Culpa
sabe mesmo o que é bom?
Bom mesmo é abrir o coração,
Sem culpa
Sem medo
Sem dor
Sem ressentimento
Mesmo sem sentido
Sem razão
Derramá-lo sem pudor
Com paixão
Derramá-lo com amor
O mundo não aceita o diferente. Mesmo os que pregam a diversidade carregam a culpa de não aceitar que os outros não queiram lidar com o diferente como eles querem que todos aceitem.
Eu nasci diferente. Diferente na alma, no pensamento, no coração. Diziam que tinham me trocado na maternidade por querer coisas diferentes do resto da família.
Fui atrás do diferente porque era o natural para mim, mas diziam que eu queria aparecer. Escolhi um curso diferente dos amigos, estudei instrumentos musicais diferentes da maioria.
Não queria ser médica, advogada nem professora. Queria ser juíza de futebol e acabei na psicologia, uma profissão que enxerga o diferente.
Sempre fui diferente. Nunca me deixaram. Era imprescindível que me encaixasse nos modelos sociais, pois uma menina na minha época não tinha direito de ser diferente. Aprendi que não era legal ser diferente e perdi metade da vida buscando ser igual aos outros.
Querendo comer o que todos comem, vestir o que todos vestem, fazer o que todos fazem. Ao mesmo tempo, algo me pressionava o peito para que eu não matasse o diferente dentro de mim.
Uma luta eterna entre aceitar o que eu era e fazer o que os outros queriam. Ainda hoje essa luta existe. Silenciosa mas voraz, íntima mas reverberante. Vivo um conflito constante, ser o que sou ou ser o que o mundo quer que eu seja.
Assim eu sigo, equilibrando o primitivo e o sociável dentro de mim. Até já acostumei, e quanto menos penso nisso, mais eu morro por dentro. Oras, não é isso mesmo o que a sociedade quer? Mais pessoas seguindo as ditaduras, menos seres pensantes?
Texto pensado por Marina Rotty, numa tarde de verão qualquer…
Pesos desnecessários que liberei:
Eu não preciso sentir culpa.
Não me arrependo do que fiz.
Não sou obrigado a seguir o que os outros esperam.
Não sou obrigado a viver como a sociedade quer.
Não preciso agradar a família ou ninguém.
Não sou obrigado a conversar ou a ser algo que não sou.
Não preciso ter mais do que preciso, nem ser rico.
Não sou obrigado a fazer faculdade, ou a trabalhar onde não quero.
Não sou obrigado a casar, a conviver com as mesmas pessoas ou a me apegar a nada.
Não sou obrigado a ficar onde não me sinto bem, ou a esperar o tempo dos outros.
Não sou obrigado a seguir as ordens dos outros, nem a fazer o que não quero.
Eu faço o que eu quiser.
Não faço nada, se não me sinto disposto.
Vivo do meu jeito, no meu tempo.
Escolho com quem estar, e onde ir.
Converso se for para agregar.
Sou o que desejo ser, sem cobranças externas.
Viajo para onde meu coração me leva.
Vivo para mim mesmo, sem precisar de validação.
Não sou egoísta, sou livre. Egoísmo é tentar me fazer viver contra minha vontade.
Quem se magoa com a minha vida, isso não é problema meu, é problema da pessoa.
Eu não carrego pesos, apenas leveza e paz.
Desfaço as crenças que limitam meu ser, liberando espaço para viver de forma mais completa e verdadeira. O que não me serve, eu deixo ir.
É melhor ser chato, exagerar, se esmerar em cuidados por amor, do que por culpa da negligência, sofrer através da perda as agruras da dor.
Mágoa de Irene
A raiva te dominou...
por muito tempo.
E a culpa —
nele colocou...
Mas...
você é responsável
pelo que entregou,
não pelo que retornou.
Suas lágrimas molharam a areia,
se misturaram à água do mar,
e seus soluços...
ao barulho da maré cheia.
O sofrimento foi grande.
Foi intenso.
Mas — não foi sua culpa.
Você escolheu o amor,
não a dor.
Mas veja, por outro lado...
o amor dele era real.
E tudo o que você penou,
ele sofreu — em dobro.
