Culpa

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Não Podemos fazer do medo nossa sentença de culpa do passado,
e deixar de Viver por decepções do Passado.

⁠Para dormir tranquilo o homem um dia criou o diabo para ter alguém para assumir culpa sobre todos seus mais profanos atos.

Patético é a esposa achar que a culpa do marido ser infiel é da amante.

Eu sei que a culpa é da filosofia que não explica direito a quem não entende o que seja essa tal filosofia. – mas a filosofia é pessoal e cada pessoa deve buscar o seu ápice pessoal de entender, primeiro, sua filosofia de vida, depois, se caso possa, se for capaz, integrar as outras filosofias de vida na sua vida, mas, de maneira que se acrescente para somar, não para saquear, furtar, roubar ou destruir. – será que isso é possível? – se é possível eu não sei. – o que sei é que, se você continuar acreditando nas suas próprias convicções, quem poderá dizer que você não há de conseguir? – eu pessoalmente não chegarei a tanto. – não ousarei em dizer. – mas posso dizer; quem falou que você não consegue?

Entre o amor e a desconfiança
Amamos com culpa nas mãos,
e medo nos olhos.
O amor veio torto,
nasceu de um erro
e quis se endireitar no caminho.
Eu pedi paz,
ela pediu confiança.
Mas o silêncio gritava
mais alto que as promessas
e os gestos desmentiam as palavras.
Carregamos passados como sombras,
seguindo a gente mesmo ao meio-dia.
Ciúmes não eram falta de amor,
eram excesso de insegurança,
era o pavor de ser trocado
do mesmo jeito que um dia alguém foi.
Ela dizia “confia”,
mas não largava as portas abertas.
Eu dizia “fico”,
mas já estava cansado de vigiar.
Nos amamos…
mas amor sem credibilidade
vira dúvida,
vira nó no peito,
vira guerra fria entre dois corações cansados.
Talvez não tenha faltado sentimento.
Talvez tenha faltado coragem
de ser inteiro,
de ser claro,
ou de admitir que amar
não é suficiente quando não há paz.
E assim seguimos
não por falta de amor,
mas por excesso de medo
de ficar
ou de partir.

Ex não é lembrança, é superação
Hoje eu me escolhi, sem culpa no coração
estou me amando tanto agora que fiquei solteiro
Que eu estou começando a ter ciúmes de mim mesmo,estou me amando tanto, isso é real. - música Eu no comando do dj gato amarelo

Se não depende só de você, não carregue tanta culpa… às vezes, simplesmente não era para acontecer.


— Jess.

⁠Os sentimentos de culpa geram muitas justificativas.

Capítulo — Entre a Culpa e o Espelho


Pedir demissão foi um grito silencioso que eu dei a mim mesma.
Eu estava cansada. Cansada da pressão constante, do ambiente pesado, das cobranças que atravessavam minha pele como agulhas finas e diárias. Havia dias em que eu voltava para casa sentindo que tinha deixado pedaços de mim espalhados pelos corredores daquele trabalho. Então, um dia, respirei fundo e saí. Achei que, ao fechar aquela porta, abriria outra — mais leve, mais minha.


Mas o que se abriu foi um vazio.
Meus dias passaram a ter a mesma cor, o mesmo ritmo, o mesmo roteiro: lava, limpa, arruma, cuida. Lava, limpa, arruma, cuida. Amo meus filhos com a força inteira do meu peito, mas não quero ser apenas a mãe.


Quero voltar a ser mulher. Quero me reconhecer no espelho sem que a primeira palavra que me venha à mente seja “cansaço”.
Nos três meses depois que saí do emprego, engordei 10 quilos e 800 gramas. Sim, eu estou contando. Cada grama parece um lembrete concreto de que estou perdendo o controle.


Eu não consigo parar de comer.
É pão. É feijão. É macarrão. É qualquer coisa que esteja ao alcance dos olhos. Como em grandes quantidades, como com urgência, como se estivesse apagando um incêndio invisível dentro de mim. Na hora, existe uma pressa quase desesperada — preciso mastigar, preciso engolir, preciso sentir o estômago cheio. Só quando ele dói, quando pesa, quando estica, é que algo se aquieta.
E então vem o arrependimento.


