Dedicatorias Educador de Infancia
Na páscoa todos nós voltamos a ser criança, recordamos a infância aonde nos lambuzávamos de chocolate.
DOCE INFÂNCIA
Lembro-me de quando menina
Montava minhas casinhas com caixinhas
de fósforos em cima dos
restos de areia
e desenhava sobre papéis de pães machucados
céus repletos de pardais , borboletas e
estrelas .
Ah... Minha paz sempre foi no quintal
lá de casa e na inocência
da minh'alma por
onde sentia o cheirinho das palmeiras
em que minha mãe cuidava com o maior
zelo e calma .
Era onde ouvia o canto dos pássaros
e meu pai os alimentavam com
muito cuidado e leveza .
Gostava de brincar de esconde esconde
por entre as frestas dos meus silêncios .
Construía mares
Pontes
Sóis
imensidões
Horizontes
Céus azuis com os pincéis
das minhas sutilezas e
dos ventos .
Hoje trago comigo a grandeza
dos meus sonhos e a inocência em
ver a vida com encanto.
Acho que por isso ...
Deixo-me sempre levar pelo enredo
do que seja puro e no
cintilar de um dia poder ver
este mundo tão desumano se curar .
Acredito e tenho fé !
Acho que por isso
jamais desvio do meu rumo
e nem de Paz me regar.
SAUDADES
Hoje estava lembrando
Lembrando da minha infância
Tempo bom era aquele
No tempo que eu era criança
Embora com muitas dificuldades
Nunca se perdia a esperança.
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Lembrei da minha escola
E das grandes amizades
Dos meus colegas de aula
Senti uma grande saudade
Lembrei também de alguém
Que era minha amiga de verdade.
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Eu ainda era criança
Mas ela não era não
Era adulta,mãe de filhos
Mas tinha uma criança no coração
Eu jamais vou esquecê-la
Hoje lembro com emoção.
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Eu cresci, fiquei adulta
E lá estava minha amiga
Sempre alegre disposta
Sorrindo feliz da vida
Eu sempre ia visitá-la
Pois por mim, era muito querida.
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Um dia mudei de cidade
Mas sempre ia lhe visitar
Uma vez por ano, lá ia eu
E sempre ao lá chegar
Ia ver a minha amiga
Passávamos horas a conversar.
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Até que em janeiro de 2009
Eu fui mais uma vez, ver minha amiga
Recebi a mais triste noticia
Que poderia receber na vida
Ela não estava mais lá
Tinha partido a amiga querida.
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Minha amada amiga
Querida dona Santa
Sinto tanto sua falta
A dor no meu peito é tanta
Choro toda vez, que na senhora penso
Dá um nó enorme na garganta.
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Minha querida amiga
Sua falta sempre irei sentir
Pois a minha maior tristeza
É não poder da senhora me despedir
E essa saudade só vai terminar
O dia que eu também partir.
UMA HOMENAGEM A MELHOR AMIGA.
AMIGA DO CORAÇÃO.
COMO TUA AMIGA, JAMAIS ENCONTRAREI NINGUÉM.
SAUDADES.
FEVEREIRO DE 2009
Saudades mesmo ...
Tenho é da minha infância !
Tempo lindo e puro
que não enxergava a
maldade deste mundo!
Minhas viagens são sempre voltas à infância, aos lugares onde vivi um dia. Uma procura, pai, mãe, avós, tios, amigos mortos. Volto atrás e procuro no verde, na luz, no céu. Em vão. O que perdi não terei mais, porém, mesmo assim volto sempre. A esperança de que algum dia encontrarei aquilo que procuro incansavelmente. Quem sabe na morte, única paisagem que por enquanto me é vedada.
-
Voltas da vida
Hoje, me lembro bem dos dias
de minha infância.
Tu eras uma senhora, eu um
moleque arteiro que sonhava
o dia inteiro, um beijo teu ganhar.
E assim o dia passava,
eu sem jeito ficava.
Para mim? Esquecias de olhar.
Hoje, me lembro bem, realmente
eras linda,lembro de ti com saudade.
Mesmo de avançada idade, ainda tens
o ar alegre, caminhas lentamente,
me beijas constantemente, convidas-me
até para casar.
Ai, o moleque de outrora,põem-se a
lembrar que agora, só tens olhos para mim,
e se eu à visita faltar é certo que vais chorar,
porque não olhei para ti.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciência
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Memoria de uma infância.
'' Da saudades vem as lembranças,dos meus tempos de infância, lembro-me quando brincava, as brincadeiras de criança, nunca esqueço daqueles dias, no tempo em que vivia, mas hoje eu sou um homem, agora estou aqui, lembrando de tudo isso,e o futuro pode vi''.
