Dei a Volta por cima
E eu que sempre fui tão precavida, dei por mim tão louca, tão largada de tudo. Tão presa a nada, a não ser que fosse por você. Pra ser sincera foi ai que eu me perdi do resto. Sendo sua. Ser só minha era muito mais fácil. Admito.
Mas acho que eu fui virando um tipo de radar de você. A sua procura/espera. E sem nenhum cuidado, sem nenhum medo de me perder de mim mesma, dei por mim também tão sua.
Então , se não for pedir muito , apenas me leve, me leve. “Just take me away”.
A vida me ensinou a caminhar com cautela, dei as mãos pra minha própria companhia. Eu aprendi a ser sozinha. E as vezes, é isso que me fortalece.
Eu sei que o tempo vai passar muita coisa vai acontecer e aquele beijo que eu te dei nunca mais vou esquecer.
Eu te dei o meu respeito, eu te dei honestidade Por que você tem que tomar essa rua de sentido único?
Dei com a cara na porta!
Estou marcado até hoje,
meu rosto pegou na quina da fresta.
Havia outras portas, e uma enorme janela.
Porém fiquei inebriado.!
Gamei, não prestei atenção e dei de cara.!
Mas tipo, nada ver uma porta no lugar errado.
Perdi atenção da outra!
Olhei a porta que dei de cara,
Era estranha, diferente!
Mas não sei por que...
Acho que foi amor a primeira vista.
Por algo material
Que tornou-se sentimental.
Feito criança, acredito. Como mulher, eu insisto. Junto a mulher que sou com a criança que nunca deixei de ser para viver um sonho complicado com você.
Todos dizem: ''pare'', eu digo ''me dê licença.'', e sigo em para você, que eu amo tanto e me tem por inteira, que me machuca e me cura. Creio nas palavras, mas elas nunca te mostrarão a metade do que somos. É a cumplicidade, é a verdade e a desordem, é assim, ser por não ser, querer por temer, desejar por amar. Eu te amo, e assim que é, assim seja, como um amém pronunciado com toda a fé.
Devemos amar nossos inimigos sabemos plenamente, mas o que adianta amarmos e não sermos amados?
Deixo bem claro, os amo, mas bem longe.''
"Não posso negar ainda ti quero, mas no momento as chances que um dia ti dei estão com outra pessoa, e sim a pessoa que pode mim fazer feliz."
Num mundo com tanta gente dei sorte de encontra você,a pessoa que me faz feliz.Te amo da forma mais sublime e pura que eu poderia amar alguém!
Hoje decide desatar alguns nós que entrelaçavam o meu cotidiano, dei um basta e sem especulações,pus um fim no que me transtornava. Foi justamente num momento sem pensar e no impulso que fiz tudo corretamente.
"Eu acho que estou apaixonada. Sim. Apaixonada por alguém que eu nunca esperei, nunca dei o devido valor, e nunca reparei nos detalhes encantadores. Eu sei que seus olhos são meigos, seu sorriso é divertido, e seu cabelo bagunçado é melhor do que arrumadinho com chapinha. Quando vira a cabeça pro lado se faz fofa. É, eu acho que estou apaixonada por mim, pela primeira vez. Não é questão de se sentir, ou querer ser mais que alguém. É, o simples fato de se valorizar, e se sentir bem... em paz. Só isso já basta. Não é querer se amar, e querer ser melhor que alguém. Não. Não é isso, é só reparar em você uma vez por mês, gostar da sua risada, e das suas manias que mais ninguém tem. É, se apaixonar por você todos os dias pelo simples fato de saber que você é diferente dos demais."
Hoje abri a janela do meu quarto e dei de cara com um cenário diferente.
Há tempos eu não fazia isso. Há tempos que não observava esse cenário, nossa... como mudou.
As árvores cresceram.
Algumas pessoas que, antes habitavam o terreno, não estão mais lá. Está tão diferente...
Às vezes é assim: ficamos trancados nesse quarto, nesse nosso mundinho, sofrendo com dores antigas, rindo com palavras bonitas, porém vazias, enquanto lá fora tudo se transforma.
O que não havia nasce, o que nasce cresce, o que cresce muda...
Hoje percebo que não foi só esse terreno que mudou. Eu também mudei junto com ele.
Talvez eu não possa afirmar que o verde do mato que cresceu de forma grandiosa, seja a mesma quantidade de esperança que há dentro de mim.
Talvez aquele lixo acumulado no canto do quintal, seja o mesmo lixo que eu acumulo dentro de mim: sentimentos e desejos que não me fazem nem nunca me fizeram bem.
Talvez aqueles galhos de árvores que cobrem o telhado da casa, sejam os mesmos galhos que eu uso para me esconder de tomar certas decisões que precisam ser tomadas e que, por algum motivo, eu ainda não tomei.
Talvez aquele montezinho de areia e rocha que eu avistava dessa janela e que agora não está mais lá, sejam as mesmas barreiras que eu venho destruindo aqui dentro de mim.
Talvez as pessoas que foram embora da casa, sejam as mesmas que eu deixei partir enquanto estava trancado nesse quarto.
Mas talvez essas novas pessoas que, hoje passam por esse quintal, sejam as mesmas que eu estou me permitindo conhecer.
E talvez um dia, elas também irão embora, assim como as outras.
Tudo mudou. Menos a janela.
Ah, essa continua igual. É claro que a poeira foi acrescentada à moldura dela, mas ainda sim, é ela.
Tudo muda. Tudo se transforma. Tudo passa. Querendo a gente ou não.
Mas algo permanece. Sim, a janela.
Aquela janela continua lá, no mesmo lugar, às vezes, esperando apenas ser aberta. A janela das lembranças.
(poema a escrever hoje, ou nunca)
não dei por ele,
talvez brisa no
pescoço
e na orelha,
o primeiro arrepio de prazer
talvez tenha sido isso
leve, começo a senti-lo
refresca-me
mas cresce,
torna-se forte
antevejo um tornado,
com todos os sentimentos
no centro
a elevar-se em
espiral,
para fora de mim e
do mundo dos ventos
amor-vento
já uma tempestade
abre-me os olhos,
amor-água
escorre-me pelo rosto
pelo corpo
as cordas das velas do meu passado
esticam rangem vibram,
as cruzes nelas bordadas
partem com o vento
e a minha alma fica
branca
pura
disponível
para receber as tuas marcas,
só as tuas!
Carlos Peres Feio
Eu já...
dei risαdα até α bαrrigα doer;
Já chorei αté dormir e αcordei com o rosto desfigurado;
Já fiz cosquinhα nos outros só prα pαrαrem de chorαr;
Eu já fiz bolα de chiclete e melequei todo o rosto;
Já melequei tds os dentes com chocolαte;
Já me escondi αtrás dα cortinα e esqueci os pés pra forα;
Já rαspei o fundo dα pαnelα de brigαdeiro;
Já senti medo do escuro;
Já tremi de nervoso;
Já αcordei no meio dα noite e fiquei com medo de levαntαr;
Já gritei de felicidαde;
Já chorei por ver αmigos pαrtindo, mαs descobri que logo chegαm novos.
αmo minhα vidα é mesmo um ir e vir sem rαzão.
“E quando me dei conta,
Estava ali parado, inquieto, calmo e turbulento...
Era só de um abraço apertado que eu precisava, ou só queria.
Era só algumas palavras que eu queria, ou precisava ouvir.
Eram tantas coisas que eu só fiquei ali, parado, calmo e turbulento!”