A culpa chega como uma onda fria depois da falsa calmaria. Eu sei que não deveria estar fazendo isso. Sei que não é fome — é outra coisa. Mas faço assim mesmo. A comida virou uma espécie de anestesia: me acalma por alguns minutos e depois me corrói por dentro, como se eu tivesse traído a mim mesma.


Estou matriculada na academia. Pago a mensalidade. Tenho roupas de treino. Já gostei de treinar — e muito. Lembro da sensação de força, do suor como prova de disciplina, da música alta no fone de ouvido enquanto eu me sentia viva. Mas agora não consigo sair de casa para ir até lá. Não é preguiça. É como se houvesse uma barreira invisível entre mim e a mulher que eu costumava ser.


Às vezes me pergunto:
Onde está a minha força de vontade?
Onde foi parar o desejo de me cuidar que sempre fez parte de mim?
Se eu gosto de treinar, por que não consigo ir?
Sinto que preciso urgentemente reencontrar meu antigo eu — mas, no fundo, talvez eu precise encontrar uma nova versão de mim.


Uma que caiba na mulher que estou me tornando, e não apenas na que eu fui.
Às vezes — ou melhor, na maioria das vezes — sinto falta de mim. Falta da leveza que eu tinha. Da segurança. Da autonomia. Me pergunto se, caso tivesse estabilidade financeira, tudo seria diferente. Será que eu conseguiria ser eu mesma? Ou estou usando essa ausência como justificativa para algo mais profundo?


Já passei por tantas coisas na vida. Sobrevivi a situações que pensei que me quebrariam para sempre. Aprendi muito com a dor, mas também vivi momentos maravilhosos — momentos que hoje parecem fotografias desbotadas guardadas numa gaveta da memória.


Sinto saudade daquela mulher que ria fácil, que sonhava alto, que se sentia capaz.


Agora, às vezes, acordo e me pergunto em silêncio:
Será que estou em depressão e não sei?
Talvez essa seja a pergunta mais honesta que fiz a mim mesma nos últimos meses.


Porque o que mais dói não é o peso no corpo.
É o peso de não me reconhecer.

A verdadeira prisão não é a cela, mas a culpa e a incerteza de quem vive na ilegalidade.

Reconhecer meus erros sempre foi mais construção do que culpa.
— Emanuel Bernardo

'Não faça das SUAS PALAVRAS e ATITUDES argumentos para por a culpa em alguém quando algo não der certo... Lembre-se : A vida é uma estrada de mão dupla, são os que dirigem na contra-mão, responsáveis pelos ACIDENTES.

A religião nos torna escravos de Deus! e a filosofia liberta Deus desta culpa.

A lei do desapego serve para quase tudo na vida, der adeus a auto crítica, abandone a culpa, largue os prenconceitos, deixe de lado a procrastinação, esqueça as crenças limitantes, descarte os rancores, as más companhias e solte o passado.
Mas nunca desapegue-se do amor, ele é a cura pra todos os males.

Culpa


A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.


Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.


Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.


Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…


Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.


O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.


A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”


Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.


Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.


Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:


“Há consequências. E eu vou encará-las.”


Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.

⁠Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.

Te prometi não desistir da gente, mas se um dia isso acontecer, saiba que a culpa não foi minha ⁠

São meus sentimentos. Você não tem culpa de eu sentir isso por você.

Intensidade


Às vezes a gente se culpa por ser intenso demais.

Muitos dizem que deveríamos mudar.
Que deveríamos tratar as pessoas da mesma forma que somos tratados.

Mas a verdade é que eu não sou assim.

Eu não consigo ser frio quando meu me coração é quente.
Não consigo devolver maldade quando o que eu carrego é amor.

Se alguém carrega ego…
eu carrego sentimento.

Se alguém carrega desconfiança…
eu carrego confiança.

Mas não qualquer confiança.

É o tipo de confiança que só pode ser quebrada uma única vez.

Por isso é preciso ter cuidado antes de tentar quebrar alguém por inteiro.

E a verdade é que o meu maior medo nunca foi ficar quebrado.
Porque todas as vezes que eu me quebrei… eu também me curei.

O meu medo é outro.

É que um dia, lá na frente, você perceba o que perdeu…
se arrependa de tudo…

E eu simplesmente não possa mais fazer nada.

Você é, sim, responsável pela minha inspiração, uma culpa bonita que eu nunca vou querer que você negue.