A ruptura com a infância muitas vezes acontece de forma tardia e tende a ser muito dolorida, mas necessária! Um dia todos teremos que nos despedir de nossa bela infância e partir pra realidade da vida adulta. Bom é que poderemos fazer um breve retorno de vez em quando... sem esquecer que a partir dos dezoito anos, podemos as vezes, até brincar de ser criança... mas consciente de que isso não nos pertence mais e que dependendo dessa "brincadeira" adulta, alguém pode se tornar um "inocente" muito perigoso!
No meio do caminho tinha um espinho
A infância lembrança com carinho dos tempos de criança;
Jovenzinho querendo aprender tudo ao seu redor;
Esperto por natureza, desperta logo o interesse pela vida;
Então caminhando se foi sua mocidade logo chegaria a maior idade;
Enfim vivendo e sempre aprendendo, conhecendo e vivendo;
Chega a maior idade os sonhos de criança ficam de lado agora cresceu o pequenino;
Porém os sonhos de infância continuam andando lado a lado;
O tempo passa rápido demais hoje já sou adulto e vivo tranqüilo, sempre sonhando;
Vida vivida com muito amor, determinação e carinho;
Muitas batalhas é verdade mas sempre caminhando com pernas e mãos fortes;
Novas idéias, novos rumos chegam à porta, sonhos realizados, outros deixados de lado;
O tempo corre depressa, muito depressa;
Os cabelos brancos começam a aparecer mas o desejo e a força continuam lado a lado;
O tempo passa rápido é pura verdade;
Mas cada dia é sempre um novo aprendizado;
Sempre um novo dia uma nova jornada, um novo começo;
Parece que foi ontem, quando recordo da minha velha infância;
Bom os tempos de menino que vivia livre sem ter pressa nem hora;
Pois esse tempo não retorna jamais;
E assim continuo sendo um menino que lutei, luto e busco o objetivo;
Viver é bom só que passa rápido muito rápido, muito mesmo;
Chega à velhice sempre mas alegre e bem disposto;
Com muita alegria é com um sorriso largo;
Muita coisa se passou, muitas situações, lembranças que sempre vem à boca;
Muita coisa modificou, coisas novas surgiram nessa minha longa e curta passagem;
Muitos lugares conheci, passei e conheci, hoje bem velhinho agradeço tudo isso;
Quisera poder voltar e fazer tudo novamente;
Enfim chegou o fim;
Hora de despedir;
No meio do caminho tinha um espinho.
“Está tudo na mente
Tudo nas raízes de infância
Está tudo na alma
Tudo no coração de quem ama
O que posso fazer se a vida me cansa? "
Minha Infância
Minha infância não foi muito frufru da qui nem frufru de la,
foi mais brinque daqui ese divirta de la.
Quando era pequena adorava brincar,
brincava de pega-pega, pique-esconde
até me machucar.
Cansar eu? acho que isso não vai acontecer. Pois sou espoleta pra valer.
Os vasos da vovó nunca quebrei,
mais nem por isso nunca apanhei.
Minha infância foi uma verdadeira diversão
como de qualquer criança que brincou e ralou no chão.
Sou menino criado na cidade
nunca tive uma infância na fazenda
o sertão para mim foi uma lenda
que pairou sobre a minha mocidade.
Conheci o sertão, isto é verdade,
assistindo o cinema brasileiro;
Glauber Rocha me deu esse roteiro
e eu que sou bom aluno fui atrás...
Os chocalhos são sinos matinais
nas dolentes canções do bom vaqueiro.
A infância será sua melhor fase, pois ainda não foi apresentado a maldade, puro, ingênuo, seguirá um caminho sem volta, vai continuar batendo, estará em pedaços, mas, prosseguirá
💔
Os pais parecem muito exagerados quando pedem aos filhos para aproveitarem melhor a sua infância, mas algum dia, lá no futuro, eles sentirão quão sábios eram os seus “velhos”!
Pedro Marcos
Sampa... que saudade da
"minha infancia querida que os anos não trazem mais..."
Rememoremos, pois, neste 464º aniversário...
Ósculos e amplexos,
Marcial
UM RETRATO DE SÃO PAULO
Marcial Salaverry
São Paulo sempre teve espírito pioneiro.
Foi daqui que sairam as Entradas e as Bandeiras,
que desbravaram o território brasileiro...
Os grandes acontecimentos, sempre tiveram
São Paulo à testa,
e isso a História o atesta.
Bandeirantes, entradistas,
e também líderes abolicionistas,
foram eminentes paulistas...
Em São Paulo sempre tramou-se a independência,
e tiveram paciência,
para esperar a hora certa...
Entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu o recado fatal,
e proclamou a independência, afinal...
assim conta a História,
e São Paulo detém esta glória,
de ter sido aqui finalmente proclamada
a Independência tão sonhada...
