De Repente Nao mais que Derepente
Algumas pessoas são tão falsas que até elas mesmas já não sabem distinguir quando estão sendo falsas ou verdadeiras...
Eu não sei se continuo me agarrando na esperança. Expectativas em relação às coisas, as pessoas, a tudo. Vale a pena? A gente deve esperar compreensão, aceitação, solidariedade, amor, carinho, amizade? Ando tão decepcionada!
MENTIRAS
Meu amor, preciso te falar, você mentiu para mim, me contou mentiras que não sei como pode;
Me disse que não era boa com palavras, mas seu “eu te amo” carrega as mais belas poesias de amor; Disse que não sabia demonstrar seu afeto, mas no profundo do teu olhar me afogo em seu amor;
Me disse que não era perfeita, mas não vejo falhas, o que são erros quando se tem esse belo sorriso?
Seja honesta comigo, o que tem em seu toque que causa tantos arrepios por todo o meu corpo?
Me fale a verdade, que brilho é esse que você possui que quando eu te vejo fico hipnotizado?
Me disse para não procurar conforto em você, mas é em seus braços que eu consigo descansar;
Você me disse que eu não te suportaria, mas como não se não consigo ficar sem sua presença?
Você tem uma voz suave que acalma, como escudo perto de ti a dor do mundo não me ataca;
Me disse que eu era seu ponto de paz, mas sou eu que sinto paz quando sinto seu beijo;
Se estou com você todo dia é feriado, quando não estamos juntos até sábado parece uma segunda;
Deus caprichou quando te criou, difícil acreditar alguém com tal beleza seja a exterior ou a interior;
Não sei o que há em você que não consigo explicar, te acho bela em qualquer tempo ou história;
Você me faz sentir como se fosse verão mesmo no inverno, o que é frio diante de todo o seu calor?
Você é festa em meus dias de luto, e quando não me acho suficiente você completa com o seu amor;
Quando estou com você não exite solidão, você é a personificação de todos os bons sentimentos;
Não sei como consegue, você é a minha fraqueza, mas quando segura minha mão sou mais forte;
Se não me deixar sozinho, prometo te amar mesmo diante de toda adversidade, você é o meu amor;
Meu amor preciso te falar, você mentiu para mim, mas essas mentiras eu aceito de bom grado.
Diante de você eu não tenho palavras, por isso todo meu amor são palavras e atitudes, eu te amo.
No fim vencedores não são os que sobrevivem, e sim os que lutaram com companheiros dignos de se morrer ao lad0.
Não tenho medo (da morte). Só tenho medo de morrer sem terminar um livro que eu esteja escrevendo; e não ter uma morte limpa. Eu quero pelo menos uma morte limpa.
O problema é que a gente se ilude demais com pouca coisa. Mas mulher não é burra não, nosso coração que foi feito de material maleável e se derrete com qualquer calor a mais. Por isso o coração de algumas fica igual a pedra depois de tanto derreter a toa, pedra não derrete e só quebra se a queda for muito grande.
TALVEZ EU NÃO SEJA DO TIPO NAMORÁVEL
Cansei de jogar a culpa nos outros, a verdade é que eu não sou uma pessoa fácil. Demoro para ser cativado, tenho dificuldades para perdoar mentiras e minha sinceridade quase sempre afasta as pessoas de mim. Quando as pessoas falam “eu te amo” na primeira semana eu fico com o pé atrás pensando: “de duas uma, ou ta falando isso só para ver se eu vou dizer se também amo, ou de fato não deve dar o mesmo valor que dou para um eu te amo”, enfim... Ando meio cético no terreno dos sentimentos e tenho desenvolvido o péssimo hábito defensivo de querer descobrir primeiro o defeito das pessoas, na tentativa frustrada de depois não ser surpreendido. E sabe o que eu descobri com tudo isso? O óbvio: que ninguém é perfeito, que todo mundo tem defeitos e que se procurarmos motivos para não ficar com alguém, sempre vamos encontrar vários. E em meio a qualidades e defeitos de pessoas que eu mal conheço, eu me pergunto: “Será que eu conseguiria conviver com isso a longo prazo?”, “Será que com o tempo essa pessoa vai continuar a sorrir quando eu contar as minhas piadas sem graça?” “Será que se eu não ligar, ela vai me ligar?”, “E se eu ligar? Como eu vou saber se ela teria me ligado?”,”Como poderei saber se sou ou não indiferente pra ela?”. No fundo, eu sei que todo esse questionário se resume a uma palavra: medo. É o velho medo de sofrer... Existe uma frase do Paulo Coelho (eu nunca pensei que um dia fosse citar Paulo Coelho, mas esta frase é realmente muito sábia), que diz: “O medo de sofrer é pior que o próprio sofrimento”. E mesmo sabendo disso, a gente continua a temer. Afinal, é natural ter medo de andar em labirintos, depois que se descobre que existem armadilhas nele. Antes disso a gente anda no labirinto e mesmo não sabendo para onde estamos indo, não nos sentimos perdidos. Engraçado essas coisa, né?! E levando em consideração as minhas feridas abertas, meu traumas, medos e fantasmas eu cheguei a conclusão que talvez eu não seja do tipo namorável, mesmo que uma outra parte de mim discorde, a parte racional é a quem escreve agora. E eu queria poder dar voz a minha outra parte, aquela que só quer um pretexto para por meu lado romântico em prática, mas isso me torna tão vulnerável... Sabe, a gente se abre, a gente acredita, a gente sonha e depois quando as coisas não dão certo, damos um jeito de nos culpar por isso. Mas é besteira esse lance de se culpar por acreditar, porque agora vejo que bem pior do que se culpar por ter acreditado em algo que não deu certo é não conseguir acreditar mais em nada. É... Talvez eu não seja do tipo namorável, talvez eu deva dar um tempo das pessoas, ou admitir que eu sou um solteiro convicto. Mas a verdade é que eu não sou, e por mais que eu queira convencer meu lado racional disso eu não consigo. Porque quando meu Eu racional diz “talvez eu não seja do tipo namorável” o meu Eu emocional responde em um lonnnnnnnnngo e pesado silêncio, e mesmo sem proferir uma única palavra, neste silêncio impossível de ignorar, é como se ele dissesse: “hey, eu ainda estou aqui viu?!”. Talvez eu não seja do tipo namorável, mas talvez eu seja mais do que aquilo que o meu racional diz. Talvez eu seja até um sonhador, um bipolar, um lunático, um romântico, talvez eu seja a minha ultima esperança.
