Culpa o Vento
Pode contar seus segredos ao vento, mas depois não vá culpá-lo por contar tudo às árvores.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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Entrar no canal do WhatsappDepois, quando tudo passar, não venha culpar o vento pela bagunça.
Você sabia onde estava cada coisa.
Sabia quem era importante, o que merecia cuidado,
o que precisava de abrigo.
O vento passou por todos nós,
mas só bagunçou o que foi deixado de lado.
Você segurou o que tinha prioridade para você.
Fuga
Ela tinha ímpeto de desaparecer, virar espuma, vento, soprar longe.
Se sentia culpada quando essa vontade tomava conta dos seus pensamentos,
sempre rodeada de sons, vozes, música, amor, superproteção que ela não pedia.
Tinha gana de desligar os telefones, o interfone, desligar-se.
Não era egoísmo puro e simples, era saudade dela.
Sentia falta de rir sozinha lendo seus livros, acender incenso tomando banho quente, andar pela casa com sua camiseta surrada, descalça, distraída, relaxada, ver seus filmes antigos tomando café forte, queria sua companhia de volta, não definitivamente (solidão nunca a seduziu), pois amava estar com os seus.
Gostava de ser acolhida, mimada, mas algumas vezes, um filme, um café, pés descalços, lhe bastava.
Não esquecer que as nuvens estão improvisando sempre, mas a culpa é do vento, disse o Poeta.
sfj,citações
E então foi-te revelado teu derradeiro pecado, o saber, não que já não se jugaste culpado, mas queria não estar ciente do presente que lhe foi dado, este quase sempre um fardo...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
Não culpe o vento pelo rastro de bagunça que ele deixou em sua vida, sendo que foi você que deixou a janela aberta.
Quando cheguei do trabalho o corpo clamava pelo sossego da casa vazia.
Os ombros espremidos feitos limões depois de um dia inteiro vivenciado no antes e depois. Nunca agora.
O agora pertence ao reino das pessoas bem resolvidas, do presente selvagem, da ausência de dores e dúvidas. Por isso tal lugar me é tão fantasioso e desconhecido. Estou sempre presa entre dois tempos. Meus limões e eu.
E a silenciosa ordem da casa vazia era a única coisa de que precisava para que o dia terminasse afinal. Não haveria ninguém me esperando, não precisaria contar como foi o dia, o que fiz. Tudo estaria no exato lugar que a mão desatenta deixou pela manhã.
Estaria… do Pretérito mais que perfeito condicional.
Condição em que eu teria encontrado a casa se tivesse deixado a bendita janela fechada.
Mas a mão (aquela mesma descuidada que nunca repara o que está fazendo) abriu a janela antes de sair e foi embora despreocupada como só as mãos sabem ser. Nem pensou em olhar a tempestade que se anunciava desde cedo no horizonte.
Suspeito, na verdade, que exista uma relação profunda entre mão e vento. É o que percebo toda vez que minha mão esgueira para janela aberta do carro quando ninguém está olhando. Estende-se para o vento que corre livremente do lado de fora, finge que voa enquanto o ar se espreme entre suas partes sempre tão guardadas por anéis.
Em todo caso, a mão não estava lá quando o vento entrou enfurecido procurando por ela. Raivoso brandiu com força papéis para todos os cantos, derrubou aquele vaso feio que ficava sobre a mesa, o único que aceitou receber a estranha planta que eu nunca sabia se estava viva ou morta. Agora entre os cacos de vidro no chão não restava dúvida: morta.
Os papéis que permaneceram sobre a mesa molhados pela água do vaso, o restante espalhado no chão.
As cortinas caídas sobre o sofá como se cansadas de lutar contra o vento e tivessem simplesmente desistido. Ficaram observando enquanto o caos reinava na casa.
Nada naquele lugar lembrava a paz que eu buscava quando entrei.
A mão primeiramente cobriu os olhos com mais força do que o necessário, foi se agarrando a cada osso do rosto até se prostrar entre os dente a espera de ser castigada. Respirei fundo e a coloquei em seu devido lugar ao lado do corpo.
Caminhei entre vidros, cortinas, papéis e flores que já estavam mortas muito antes do vento chegar.
No meio da sala olhei para as mãos descuidadas e famintas por vento. E por um instante me senti bem em meio ao caos. Não sabia por onde começar a arrumação e, sinceramente, não havia qualquer pressa para isso.
Soltei o peso dos ombros que pela primeira vez eram nada além de ossos, músculo e pele. Fiz um azedo suco com o saco de limões que carregava e bebi inteiro, sem açúcar.
E ali, cercada pelo silencio caótico que se estende após a tempestade não havia nenhum outro lugar em que eu pudesse estar. Só o famigerado momento presente e eu em meio a sala. Sós.
Músicas ao vento
Aquele velho comedido, já conhecido,
se deixa tocar n’alma pela música.
Enquanto aquele jovem, vida lúdica,
aprecia o vento e procura seu sentido.
Vento e música mesclados em um,
maestria entorpecente, quase tangível.
Que no tocante da alma sensível
alegra, acalenta, matina algo incomum.
Nesse mundo inimaginável, desfraldado,
somos ases das nossas conquistas,
derrotas,desejos, mente estulta.
Os acordes seguem concatenados.
O vento agora é o musicista.
Se não me acalento, mea culpa.
Se deixarmos a janela aberta, não adianta culpar o vento pela bagunça.
Culpar os outros só nos faz regredir como seres humanos
Somos os únicos responsáveis pela vida que estamos vivendo hoje.
Cada uma de nossas escolhas e ações nos trouxeram até aqui.
Quem deixou a janela aberta não pode culpar o vento, pois a desordem é o fruto do próprio relaxamento.
A CULPA FOI DO VENTO,
QUE NOS FEZ APROXIMAR
A CULPA AGORA É DA VONTADE
QUE TENHO DE TE BEIJAR
NUMA PAREDE DE GELO
EU ME FUI ENCOSTAR
ESPERANDO A TUA VONTADE
DE NELA ME EMPURRAR
PERGUNTASTE SE QUERIA COMPANHIA
FIQUEI SEM SABER COMO RESPONDER
RESOLVI DIZER COM IRONIA
FAZ AQUILO QUE TE APETECER
A CULPA FOI DO VENTO
QUE NOS FEZ APROXIMAR
A CULPA AGORA É DA VONTADE
QUE TENHO DE ME ENTREGAR
"Culpamos o vento por não trazer o amor em silêncio, esquecendo que o outono também desfolha o que é imperfeito. Talvez o outro não seja a resposta que falta; talvez você seja o avesso do que procura, o avesso necessário para finalmente desvendar a própria alma."
"Costumamos culpar o vento pelo caos da nossa travessia, esquecendo que o universo funciona como um espelho fiel daquilo que carregamos na alma. Quando a vida nos encurrala e nos coloca diante do abismo, a escuridão do lado de fora apenas testa a nossa estrutura por dentro. Nesse instante crucial de hesitação, não há neutralidade possível: ou você escolhe ser a luz que rasga a penumbra, ou se torna a própria tempestade que alimenta o abismo. A escolha sempre foi, e sempre será, interior."
A culpa não é do amor a culda é das pessoas que fazem dele algo vago que se joga ao vento pra qualquer um pegar.
Se o tempo passar e nada mudar.
Não foi culpa do vento. Este tem bom "coração".
Foi culpa do "elemento" que culpou o tempo,
e viveu na omissão.