Marcial Salaverry
(Êste poema foi escrito para o Dia da Independência, 7 de Setembro de 1952, pelo aluno do Grupo Escolar Arthur Guimarães, Marcial Armando Salaverry, aluno da Profª Rosina Pastore, encontrado entre algumas relíquias do passado...)
A VELHA SAMPA... AQUELA SÃO PAULO DA GAROA
Marcial Salaverry
São Paulo, sempre foi uma das grandes cidades do mundo, e sempre a maior do Brasil. Mas quem vê esta metrópole alucinada de hoje, e a conheceu em outras épocas, forçosamente sentirá a saudade batendo forte no peito.
Era outra vida... Tempo das serenatas... Aqueles rapazes pretendiam conquistar suas eleitas, cantando sob suas sacadas, e as donzelas, sempre suspirantes, assomavam às janelas, sorrindo enlevadas para seus apaixonados. Eram lindos romances.
As crianças dessa época apenas sabiam brincar, ignorando totalmente essas coisas de namoro. A infância vivia uma verdadeira infância, sem queimar etapas. Existia algo chamado inocência. Apenas na entrada da adolescência que começava a existir aquele namoro “de portão”, e assim, as serenatas eram um meio para os rapazes demonstrarem seus sentimentos às jovens. Hoje, bate uma saudade incrível desse romantismo gostoso. Piegas, porém, muito gostoso.
Andava-se tranquilamente pela cidade. Era possível brincar nas ruas. E existiam aqueles jogos de “uma na mula”, “dono da rua”, jogava-se futebol nas calçadas, e com bolas de meia. Alguém sabe o que é uma bola de meia?
Claro que havia indivíduos que viviam fora da lei. Eram chamados malfeitores. Mas nem eles agiam com violência, principalmente com essa violência gratuita que vemos nos dias de hoje. Até para isso havia uma certa ética que eles respeitavam. Tivemos alguns nomes que marcaram época, como Meneghetti, Sete Dedos, que entravam nas residências, roubavam e saiam, sem que ninguém notasse sua presença. Tudo dentro da mais estrita “ética profissional”. Sem qualquer tipo de violencia...
Não havia esse consumo desenfreado de drogas, essa maldade que se encontra hoje, quando as pessoas de bem precisam viver enclausuradas, com medo da violência das ruas. A rua era nossa, podia-se passear e brincar à vontade. Em costume da época, vizinhos reuniam-se à porta de uma das casas, colocavam cadeiras na calçada, e o papo avançava noite a fora... Não havia a tal da televisão... Havia uma convivência saudável, e havia um enorme respeito das crianças e jovens pelos mais velhos. Sua palavra era quase lei.
São Paulo com seus bondes, com o charme fantástico da Avenida Paulista, e seus palacetes, com que os “barões do café” ostentavam sua opulência, sem que precisassem temer serem sequestrados. O que dizer então da Avenida São João, e seus lindos cinemas, como Metro, Art Palácio, Paysandu, programa obrigatório dos fins de semana. O Ponto Chic, e seu famoso “Bauru”... Isso sem falar nas salas de espetáculo como Odeon, na Rua da Consolação, com as Salas Azul, Verde e Vermelha. No carnaval, os bailes do Odeon eram o ponto alto naquela bela Sampa. Na esquina com a Av. São Luiz, havia a Radio América, onde nos fins de semana assistia-se a monumentais shows musicais. Por exemplo, os Quitandinha Serenaders, um conjunto que arrasava... Não podemos esquecer de um jovem que tocava bandolim genialmente, chamado Jacob do Bandolim... os Titulares do Ritmo, que era um conjunto formado por cegos, e que a todos encantavam com sua arte... Não podemos esquecer uma menina em começo de carreira que arrasava corações juvenis, chamada Hebe Camargo. E um garoto que ela chamou de “principezinho de olhos azuis”, ganhando um gostoso beijo nas bochechas...
Nessa época, ainda havia a famosa garoa... Acho que a poluição matou a garoa... E como era gostoso passear a noite, curtindo o friozinho saudável dessa velha garoa... Av. São Luiz, Praça da Republica, Av Ipiranga... Nos dias de jogo no Pacaembu, o charme era voltar a pé, para uma paquera na Praça Buenos Ayres, um dos pontos mais lindos daquela São Paulo, descer pela Av. Angélica até o Largo do Arouche, para ir patinar num rinque de patinação, que era o ponto de encontro da rapaziada, sempre naquela tentativa de um namorinho com as meninas que lá iam, sempre com seus pais. As meninas “de família”, jamais saiam sozinhas...
Essa era a São Paulo daquela época... Não é para sentir saudade? “São Paulo da garoa... São Paulo que terra boa...”
Rememorando, ainda é possível pensar em ter UM LINDO DIA, como aqueles outrora vividos, e que jamais serão esquecidos...
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