Culpa
A lei do desapego serve para quase tudo na vida, der adeus a auto crítica, abandone a culpa, largue os prenconceitos, deixe de lado a procrastinação, esqueça as crenças limitantes, descarte os rancores, as más companhias e solte o passado.
Mas nunca desapegue-se do amor, ele é a cura pra todos os males.
Culpa
A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.
Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.
Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.
Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…
Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.
O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.
A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”
Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.
Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.
Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:
“Há consequências. E eu vou encará-las.”
Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.
Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.
Amor perdido
Querido! Escrevo para me libertar da saudade, da culpa, nessa imensidão de falsas felicidades. Escrevo para me libertar de você, especialmente das lembranças do seu calor , que me dão pavor.
Escrevo para sentir e lembrar a cada momento da minha moça idade, os momentos de grande seriedade
Escrevo para provar para mim mesmo que não te amo apesar que meu coração ainda te chamo.
Intensidade
Às vezes a gente se culpa por ser intenso demais.
Muitos dizem que deveríamos mudar.
Que deveríamos tratar as pessoas da mesma forma que somos tratados.
Mas a verdade é que eu não sou assim.
Eu não consigo ser frio quando meu me coração é quente.
Não consigo devolver maldade quando o que eu carrego é amor.
Se alguém carrega ego…
eu carrego sentimento.
Se alguém carrega desconfiança…
eu carrego confiança.
Mas não qualquer confiança.
É o tipo de confiança que só pode ser quebrada uma única vez.
Por isso é preciso ter cuidado antes de tentar quebrar alguém por inteiro.
E a verdade é que o meu maior medo nunca foi ficar quebrado.
Porque todas as vezes que eu me quebrei… eu também me curei.
O meu medo é outro.
É que um dia, lá na frente, você perceba o que perdeu…
se arrependa de tudo…
E eu simplesmente não possa mais fazer nada.
Todo corpo funciona e move, é uma sensação; Não existe falta de sensibilidade, não é sua culpa de sentir, é normal se sentir; Assim, existe dois tipos de sentimentos diminuídos, Antipatia e apatia; Não há moralidade definida para se sentir.
Você é, sim, responsável pela minha inspiração, uma culpa bonita que eu nunca vou querer que você negue.
Deixe o passado para trás.
Perdoe-se. Liberte-se da culpa.
Carregue o perdão, pois cura e renova a alma ferida. Permita-se mudar.
Que a luz do futuro brilhe em cada passo do caminho.
Inversão de culpa (Gaslighting)
Esse é um dos sinais mais fortes.
Mesmo quando ele erra, ele faz você parecer a culpada .
Ele pode dizer coisas como:
“Você está louca.”
“Você exagera.”
“Isso é coisa da sua cabeça.”
“Você precisa de remédio.”
Isso tem até um nome na psicologia: Gaslighting.
É quando a pessoa tenta fazer você duvidar da própria percepção da realidade.
Com o tempo, a vítima começa a pensar:
“Será que eu estou mesmo errada?”
Mas muitas vezes não está.
O narcisista pode até fingir carinho no começo, mas quando você sofre ele:
minimiza sua dor
muda de assunto
se irrita com seu sofrimento
ou transforma a situação em algo sobre ele.
Isso acontece porque pessoas com traços do Transtorno de Personalidade Narcisista têm muita dificuldade de sentir verdadeiramente o que o outro sente.
Muita gente percebe isso:
Para os outros, ele parece incrível, simpático e charmoso.
Dentro de casa, ele pode ser frio, crítico ou controlador.
Isso confunde muito quem convive com ele, porque os outros dizem:
“Mas ele parece tão bom!”
E a vítima começa a se sentir incompreendida e sozinha.
Quando ele percebe que está perdendo o controle, pode começar a agir como no início da relação:
fica mais carinhoso
promete mudar
diz que ama muito
lembra momentos bons
Isso acontece porque ele quer recuperar a influência sobre você.
Se percebe que não está conseguindo te controlar, pode fazer o contrário:
te criticar
diminuir você
dizer que você é problemática
tentar atingir sua autoestima.
Isso é uma forma de tentar te enfraquecer emocionalmente.
Fazer você parecer a culpada
Ele pode contar a história para outras pessoas de forma invertida, para parecer vítima.
Assim ele protege a própria imagem.
Alguns narcisistas fazem algo muito doloroso:
agem como se a relação não tivesse significado nada.
Isso machuca muito quem amou de verdade.
A pessoa empática sofre mais no começo.
A pessoa narcisista sofre mais quando perde a admiração, o controle e a imagem que construiu.
Por isso muitas vezes ele reage com raiva, vitimismo ou manipulação.
Você pode empurrar a culpa pra frente,
pode fingir que não sente,
pode se distrair com outra pessoa, com bebida, com amigos…
mas quando o mundo fica quieto,
quando a velhice chega,
quando as lembranças aparecem…
a consciência cobra com juros.
E cobra caro.
Clark: Isso nunca fez parte do nosso relacionamento. Mas acho que a culpa é minha. Não confiei em você anos atrás, e agora, por algum motivo... você não confia em mim.
Em alguns momentos o demônio veio me consolar onde não havia ninguém e disse que a culpa não era dele.
Eles escolherem .
#yakuza Moon
como não se sentir culpado se a culpa parece ter criado raízes dentro de você, como se cada pensamento carregasse um peso, como se existir já fosse, por si só, um erro difícil de justificar… como não erguer muralhas se toda vez que você tentou abrir o peito, algo te atravessou, algo ficou, algo que te ensinou que sentir demais custa caro demais, e então você levanta paredes, não porque quer se afastar, mas porque já não sabe mais como não se proteger… e como conviver com esse vazio, esse espaço oco que não importa o que você faça, não preenche, um silêncio interno que grita, que ecoa, que te lembra o tempo todo que falta algo, ou pior, que talvez falte você mesmo dentro de você… esse sentimento de ser um peso, de ocupar espaço demais e ao mesmo tempo não significar o suficiente, de olhar ao redor e achar que tudo funcionaria melhor se você fosse menos, falasse menos, sentisse menos… existisse menos… de não ser o suficiente, nunca, como se você estivesse sempre devendo algo que nem sabe o que é, como se todo esforço chegasse atrasado, incompleto, falho… de mais atrapalhar do que ajudar, como se sua presença fosse um erro em andamento, como se, por mais que tente, tudo que você toca carregasse um pouco do seu caos junto… de querer amar profundamente, mas nunca conseguir se sentir amado de volta, como se existisse um bloqueio invisível, como se o amor até chegasse perto, mas nunca conseguisse entrar, ou pior, como se você não soubesse mais reconhecer quando ele está ali… e então fica essa contradição sufocante: um coração que ainda quer dar tudo, preso dentro de alguém que já não acredita que merece receber… como viver com um coração quebrado, quando cada batida parece irregular, cansada, sem direção, quando amar virou dor, lembrar virou dor, existir virou dor… e uma mente perdida, que não descansa, que não silencia, que te leva sempre pro mesmo lugar escuro, um labirinto onde cada saída parece falsa, onde cada esperança dura pouco demais… e no meio disso tudo você ainda está aqui, e isso não parece vitória, não parece força, não parece nada além de cansaço…
O problema não é errar; o problema é errar em um sistema que transforma o erro em culpa eterna. Porque a culpa eterna cria medo, e o medo cria mentira, e a mentira cria repetição, e a repetição cria desastre.
