomodava! Melhor o barulho de tal objeto, do que o grito da sua solidão.
Uma droga para tudo é maluquice. Legal ou não, prescrita ou não, passada por cima ou por baixo do balcão, comprada para uso nas esquinas das ruas – cada pílula nos separa do conhecimento de nossa própria compleição e nos distancia do aprendizado da verdade. É melhor nos tratarmos sem recorrer a nenhuma droga, seja qual for a droga e a situação. É criminoso, imaginei, para mim, apoiar uma multidão que trata o corpo como uma máquina em vez de notar as manifestações psicológicas, que fracassam em ver além da primeira tela das aparências.
(Fugindo do Ninho)
Portugal visto de cima é um Fernando Pessoa... distante, profundo e intrigante, cheio de reentrâncias e Saramagos...
Essa copa foi a cara da dilmalula minusculo, de cima a baixo, recheada de mentiras, vergonhas, falta de moral e e´tica política, desvios de verbas, cambistas quadrilheiros de ingressos super faturados, os cegos voltaram a enxergar, surdos começaram a ouvir, aleijados voltaram a andar e até o Neymar que quebrou a 3° vértebra se levantou bem rápido! aff! quanta ofensa a minha inteligencia, quero descer e eleger a dilmalula a pastores dos milagres em tempo record, nenhum pastor ou padre em sua história foram capazes de fazer tantos milagres em um espaço de tempo tão curto! digo, sarava ou oxalá?
É mais fácil criticar ou fazer comentários sub-reptícios em cima algo que nunca imaginou pensar. Acho que qualquer pessoa que diz o que pensa, já se surpreendeu com isso.
Queria ligar todos os corações, tirar o melhor de cada um, olhar de cima e de lado. Caminhar em qualquer lugar, o mundo dos sonhos é tão perigoso, mas o bom dele é que podemos ter armaduras, sou do Universo, ele é tão complexo, qual o argumento para eu ser simples?
Quando os homens acabarem de devastar todas as riquezas naturais de cima da terra; eles começarão a se devastar entre si...
Querido, embora a vida tenha sido um pouco cruel, alguém lá em cima, nos deu o dom de descansar uma vez por dia. O dom de desligar nossos pensamentos, não importa o quão ruim eles sejam. Juro que hoje é um daqueles dias que eu queria que a hora do descanso durasse alguns meses, mas isso é tudo o que temos pra hoje. Ou melhor o que não temos...
-Faye and Kenrick
Le Village - Pedro Correa
No andar de cima, o delegado
Tinha seus desgostos, seus adversários
Quieto e solitário, residia em seu canto
A frente, a bela dona de casa
Com um olhar cheio de melancolia
Observava pela estreita janela
Quieta e solitária, residia em seu canto
Ao lado, o jovem de sonhos frustados
Sonhos cancelados, planos pelo chão
Quieto e solitário, residia em seu canto
Do outro lado, o velho senhor
Relembrava daqueles momentos únicos
Que pôde viver ao lado de sua falecida mulher
Quieto e solitário, residia em seu canto
Amargura, infelicidade e um ar de tristeza
Rondavam a pequena vila
Cada um com seus motivos
Sorrisos raros e lágrimas constantes
Personalidades diferentes e iguais ao mesmo tempo.
Tem gente que vive em cima de saber que existem recalcadas no seu pé, eu vivo de não ter tempo e nem ninguém pra me falar dessas coisas.
Não construa sonhos em cima de pessoas, eles são muito importantes para serem construídos em um local tão perigoso.
Canta o galo em cima do telhado,
velho de podre a cair aos pedaços.
Dormem os campos serenos,
agitam à passagem de uma suave brisa,
que acompanham os meus passos.
Dormem sossegados já sem desassossego,
dos dias de férias passados na aldeia..
das idas à barragem do azibo,
água fresca,limpa ,de pedras e fragas.!
Caminhos de lama, trilhos de fragas, de pedras,
pelas ruas de casas caídas em ruínas,
onde as migalhas de pão caíam no chão,
de soalho, tábuas corridas,
onde outrora não havia fome.
Havia trabalho, trabalho duro, de sol a sol,
onde o pão não faltava e alegria também não,
ouvia-se o riso e o cantar das gentes ,
das crianças a ir para escola alegres e felizes,
com um pedaço de pão na algibeira.
Agora é só dor da partida, partida permanente,
onde vai-se e não voltam.
casas em agonias e tormentos onde,
os velhos gemem as suas mágoas, os seus desenganos,
embriagam-se nas dores que os atormentam,
prostram-se cansados pelos anos,
choram no banco da igreja, no banco de um jardim.
Perdem o rumo da vida, da alegria,
como se navegassem sem mastro, sem leme....
das aldeias perdidas esquecidas e dizem ..
estes velhos sábios das nossas aldeias....
Hei-de morrer algum dia!..