Pela sua ausência...
deve ter morrido um pouquinho por dia,
pelo amor,
pela saudade — tão intensa.
Sabendo que ele mesmo se sacrificou,
um tiro no próprio pé...
um morto-vivo.
E assim ficou.
Mas você também errou.
Desistiu da vida...
e tudo aceitou.
Já não vivia,
quando de novo — se casou.
Era jovem.
Linda.
Poderia ter escolhido um marido maravilhoso...
Mas sem forças,
pegou o que a família ofertou.
Quem sabe, se não tivesse morta por dentro,
teria virado uma Chica da Silva,
fazendo seus bailes lá...
na Corte.
Com o tempo —
vieram dois finais infelizes.
Mas quem sou eu...
para julgar?
Eu sou você —
agora, no presente.
Tentando esse passado consertar,
com dúvidas...
e medo de errar.
Pois me conheço —
e por amor...
faria a mesma coisa.
Não vemos nada
quando bate o desespero.
Mas pensando bem...
o Universo me conhece mais que eu.
E no seu lugar —
teria ido atrás dele
mil vezes.
E enquanto não lembrasse de mim,
de vez...
não desistiria.
Que lembrasse
do nosso contrato,
das nossas vidas passadas,
do nosso amor...
sobrenatural.
Por isso — nesta vida...
dele, nada sei.
Sou orgulhosa...
mas ainda não aprendi
a perder.
A culpa é sempre minha
A culpa é sempre minha. Sim, alguém tem de assumir, e sempre só sobra eu... então, a culpa é sempre minha...
Como é difícil pra muitas pessoas assumir a culpa. Não assumem e pronto. Arrumam mil desculpas, inventam, mentem, omitem... mas não admitem.
Caramba, meu. É tão mais fácil assumir. Não, eu não quero. Não, eu não tenho vontade. Não, eu não posso. Mas, pra cada não... é melhor arrumar uma desculpa - nem que seja esfarrapada - pra evitar confusão... é assim que muita gente pensa.
Beleza, você arruma uma desculpa qualquer, e outro ou a outra se convence... e você pensa que vence. E o outro ou a outra pensa que vence.
Afinal, quem realmente vence?
Você... que com a cara mais lavada deste mundo criou uma situação super inacreditável, fez mil malabarismos e caiu... de cama?
O outro... ou a outra.... que acreditou (ou fez que acreditou... porque estou desconfiad@ que o outro ou a outra não é tão bob@ assim). Se fez de bobo, se fez de boba e levou a vida adiante, até passar uma rasteira em você logo adiante? Até que um dos dois cai... ah! cai... porque isso de passar rasteira, meu filho, desequilibra e vira tudo, copo quebrado, perna quebrada, nariz quebrado, confiança quebrada.
E depois que a confiança quebrou... quebrou e fim. Não há superbond que dê jeito... vai ficar trincada, vai ser mentira pra todo lado... até cada um ir pro seu lado.
Pois, pois, amigo... assim é a vida. Assume, vai. É melhor, você vai dormir melhor, bem melhor. E depois que você aprender a assumir a culpa, você vai ver como é leve... a vida.
E também duas coisas você vai aprender:
a) A ver de longe quando alguém dá uma desculpa mentirosa.
b) A não mais ficar arrumando as melhores desculpas do mundo... porque você mesmo vai saber que nem mesmo as melhores desculpas do mundo colam.
Não colam, não... podem até dar uma grudadinha, mas no primeiro ventinho... descolam.
Sei que não é culpa sua, mas já enfrentei tantas batalhas que qualquer ato de indiferença entro em modo análise de campo.
A mulher foi feita com muitas qualidades e se encontrar algum defeito de fábrica é culpa do homem que não providenciou a peça de reposição.
Se alguém lhe xingar por sua culpa seja humilde e peça desculpa
ou perdão: isso é melhor do que
ser um arrogante.
O responsável por sua vida, é você. Começa por corrigir e avaliar a si mesmo, e você achará o culpado, em vez de monitorar vidas alheias. Quem sabe você vai desenvolver.
Se voce se julga uma pessoa infeliz, a culpa não e das pessoas que convivem com você, você é responsável por você! Nao fique culpando os outros.
BOM DIA e uma quarta-feira de bênçãos 🌹
Ery santanna