SAUDADES DE NÃO SEI O QUÊ
Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filho único. Estou com saudades de não sei o quê; só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado; sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão; sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas.
Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca; e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.
Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la.
Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.
Vou deixar o céu me cativar
Me entregar em tuas mãos
Buscar o que não posso tocar
Mas ver com o meu coração
A vitória não é feito só dos melhores é tambem dos corajosos imprudentes e dos loucos inconsequentes .
A grandeza de uma pessoa não se mede pelo espaço que ocupa no nosso coração, mas sim pelo vazio que deixa quando está distante.
E a sua importância não se constata apenas quando estamos com ela, mas também quando sentimos a sua falta.
A felicidade já me parece algo distante há muito tempo. Não sei o que é um abraço verdadeiro, de alguém que realmente me ame, não sei o que um beijo com afeto, um eu te amo de verdade, não sei o que é receber uma mensagem no meio da noite escrita apenas que estava com saudades. Vontade de ver alguém aparecer do meio do nada só pra me dar um abraço e dizer que sou especial. Dizer que sente minha falta, que queria poder estar ao meu lado todo tempo. Será que isso é querer de mais? Será que o que eu quero é impossível? Eu só quero ter um verdadeiro amor ao meu lado.
É o amor a distração de Deus.
Não se sabe um abraço como se sabe um verso. Ela sabia que ele era o homem mais imperfeito do mundo. Sabia ainda que seria incapaz de partilhar, todos os dias, a vida com ele, com aquele ele que nada sabia para além de um sorriso, que nada procurava para além de um toque, que nada ambicionava para além de respirar. Pensava: és a escolha impossível. E escolhia-o.
“Hoje não importa quantos anos nós temos, sempre podemos escolher. Desde o momento que comemos a primeira papinha, estamos fazendo uma escolha. Está em cada um de nós a responsabilidade de escolher a sua própria vida, seu próprio caminho. A questão é: ao crescer teremos coragem suficiente para fazer isso?”
Queria estar longe das pessoas quando estou triste porque assim elas não iriam se importar comigo e iria poder ficar sozinho e tentar me reerguer.
Parece bobagem, coisa atoa, puro drama, mas não é. Tem dias que bate uma deprê mesmo, uma vontade de ficar só, de ouvir uma música qualquer e chorar até a última lágrima. De achar que o mundo está acabando, que tudo está desabando, e dá até uma vontade de morrer. Parece loucura, e talvez seja. Sempre temos lá nossos dias loucos, não é mesmo? Mas tudo que a gente precisa mesmo é de alguém ao nosso lado dizendo que vai ficar tudo bem, mesmo sabendo que não fique. De alguém que vá chorar junto, ou seque as minhas lágrimas. De alguém que diga que vai passar, mesmo que seja impossível de passar. Alguém pra me fazer ser forte, me dizer que sou forte, me deixar forte. É disso que a gente precisa. Apenas um alguém que não vá, e sim que fique. Viver só, chorar só, ficar só é tão solitário. E uma coisa que eu aprendi com a vida é que nascemos e morremos só, mas viver só ninguém vive. Ninguém é feliz. Mas isso é só um dos meus dias ruins, vai passar. Tem que passar. Sempre passa. E quando passar, eu quero ter a certeza de que alguém esteve ao meu lado dizendo; “Viu só? Superamos juntos.” Porque é disso que a gente precisa. De apenas um alguém.
Eu não deixaria o amor passar, nem por vaidade, nem por orgulho e nem por medo de deixar de viver. O que ninguém percebe é que amar não consiste em abster-se e que estar sozinho nem sempre significa ser livre.
Não confunde-se solidão com liberdade.
Amor que não é entregue, por qualquer que seja o motivo, é desperdício. Mais do que isso, é egoísmo.
Há na vida, muitas coisas que são prescindíveis ou remediáveis, mas o amor, não!
Enquanto o amor para vida inteira não chega, ela prefere seguir solteira. Sozinha mesmo, muitas vezes, para não perder a paz dos seus dias. Para não perder o tempo que considera tão sagrado. Para não perder seu sono por situações que não precisam de explicação. Enquanto ele não chega, ela segue em paz, sem sentir falta de ciúmes banais, indiretas em redes sociais, comprovando que a falta de compromisso com o bom senso é sinal de pouca maturidade. Mas ela sabe que ele vem. Em algum momento, quando ela perceber que ao invés de toda essa perda de tempo, haverá alguém disposto a dividir problemas e não criar outros mais. Alguém que vai pegar na sua mão e dizer: "Vamos, o horizonte é cheio de tempestades, mas daqui a pouco encontraremos um lugar ao Sol". Enfim, é ele. Sem mais.
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